<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2480458933532256779</id><updated>2011-10-16T16:26:12.585-07:00</updated><category term='Ideais'/><category term='Fraternidade'/><category term='Teosofia'/><category term='Liberdade'/><title type='text'>Grupo de Estudos Teosóficos de Florianópolis</title><subtitle type='html'>O Blog do Grupo de Estudos Teosóficos de Florianópolis, inspirado nos ideais da Fraternidade Universal e Busca da Verdade, é um espaço na Internet dedicado ao estudo e divulgação do pensamento teosófico.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://getflorianopolis.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480458933532256779/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://getflorianopolis.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>GET Florianópolis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>22</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2480458933532256779.post-9043788880648239810</id><published>2010-05-14T05:50:00.000-07:00</published><updated>2010-05-14T06:00:41.145-07:00</updated><title type='text'>Uma Espiritualidade que Transforma - Ken Wilber</title><content type='html'>&lt;div class="Section1"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US"  style="font-size:100%;"&gt;Hal Blacker, editor consultivo de  &lt;i&gt;What is Enlightenment&lt;/i&gt;? &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;(O que é Iluminação?), descreveu o tema desta edição especial da revista do  seguinte modo (embora repita afirmações feitas em outras partes desta edição,  vale a pena apresentar a citação completa simplesmente pela sua eloquência,  franqueza e indiscutível bom senso):&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2cm 0.0001pt 1cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Tencionamos explorar uma  questão sensível, mas que precisa ser tratada: a superficialidade que permeia a maior parte do  discurso e da exploração espirituais atualmente no Ocidente, e, em particular, nos  Estados Unidos. Freqüentemente, ao traduzir-se doutrinas místicas do Oriente (e  de outros lugares) para o idioma americano, sua profundidade é aplainada,  sua exigência radical é diluída e seu potencial para transformação  revolucionária é abrandado. Uma vez que as &lt;i&gt;palavras&lt;/i&gt; dos ensinamentos são quase  sempre as mesmas, isto se dá de maneira sutil. Através de uma aparente  prestidigitação envolvendo, talvez, seu contexto e, consequentemente, seu significado, a mensagem das maiores doutrinas, muitas vezes, parece transmutar-se do  crepitar do fogo da libertação para algo que mais se assemelha ao borbulhar  calmante de um banho quente de banheira. Embora haja exceções, as implicações  radicais dos grandes ensinamentos são, desse modo, freqüentemente perdidas. Desejamos investigar esta diluição da espiritualidade no Ocidente e analisar suas  causas e conseqüências.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Baseado nesta declaração, gostaria de  ressaltar seus pontos básicos e comentá-los da melhor maneira que puder, porque,  considerados em conjunto, eles realçam o verdadeiro âmago da crise americana de espiritualidade.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Interpretação versus Transformação&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Numa série de livros (e.g., &lt;i&gt;Um Deus Social,  Up from Eden&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;The Eye of Spirit&lt;/i&gt;) tento mostrar que a religião sempre cumpriu duas funções muito importantes, mas muito diferentes. Em  primeiro lugar, ela age de modo a criar &lt;i&gt;significado&lt;/i&gt; para o &lt;i&gt;self &lt;/i&gt;&lt;a href="file:///D:/Estudos/Universalismo/KenWilber/Uma_espiritualidade_que_transforma.htm#_ftn1" name="_ftnref1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; alienado &lt;a href="file:///D:/Estudos/Universalismo/KenWilber/Uma_espiritualidade_que_transforma.htm#_ftn2" name="_ftnref2" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;: oferece mitos, histórias, contos, narrativas, rituais e revivescências  que, em conjunto, ajudam o &lt;i&gt;self&lt;/i&gt; a entender e suportar as pedras e flechas  do destino implacável. Normalmente, esta função da religião não  necessariamente altera o nível de consciência da pessoa; não provoca transformação  radical. Nem provoca, tampouco, uma libertação definitiva do &lt;i&gt;self&lt;/i&gt; alienado. Ao contrário, ela consola o &lt;i&gt;self&lt;/i&gt;, fortalece o &lt;i&gt;self&lt;/i&gt;, defende o  &lt;i&gt;self&lt;/i&gt;, promove o &lt;i&gt;self&lt;/i&gt;. À medida que o &lt;i&gt;self&lt;/i&gt; alienado acredita nos  mitos, executa os rituais, balbucia as orações ou aceita os dogmas, então crê  fervorosamente que será “salvo” – ainda nesta vida, pela glória da salvação de Deus ou  da proteção da Deusa, ou na vida após a morte, quando ser-lhe-á assegurada felicidade eterna.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Mas, em segundo lugar, a religião cumpre –  usualmente para uma muito, mas muito pequena minoria – uma função de transformação  radical e de libertação. Esta função da religião não fortalece o &lt;i&gt;self&lt;/i&gt;  alienado; ao contrário, despedaça-o completamente – não consolação mas devastação,  não entrincheiramento mas esvaziamento, não complacência mas explosão, não  conforto mas revolução – em síntese, não fortalecimento convencional da  consciência mas transmutação e transformação radicais nas profundezas da própria  consciência.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Há algumas diferentes maneiras para explicar  essas duas importantes funções da religião. A primeira função – criação de significado para o &lt;i&gt;self&lt;/i&gt; – é um tipo de movimento &lt;i&gt;horizontal&lt;/i&gt;;  a segunda função – transcendência do &lt;i&gt;self&lt;/i&gt; – é um tipo de movimento &lt;i&gt;vertical&lt;/i&gt; (para cima ou para o fundo, dependendo da sua metáfora). Denominei a  primeira &lt;i&gt;interpretação&lt;/i&gt;; a segunda, &lt;i&gt;transformação&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A interpretação simplesmente dá ao &lt;i&gt;self&lt;/i&gt;  uma nova maneira para pensar ou sentir a realidade. O &lt;i&gt;self&lt;/i&gt; passa a  ter uma nova crença – talvez holística ao invés de atomística, talvez perdão no  lugar de acusação, talvez relacional ao invés de analítica. Assim, o &lt;i&gt;self&lt;/i&gt; aprende a interpretar seu mundo e seu ser em termos desta nova crença,  ou nova linguagem, ou novo paradigma, e esta nova e encantadora interpretação  age, pelo menos temporariamente, para aliviar ou diminuir o terror inerente ao  coração do &lt;i&gt;self&lt;/i&gt; alienado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Mas com a transformação, o próprio processo de interpretação é desafiado, interpelado, minado e, finalmente,  desmantelado. Com a &lt;i&gt;interpretação&lt;/i&gt;, é dado ao&lt;i&gt; self&lt;/i&gt; (ou sujeito) um novo modo  de pensar sobre o mundo (ou objetos); mas com a &lt;i&gt;transformação&lt;/i&gt;  radical, o próprio &lt;i&gt;self&lt;/i&gt; passa a interrogar-se, a olhar para dentro de si, a estrangular-se e, literalmente , a sufocar-se até a morte.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Colocado de uma última maneira: com a  interpretação horizontal – que é de longe a dominante, a mais difundida e largamente compartilhada função da religião – o &lt;i&gt;self&lt;/i&gt;, pelo menos  temporariamente, sente-se feliz com seu entendimento, contente com sua escravidão,  complacente em face do terror gritante que é, de fato, sua condição mais íntima. Com  a interpretação o &lt;i&gt;self&lt;/i&gt; torna-se sonolento no mundo, tropeça  entorpecido e com a visão curta no pesadelo do &lt;i&gt;samsara&lt;/i&gt; &lt;a href="file:///D:/Estudos/Universalismo/KenWilber/Uma_espiritualidade_que_transforma.htm#_ftn3" name="_ftnref3" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, recebe um mapa amarrado com um laço de morfina para encarar o mundo. E  esta é, na verdade, a condição normal da humanidade religiosa, precisamente a  condição a ser desafiada e, finalmente, desfeita pelos ativistas da transformação espiritual.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Porque a transformação autêntica não é uma  questão de crença, e sim de morte do crente; não uma questão de interpretar o  mundo, mas sim de transformá-lo; não uma questão de encontrar alívio, mas sim de  encontrar o infinito no outro lado da morte. Não é dada importância ao &lt;i&gt;self&lt;/i&gt;;  ele é cremado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Agora, embora obviamente eu venha favorecendo a transformação e minimizando a interpretação, o fato é que ambas as  funções são incrivelmente importantes e inteiramente indispensáveis. A maioria das  pessoas não nasce iluminada. Elas nascem em um mundo de pecado e sofrimento,  esperança e medo, desejo e desespero. Nascem como um &lt;i&gt;self&lt;/i&gt; ávido e pronto  para contrair-se; um &lt;i&gt;self&lt;/i&gt; prenhe de fome, sede, lágrimas e terror. E, bem cedo,  aprendem várias maneiras de interpretar seu mundo, de fazer com que passe a ter  sentido, de dar-lhe um significado e de defender-se do terror e da tortura que  nunca estão suficientemente distantes da superfície feliz do &lt;i&gt;self&lt;/i&gt;  alienado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;E, apesar de nós, você e eu, podermos estar  desejando transcender a simples interpretação e encontrar a transformação  autêntica, a interpretação, por si só, é uma função absolutamente necessária e  crucial na maior parte de nossas vidas. Aqueles que não conseguem interpretar adequadamente, com uma boa dose de integridade e precisão, caem  rapidamente em sérias neuroses ou mesmo psicoses: o mundo &lt;i&gt;pára de fazer sentido&lt;/i&gt; –  os limites entre o &lt;i&gt;self&lt;/i&gt; e o mundo não são transcendidos; ao  contrário, começam a esfarelar-se. Não é uma descoberta importante (“breakthrough”)  e sim um colapso (“breakdown”); não é transcendência, mas desastre.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Mas em algum ponto do nosso processo de amadurecimento, a própria interpretação, não importa quão adequada ou confiável, simplesmente cessa de consolar. Nenhuma nova crença, nenhum  novo paradigma, nenhum novo mito, nenhuma nova idéia estancarão a angústia  que se instala em nós. Aí, o único caminho que resta não é uma nova crença para  o &lt;i&gt;self&lt;/i&gt;, mas sim a transcendência do próprio &lt;i&gt;self.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText" style="margin-right: 2cm;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Mesmo assim, o número  de pessoas que estão prontas para este novo caminho foi, é e sempre será muitíssimo pequeno. Para a grande maioria, algum tipo de crença  religiosa aparecerá na qualidade de consolação: será uma nova interpretação  horizontal que apresentará algum sentido para este mundo monstruoso. E, na maior  parte do tempo, a religião tem sempre cumprido esta primeira função e se saído  bem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Assim, também uso a palavra &lt;i&gt;legitimidade&lt;/i&gt;  para descrever esta primeira função (a interpretação horizontal e a criação  de significado para o &lt;i&gt;self&lt;/i&gt; alienado). E muito da importante missão  da religião é &lt;i&gt;dar legitimidade&lt;/i&gt; ao &lt;i&gt;self&lt;/i&gt; – legitimidade para  suas crenças, seus paradigmas, suas visões de mundo, e seu caminho no mundo.  Esta função da religião de prover legitimidade para o &lt;i&gt;self&lt;/i&gt; e suas  crenças – não importa quão temporária, relativa, não-transformadora ou ilusória –  tem sido, todavia, a principal e mais importante função das tradições  religiosas de todo o mundo. A capacidade de a religião prover significado horizontal, legitimidade e sanção para o &lt;i&gt;self&lt;/i&gt; e suas crenças – &lt;i&gt;esta função  da religião, historicamente, tem sido a maior “cola social” de qualquer  cultura.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;E não se mexe facilmente, ou suavemente, na  cola básica que mantém juntas as sociedades. Porque, na maioria das vezes,  quando essa cola se dissolve, o resultado, como já dissemos, não é uma  descoberta importante, mas um colapso, não libertação, mas caos social. (Voltaremos  a este ponto crucial mais adiante.)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Enquanto a religião interpretativa oferece &lt;i&gt;legitimidade&lt;/i&gt;, a religião transformadora oferece &lt;i&gt;autenticidade&lt;/i&gt;. Para aquelas  poucas pessoas que estão prontas – isto é, fartas do sofrimento do &lt;i&gt;self&lt;/i&gt; alienado e que não mais aceitam a visão de mundo legítima – então uma  abertura transformadora para a verdadeira autenticidade, para a verdadeira  iluminação, para a verdadeira libertação torna-se cada vez mais premente. E,  dependendo da sua capacidade para sofrer, você, mais cedo ou mais tarde, responderá à  chamada para a autenticidade, para a transformação, para a libertação no  horizonte perdido do infinito.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A espiritualidade transformadora não procura  dar suporte ou legitimar nenhuma visão de mundo atual; ao contrário, ela  provê a verdadeira autenticidade estilhaçando aquilo que o mundo considera  legítimo. A consciência legítima é sancionada pelo consenso, adotada pela  mentalidade de rebanho, aceita tanto pela cultura como pela contracultura, promovida  pelo &lt;i&gt;self&lt;/i&gt; alienado como &lt;i&gt;o&lt;/i&gt; caminho para que este mundo tenha sentido. Mas a consciência autêntica sacode tudo isso de suas costas e, em  substituição, fixa o olhar numa visão que vê somente um infinito radiante no coração de  todas as almas e inspira em seus pulmões a atmosfera de uma eternidade muito  simples de acreditar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Assim, a espiritualidade transformadora, a espiritualidade autêntica é revolucionária. Ela não legitima o mundo;  ela rompe com ele. Não consola o mundo, ela o estilhaça. E não dá importância ao &lt;i&gt;self&lt;/i&gt;; ela o desfaz.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;E esses fatos levam a diversas conclusões.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Quem Realmente Quer Transformar-se ?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Há uma crença muito difundida de que o Oriente  está imerso em espiritualidade autêntica e transformadora, enquanto o  Ocidente – historicamente e mesmo na “new age” atual – não apresenta nada além do  que uma espiritualidade horizontal, interpretativa, meramente legítima e,  portanto, morna. Ainda que haja alguma verdade nisso, a situação real é muito  sombria, tanto para o Oriente quanto para o Ocidente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Primeiro, embora seja verdade que o Oriente  venha produzindo um maior número de iluminados autênticos, mesmo assim, a  percentagem real da população oriental que está engajada em autêntica  espiritualidade transformadora é, e sempre foi, extremamente pequena. Uma vez perguntei a Katigiri Roshi, com quem consegui minha primeira experiência de  iluminação (espero não ter sido um colapso), quantos grandes mestres Ch’an (China) e  Zen (Japão) verdadeiramente existiram. Sem hesitar, ele respondeu “Talvez  mil no total”. Perguntei a outro mestre Zen quantos mestres Zens  verdadeiramente iluminados – profundamente iluminados – estão vivos hoje, e ele respondeu “Não mais  do que uma dúzia.” Vamos considerar para efeito de argumentação que essas sejam respostas não muito precisas. Vejamos os números. Mesmo que  considerássemos que só existiu um bilhão de chineses ao longo da história (uma estimativa extremamente baixa), isto significa que apenas mil em um bilhão  atingiram a espiritualidade autêntica, transformadora. Para aqueles sem uma  calculadora, isto significa 0,000001 da população total. E isto quer dizer, com  certeza, que o resto da população estava (e está) envolvido, na melhor das hipóteses,  em vários tipos de religião legítima, horizontal, interpretativa: envolvido  em práticas mágicas, crenças míticas, egóicas orações petitórias, rituais  mágicos etc. – em outras palavras, caminhos interpretativos para dar sentido ao &lt;i&gt;self&lt;/i&gt; alienado, uma função interpretativa que, como dissemos, é, até hoje, a  maior cola social da cultura chinesa (e de todas as outras).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Então, sem querer de modo algum minimizar as excepcionalmente belas contribuições das gloriosas tradições orientais, a conclusão é simples e direta: a espiritualidade transformadora radical é extremamente rara, em qualquer tempo da história, em qualquer lugar do  mundo. (Os números para o Ocidente são ainda mais deprimentes. Encerro meu  caso.)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Assim, embora possamos lamentar o pequeno  número de pessoas no Ocidente que estão envolvidas, hoje, num processo espiritual  de transformação radical, não façamos uso do falso argumento que tenha sido  &lt;i&gt;dramaticamente &lt;/i&gt;diferente no passado ou em outras culturas. Ocasionalmente, pode ter  sido um &lt;i&gt;pouco&lt;/i&gt; melhor do que hoje no Ocidente, mas a realidade  persiste: a espiritualidade autêntica é um pássaro incrivelmente raro em qualquer  lugar, a qualquer tempo. Então, vamos partir do fato indiscutível que a  espiritualidade autêntica, vertical, transformadora é uma das mais preciosas jóias de  toda a tradição humana – exatamente porque, como todas as jóias preciosas, é incrivelmente rara.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Segundo, mesmo que você e eu acreditemos  profundamente que a mais importante função que podemos exercer é oferecer  espiritualidade transformadora autêntica, o fato é que o melhor que podemos fazer em  nossa capacidade de trazer espiritualidade decente para o mundo é oferecer  mais &lt;i&gt;modos de interpretação úteis e benignos.&lt;/i&gt; Em outras palavras, mesmo que  estejamos praticando, ou oferecendo, espiritualidade transformadora autêntica, de qualquer modo, muito do que devemos &lt;i&gt;primeiramente&lt;/i&gt; fazer é prover  para a maioria das pessoas um meio mais adequado para interpretar sua condição.  &lt;i&gt;Devemos começar com interpretações úteis antes que, efetivamente, possamos  oferecer transformações autênticas.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A razão para isso é que se tirarmos do  indivíduo (ou da cultura) muito rapidamente, muito abruptamente ou de maneira inepta a interpretação, o resultado, mais uma vez, não será conquista mas  derrota, não libertação mas colapso. Deixe-me dar dois rápidos exemplos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Quando Chogyam Trungpa Rinpoche, um importante  (embora polêmico) mestre tibetano veio pela primeira vez a este país, ele ficou conhecido por sempre repetir, quando perguntado sobre o significado de Vajrayana, &lt;a href="file:///D:/Estudos/Universalismo/KenWilber/Uma_espiritualidade_que_transforma.htm#_ftn4" name="_ftnref4" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; “Há somente Ati.” Em outras palavras, há somente a mente iluminada, não  importa para onde você olhe. Ego, samsara, maya e ilusão – não temos que nos  livrar de nenhum deles, porque, em realidade, não existem: há somente Ati, há  somente Espírito, há somente Deus, há somente Consciência não-dual em qualquer  parte da existência.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Virtualmente ninguém entendeu – ninguém estava  pronto para essa compreensão radical e autêntica, embora verdadeira – e, assim, Trungpa finalmente introduziu toda uma série de práticas “menores” que  levavam a esta radical e definitiva “não-prática”. Ele apresentou as Nove Yanas  como a base da prática – isto é, apresentou nove estágios ou níveis de prática, culminando no último – “não-prática” – do eterno-agora Ati.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Muitas dessas práticas eram simplesmente interpretativas e algumas, poderíamos dizer, “menos transformadoras”: transformações em miniatura que tornam a mente-corpo mais suscetível a  atingir a completa iluminação radical. Essas práticas interpretativas e menos transformadoras levavam à “prática perfeita” da não-prática – ou à  compreensão radical, instantânea e autêntica que desde o início só existe Ati.  Assim, embora a transformação última fosse o objetivo primordial e sempre  presente, Trungpa teve de introduzir práticas interpretativas e menores a fim de  preparar as pessoas para a obviedade do que é.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Exatamente o mesmo aconteceu com Adi Da, outro influente (e igualmente polêmico) mestre (embora, desta vez, americano). Inicialmente, ele só ensinava “o caminho da compreensão”: não um modo de  chegar à iluminação, mas um questionamento de por que você quer chegar à  iluminação, em primeiro lugar. O próprio desejo de procurar a iluminação nada mais é  do que a tendência ambiciosa do ego em si e, assim, a simples procura pela  iluminação evita que ela aconteça. Portanto, a “prática perfeita” não é procurar  atingir a iluminação, mas sim questionar o motivo da procura. Você obviamente a  procura para evitar o presente e, no entanto, somente o presente possui a  resposta: procurá-la para sempre é errar o alvo para sempre. Você já é, desde  sempre, Espírito iluminado e, portanto, &lt;i&gt;buscar&lt;/i&gt; o Espírito é simplesmente  negar o Espírito. Você não pode alcançar o Espírito do mesmo modo que não pode  ganhar seus pés ou adquirir seus pulmões.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ninguém entendeu. Assim, Adi Da, exatamente  como Trungpa, apresentou uma série completa de práticas interpretativas e  menos transformadoras – de fato, sete estágios – levando ao ponto em que se  podia abandonar a procura e abrir-se para a eterna-agora verdade da sua  própria condição eterna e atemporal, que estava completa e totalmente presente  desde o início, mas que era brutalmente ignorada devido ao enlouquecido desejo  da busca.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Agora, qualquer que seja sua opinião sobre  esses dois mestres, a realidade é a seguinte: eles realizaram talvez os dois  primeiros grandes &lt;i&gt;experimentos&lt;/i&gt; neste país de como apresentar a noção de “Há somente Ati.” – há somente Espírito – e, então, concluir que a busca do Espírito é exatamente o que não permite a sua realização. E ambos  descobriram que, por mais que estejamos ligados a Ati, ligados à verdade &lt;i&gt;transformadora&lt;/i&gt; radical deste momento, práticas &lt;i&gt;interpretativas&lt;/i&gt; e práticas  transformadoras menores são quase sempre pré-requisitos para esta última e derradeira transformação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Meu segundo ponto, então, é que, além de  oferecer transformação autêntica e radical, devemos ser sensíveis, e cuidadosos, a numerosos modos benéficos de práticas interpretativas e transformadoras menores. Portanto, esta postura mais generosa pede uma “abordagem  integral” para a completa transformação, uma abordagem que aceite e incorpore  muitas práticas interpretativas e menos transformadoras – cobrindo os aspectos  físico, emocional, mental, cultural e comunitário do ser humano – como  preparação e como expressão da suprema transformação no estado do eterno-agora.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;E assim, no mesmo momento em que criticamos a  religião meramente interpretativa (e todos os estados menores de transformação),  devemos entender que uma abordagem integral para a espiritualidade combina o  melhor do horizontal e do vertical, interpretativo e transformador, legítimo e  autêntico – e, então, concentrar nossos esforços numa visão global sã e  equilibrada da condição humana.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Sabedoria e Compaixão&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Mas esta minha visão não é terrivelmente  elitista? Santo Deus, espero que sim! Quando vai a um jogo de basquete, você quer  ver Michael Jordan ou eu? Quando está interessado em música popular, quem  pagaria para ouvir? Eu ou Bruce Springsteen? Quando quer boa literatura, quem preferiria passar a noite lendo? Eu ou Tolstoi? Quando você paga  sessenta e quatro milhões de dólares por um quadro, será uma pintura minha ou de  Van Gogh?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Toda excelência é elitista. E isto inclui  também a excelência espiritual. Mas a excelência espiritual é um elitismo para o  qual todos estão convidados. Vamos primeiro aos grandes mestres –  Padmasambhava, Santa Teresa de Ávila, Buda Gautama, Lady Tsogyal, Emerson, Eckhart, Maimônides, Shankara, Sri Ramana Maharshi, Bodhidarma, Garab Dorje. Sua mensagem é &lt;i&gt;sempre&lt;/i&gt; a mesma: que esta consciência que está em mim  esteja em você. Você sempre começa elitista; você sempre termina igualitário.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Mas, em algum ponto do caminho, há a furiosa  sabedoria que grita do fundo do coração: devemos, todos nós, prestar atenção ao  radical e supremo objetivo transformador. Assim, qualquer tipo de espiritualidade autêntica ou integral também envolverá sempre um grito crítico, intenso e ocasionalmente polêmico do campo transformador para o campo meramente interpretativo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Se usarmos as percentagens do Ch’an chinês  como exemplo genérico, isto significa que se 0,000001 da população está  realmente envolvida em espiritualidade autêntica ou genuína, então, 0,999999 da  população está envolvida em sistemas de crenças horizontais não-transformadores, inautênticos, meramente interpretativos. E isto significa, sim, que a  grande maioria dos “buscadores espirituais” deste país &lt;a href="file:///D:/Estudos/Universalismo/KenWilber/Uma_espiritualidade_que_transforma.htm#_ftn5" name="_ftnref5" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;[5]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; (como de qualquer outro) está envolvida em algo muito menor que  acontecimentos autênticos. Sempre foi assim e ainda o é hoje. Este país não é exceção.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Mas na América atual isto é muito mais  preocupante, porque a grande maioria dos adeptos da espiritualidade horizontal freqüentemente afirma estar representando a vanguarda da transformação espiritual, o “novo paradigma” que transformará o mundo, a “grande transformação” da qual são os líderes. E, na maioria das vezes, eles absolutamente não são profundos transformadores; são meros, mas  agressivos, interpretativos – não oferecem meios efetivos para desmontar  completamente o &lt;i&gt;self&lt;/i&gt;, mas simples caminhos para que o &lt;i&gt;self&lt;/i&gt; pense de maneira diferente.  Não modos de transformação, mas simplesmente novos modos de interpretação.  Em realidade, o que a maioria oferece não é uma prática ou uma série de  práticas; não é sadhana, ou satsang, ou shikan-taza, ou ioga. O que a maioria  oferece é simplesmente a sugestão: leia meu livro sobre o novo paradigma. Isto é profundamente perturbador e profundamente preocupante.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Os buscadores espirituais autênticos  dedicam-se de corpo e alma às grandes tradições transformadoras; mesmo assim, deverão  sempre fazer duas coisas ao mesmo tempo: analisar e engajar-se em práticas interpretativas e menores (das quais, normalmente, depende seu sucesso),  mas também dar um tonitruante grito do coração de que somente a  interpretação não é suficiente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Assim, todos aqueles que tiveram suas almas  sacudidas pela transformação autêntica, acredito, devem lutar com a profunda  obrigação moral e gritar do fundo do coração – talvez mansa e gentilmente, com  lágrimas de relutância; talvez com agressiva paixão e furiosa sabedoria; talvez  com lenta e cuidadosa análise; talvez com inquebrantável exemplo público –  pois a &lt;i&gt;autenticidade&lt;/i&gt; sempre, e absolutamente, carrega uma &lt;i&gt;exigência&lt;/i&gt; e um &lt;i&gt;dever&lt;/i&gt;:  você deve falar claramente, com o melhor do seu talento, sacudir a árvore  espiritual e jogar seus faróis nos olhos dos complacentes. Você deve deixar o  entendimento radical vibrar em suas veias e sacudir os que estão a sua volta.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ah! Se você não age, está traindo sua própria autenticidade. Está escondendo seu verdadeiro tesouro. Você não quer  aborrecer os outros porque não quer aborrecer-se. Você está agindo de má-fé, o  sabor de um infinito ruim.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Porque, entenda, o fato alarmante é que  qualquer entendimento profundo carrega uma terrível responsabilidade: aqueles a  quem é permitido ver, simultaneamente estão encilhados no dever de &lt;i&gt;comunicar&lt;/i&gt;  a visão em termos bem claros; esta é a troca. Foi-lhe permitido ver a  verdade com a condição que você a comunicaria a outros (este é o sentido último do  voto do bodhisattva &lt;a href="file:///D:/Estudos/Universalismo/KenWilber/Uma_espiritualidade_que_transforma.htm#_ftn6" name="_ftnref6" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;[6]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; ). E, portanto, se você viu, deve falar. Fale com compaixão, fale com  furiosa sabedoria, ou fale habilmente, mas fale.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;E esta é, verdadeiramente, uma carga terrível,  uma carga horrível, porque em nenhuma situação há lugar para timidez. O fato  de que você possa estar errado não é desculpa; você pode estar certo em sua comunicação, ou pode estar errado, mas isto não importa. O que importa,  como nos lembrou secamente Kierkegaard, é que somente investindo e relatando  sua visão com &lt;i&gt;paixão&lt;/i&gt;, a verdade pode penetrar, de uma maneira ou de  outra, na relutância do mundo. Se você está certo ou errado, somente sua paixão forçará a descoberta. É seu dever promover esta descoberta e, portanto, é  seu dever disseminar sua verdade com toda paixão e coragem que puder  encontrar em seu coração. Você deve gritar como puder.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O mundo comum já está gritando, e com tal ira  roufenha que as verdadeiras vozes mal podem ser ouvidas. O mundo materialista já  está cheio de publicidade e fascinação, gritos de atração e brados de  comércio, acenos de saudação e convites para achegar-se. Não quero ser duro aqui  pois devemos honrar nossos engajamentos menores. Entretanto, você deve ter  notado que a palavra “alma” é agora o item mais quente nos títulos de livros à  venda, mas na maioria desses livros “alma” realmente significa ego arrastado.  “Alma” vem denotando, neste frenesi alimentador de entendimento interpretativo,  não o atemporal em você mas sim aquilo que se agita mais intensamente ao longo  do tempo, e, assim, “cuidado com a alma” significa, incompreensivelmente,  focar-se intensamente em seu ardente &lt;i&gt;self&lt;/i&gt; alienado. Do mesmo modo,  “espiritual” está na boca de todo mundo, mas normalmente o que realmente significa é  qualquer intenso sentimento egóico, assim como “coração” passou a significar  qualquer sentimento sincero do &lt;i&gt;self&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Em verdade, tudo isso é simplesmente o mesmo  antigo jogo interpretativo, de roupa nova, indo à cidade. E, mesmo assim,  poderia ser aceitável se não fosse pelo fato alarmante de que esta manobra  interpretativa é agressivamente denominada “transformação”, quando, obviamente, nada mais  é que uma nova série de ariscas interpretações. Em outras palavras,  infelizmente parece estar ocorrendo uma profunda hipocrisia oculta no jogo que  considera qualquer nova interpretação como sendo uma grande transformação. E o  mundo em geral, Leste ou Oeste, Norte ou Sul, está, como sempre esteve, na  maioria das vezes, completamente surdo a esta calamidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Assim, em função da medida de sua realização autêntica, você está realmente pensando em &lt;i&gt;sussurrar gentilmente&lt;/i&gt;  no ouvido deste mundo quase surdo? Não, meu amigo, você tem que gritar.  Gritar do fundo do coração o que você viu, gritar o mais que puder.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Mas não indiscriminadamente. Prossigamos cuidadosamente com o grito transformador. Que pequenos grupos de espiritualidade transformadora radical foquem seus esforços e  transformem seus estudantes. E que esses grupos lentamente, cuidadosamente,  responsavelmente, humildemente comecem a irradiar sua influência, adotando uma &lt;i&gt;tolerância absoluta&lt;/i&gt; com todas as visões, mas tentando, todavia, defender uma espiritualidade verdadeira, autêntica e integral – pelo exemplo, por irradiação, por divulgação óbvia, por libertação inequívoca. Que esses  grupos de transformação gentilmente convençam o mundo e seus relutantes egos,  desafiem sua legitimidade, desafiem suas interpretações limitadoras e ofereçam um despertar que se contraponha ao entorpecimento que assombra o mundo em  geral.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Comecemos aqui e agora – você e eu – o nosso compromisso de respirar ao infinito até que apenas o infinito seja o  único estado que o mundo reconhecerá. Deixemos que a realização radical brilhe  em nossas faces, ruja em nossos corações e troveje em nossos cérebros – o  simples fato, o fato óbvio: você, no imediatismo da sua consciência presente, é,  na realidade, o mundo inteiro, em toda sua paixão e sua indiferença, em  toda sua glória e sua graça, em todas suas vitórias e suas lágrimas. Você não vê o  sol, você é o sol; você não ouve a chuva, você é a chuva; você não sente a  terra, você é a terra. E nesta simples, clara, inequívoca consideração, a interpretação cessará em todos os domínios, você transformar-se-á no  próprio Coração do Kosmos &lt;a href="file:///D:/Estudos/Universalismo/KenWilber/Uma_espiritualidade_que_transforma.htm#_ftn7" name="_ftnref7" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;[7]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; e aí, exatamente aí, muito simplesmente, muito tranqüilamente, tudo será desfeito. Então, maravilha e remorso serão estranhos a você, você e os  outros ser-lhe-ão estranhos, fora e dentro não terão o menor sentido. E num  óbvio choque de reconhecimento – onde meu Mestre é meu &lt;i&gt;Self &lt;/i&gt;&lt;a href="file:///D:/Estudos/Universalismo/KenWilber/Uma_espiritualidade_que_transforma.htm#_ftn8" name="_ftnref8" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;[8]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, o &lt;i&gt;Self&lt;/i&gt; é o Kosmos e o Kosmos é minha Alma – você andará muito  suavemente na bruma deste mundo e o transformará inteiramente não fazendo  absolutamente nada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;E então, e então, e somente então, você –  finalmente, claramente, cuidadosamente e com compaixão – escreverá na lápide de um &lt;i&gt;self&lt;/i&gt; que nunca existiu: Há somente Ati.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2cm;"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;  &lt;hr style="height: 3px;font-size:78%;" align="left" width="33%" &gt;  &lt;div id="ftn1"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="file:///D:/Estudos/Universalismo/KenWilber/Uma_espiritualidade_que_transforma.htm#_ftnref1" name="_ftn1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Wilber usa &lt;i&gt;self&lt;/i&gt; (com “s” minúsculo) para aquilo que o filósofo  Huberto Rohden denomina “ego humano” e &lt;i&gt;Self&lt;/i&gt; (com “S” maiúsculo) para o  que Rohden chama o “Eu Divino”. (N. T.)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div id="ftn2"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="file:///D:/Estudos/Universalismo/KenWilber/Uma_espiritualidade_que_transforma.htm#_ftnref2" name="_ftn2" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Segundo Hegel, a alienação é um processo essencial à consciência, pelo  qual ao observador ingênuo o mundo parece constituído de coisas independentes  umas das outras. (N. T.)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div id="ftn3"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="file:///D:/Estudos/Universalismo/KenWilber/Uma_espiritualidade_que_transforma.htm#_ftnref3" name="_ftn3" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; A roda das reencarnações. (N. T.)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div id="ftn4"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="file:///D:/Estudos/Universalismo/KenWilber/Uma_espiritualidade_que_transforma.htm#_ftnref4" name="_ftn4" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Escola do Budismo Tibetano. (N. T.)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div id="ftn5"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="file:///D:/Estudos/Universalismo/KenWilber/Uma_espiritualidade_que_transforma.htm#_ftnref5" name="_ftn5" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;[5]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Wilber refere-se aos Estados Unidos. (N. T.)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div id="ftn6"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="file:///D:/Estudos/Universalismo/KenWilber/Uma_espiritualidade_que_transforma.htm#_ftnref6" name="_ftn6" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;[6]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Do sânscrito &lt;i&gt;bodhi&lt;/i&gt; (iluminação) e &lt;i&gt;sattva&lt;/i&gt; (ser). No Budismo Mahayana, o bodhisattva, um ser que, por compaixão, evita atingir o  Nirvana a fim de salvar outras pessoas, é adorado como uma divindade, (N. T.)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div id="ftn7"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="file:///D:/Estudos/Universalismo/KenWilber/Uma_espiritualidade_que_transforma.htm#_ftnref7" name="_ftn7" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;[7]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Wilber reapresenta esta palavra em seu livro &lt;i&gt;Sex, Ecology,  Spirituality&lt;/i&gt; com a seguinte observação: “Os Pitagóricos introduziram a palavra &lt;i&gt;Kosmos&lt;/i&gt; que, normalmente, traduzimos como ‘cosmos’. Mas o significado original  de Kosmos era a natureza de padrões ou de processos de todos os domínios da existência, da matéria para a matemática para o divino, e não  simplesmente o universo físico, que é o significado usual das palavras ‘cosmos’ e  ‘universo’ hoje... O Kosmos  contém  o  cosmos  (ou  fisiosfera),  bio  (ou   biosfera),  noo (ou  noosfera)  e  teo  (teosfera  ou  domínio divino)   ” (N. T.)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div id="ftn8"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="file:///D:/Estudos/Universalismo/KenWilber/Uma_espiritualidade_que_transforma.htm#_ftnref8" name="_ftn8" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;[8]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Vide Nota 1. (N. T.)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoFootnoteText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoFootnoteText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;FONTE: www.ariray.com.br&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2480458933532256779-9043788880648239810?l=getflorianopolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://getflorianopolis.blogspot.com/feeds/9043788880648239810/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://getflorianopolis.blogspot.com/2010/05/uma-espiritualidade-que-transforma-ken.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480458933532256779/posts/default/9043788880648239810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480458933532256779/posts/default/9043788880648239810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://getflorianopolis.blogspot.com/2010/05/uma-espiritualidade-que-transforma-ken.html' title='Uma Espiritualidade que Transforma - Ken Wilber'/><author><name>GET Florianópolis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2480458933532256779.post-7301972737059004130</id><published>2010-05-14T05:37:00.000-07:00</published><updated>2010-05-14T05:47:33.389-07:00</updated><title type='text'>A Chave para a Teosofia - H. P. Blavatsky</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center; color: rgb(51, 0, 51);"&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;Capítulo I - A TEOSOFIA E A SOCIEDADE TEOSÓFICA &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; page-break-after: avoid; color: rgb(51, 0, 51);" align="CENTER"&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; page-break-after: avoid; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;SIGNIFICADO DO NOME&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;Pergunta&lt;/i&gt;. Muitas pessoas afirmam que a Teosofia e as suas doutrinas são uma nova religião atualmente em voga. Pode dizer-se que a Teosofia é uma religião?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;Resposta&lt;/i&gt;. Não. A Teosofia é o Conhecimento ou Ciência Divina.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;P&lt;/i&gt;. Qual é o verdadeiro significado do termo Teosofia?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;R&lt;/i&gt;. “Sabedoria Divina”, qeosojla (Theosophia) ou Sabedoria dos deuses, como theogonia, genealogia dos deuses. A palavra qeo (Theo) significa um deus em Grego, um dos seres divinos, e não tem nada a ver com o termo “Deus”, tal como é entendido hoje. Não é portanto a “Sabedoria de Deus”, como já tem sido traduzido, mas sim Sabedoria Divina, ou seja, aquela que os deuses possuem.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;P&lt;/i&gt;. Qual é a origem do nome?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;R&lt;/i&gt;. O nome foi introduzido pelos filósofos da Escola de Alexandria, que eram chamados amigos da verdade, de phil, “amigo”, e aletheia, “verdade”. O nome Teosofia data do terceiro século da nossa era e surgiu com Ammonius Saccas e os seus discípulos (1), que criaram o sistema eclético teosófico. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;P&lt;/i&gt;. Qual era a finalidade desse sistema?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;R&lt;/i&gt;. Em primeiro lugar, inculcar determinadas grandes verdades morais nos seus discípulos, bem como em todos aqueles que eram “amigos da verdade”. Daí o lema adotado pela Sociedade Teosófica: “Não há religião superior à verdade.” (2) O principal objetivo dos Fundadores da Escola Teosófica Eclética era um dos três objetivos da sua sucessora atual, a Sociedade Teosófica, nomeadamente reconciliar todas as religiões, seitas e nações sob um sistema comum de ética baseado nas verdades eternas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;P&lt;/i&gt;. Como é que pode provar que isso não é um sonho impossível e que todas as religiões do mundo se baseiam de fato na mesma verdade única?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;R&lt;/i&gt;. Pelo estudo comparativo e análise dessas religiões. Todos os cultos antigos apontam para a existência de uma única teosofia que lhes é anterior. A chave capaz de abrir um deles terá de abrir todos os outros; de contrário não será a chave certa. (3)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; page-break-after: avoid; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;LINHA DE CONDUTA DA SOCIEDADE TEOSÓFICA&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;P&lt;/i&gt;. No tempo de Ammonius Saccas havia diversas grandes religiões antigas e eram numerosas as seitas que existiam só no Egito e na Palestina. Como conseguia ele conciliá-las?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;R&lt;/i&gt;. Fazendo aquilo que estamos agora tentando fazer outra vez. Os neoplatônicos formavam uma escola numerosa e pertenciam a filosofias religiosas diferentes, tal como os teósofos de hoje. O judeu Aristóbulo afirmou, nesse tempo, que a ética de Aristóteles continha os ensinamentos esotéricos da Lei de Moisés; Fílon, o Judeu, tentou conciliar o Pentateuco com a filosofia pitagórica e platônica; e Josefo provou que os Essênios de Carmel não passavam de simples copistas e seguidores dos Terapeutas egípcios (os curandeiros). E assim fazemos nós hoje. Podemos mostrar como se deu a evolução de todas as religiões cristãs, incluindo as seitas mais pequenas. Estas não são mais que pequenos galhos ou rebentos dos ramos maiores; mas tanto os rebentos como os ramos nascem do mesmo tronco - a RELIGIÃO-SABEDORIA. O objectivo de Ammonius Saccas foi provar precisamente isso; Ammonius Saccas tentou levar gentios e cristãos, judeus e idólatras, a esquecerem as suas dissidências e conflitos, e a lembrarem-se apenas de que todos eles possuíam a mesma verdade, embora a formulassem de maneiras diferentes, e que todos eles eram filhos de uma mãe comum. É este também o objetivo da Teosofia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;P&lt;/i&gt;. Em que fontes é que se baseia para fazer tais afirmações sobre os antigos teósofos de Alexandria?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;R&lt;/i&gt;. Em numerosos escritores conhecidos. Um deles, Mosheim, diz: Ammonius Saccas ensinou que a religião das multidões caminhava a par e passo com a filosofia e, tal como ela, fora gradualmente corrompida e obscurecida por meras vaidades, superstições e mentiras humanas; que deveria, portanto, ser expurgada dessas impurezas e interpretada segundo princípios filosóficos a fim de recuperar a sua pureza primitiva; e que a totalidade do que Cristo se referia era afinal o restabelecimento da Sabedoria dos antigos e o seu regresso à sua integridade primitiva - uma certa limitação do domínio universal da superstição - e ainda, até certo ponto, a correção e eliminação dos erros que haviam sido assimilados pelas diversas religiões populares (4).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ou seja, precisamente aquilo que os teósofos modernos defendem. Mas enquanto o grande Amigo da Verdade era apoiado e auxiliado na sua orientação por dois Doutores da Igreja, Clemente e Atenágoras, por todos os doutos Rabinos da Sinagoga, pela Academia e pelos Sábios da Floresta (5), e ensinava uma única doutrina, nós, seus seguidores, não somos reconhecidos, sendo antes insultados e perseguidos. Por aqui se vê que há 1500 anos as pessoas eram bastante mais tolerantes do que o são neste século esclarecido.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;P&lt;/i&gt;. Não teria Ammonius Saccas o apoio da Igreja porque, apesar das suas heresias, ensinava o Cristianismo e era um cristão?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;R&lt;/i&gt;. De modo nenhum. Ammonius Saccas era cristão por nascimento, mas nunca aceitou o Cristianismo da Igreja. O autor acima referido disse o seguinte a seu respeito: Bastava-lhe expor os seus ensinamentos “segundo os antigos pilares de Hermes, que Platão e Pitágoras conheciam e nos quais basearam a sua filosofia”. Ao encontrar os mesmos sentimentos expressos no prólogo do Evangelho segundo S. João, Ammonius Saccas supôs, e com razão, que o objetivo de Jesus era restabelecer a grande doutrina da Sabedoria em toda a sua primitiva integridade. Considerava que as narrativas da Bíblia e as histórias dos deuses eram alegorias ilustrativas da verdade, ou fábulas que não deviam ser aceites (*).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; page-break-after: avoid; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;A RELlGIÃO-SABEDORIA ESOTÉRICA EM TODOS OS TEMPOS&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;P&lt;/i&gt;. Considerando que não existem nenhum escrito de Ammonius Saccas, como é que se pode ter a certeza de que foi isso que ele ensinou?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;R&lt;/i&gt;. Também Buda, Pitágoras, Confúcio, Orfeu, Sócrates e mesmo Jesus não deixaram nada escrito e, no entanto, são figuras históricas cujos ensinamentos sobreviveram. Os discípulos de Ammonius Saccas (entre os quais se contam Orígenes e Herênio) escreveram tratados e explicaram a sua ética. Além disso, os seus alunos - Orígenes, Plotino e Longino (conselheiro da famosa Rainha Zenóbia) - deixaram todos trabalhos volumosos acerca do Sistema dos Amigos da Verdade, pelo menos no que diz respeito àquilo que se sabe da sua profissão de fé pública, já que a sua doutrina se compunha de ensinamentos exotéricos e &lt;i&gt;esotéricos&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;P&lt;/i&gt;. Como é que esses últimos chegaram aos nossos dias, se afirmam que a chamada RELIGIÃO-SABEDORIA era esotérica?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;R&lt;/i&gt;. A RELIGIÃO-SABEDORIA foi sempre una, e, sendo a última expressão do conhecimento humano possível, foi, portanto, cuidadosamente preservada. É muito anterior aos teósofos de Alexandria, chegou aos nossos dias e sobreviverá a todas as outras religiões e filosofias.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;P&lt;/i&gt;. Onde e por quem é que ela foi preservada?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;R&lt;/i&gt;. Entre os Iniciados de todos os países; entre aqueles que procuravam realmente a verdade - os seus discípulos; e nas regiões do mundo onde desde sempre se atribuiu maior valor e mais se aprofundaram essas questões: a índia, a Ásia Central e a Pérsia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;P&lt;/i&gt;. Pode apresentar-me provas do seu esoterismo?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;R&lt;/i&gt;. A melhor prova que lhe posso dar é que todos os cultos religiosos, ou, melhor, filosóficos, consistiam num ensinamento esotérico ou secreto, e numa veneração exotérica (destinada ao público). Além disso, é um fato bem conhecido que os MISTÉRIOS dos antigos compreendiam em todas as nações os MISTÉRIOS maiores (secretos) e os MISTÉRIOS menores (públicos), como por exemplo as cerimônias secretas que se realizavam em Elêusis, na Grécia. Tanto Hierofantes da Samotrácia e do Egito, e os Brâmanes iniciados da índia antiga, como mais tarde os Rabinos hebreus, mantiveram secretos os verdadeiros princípios das suas doutrinas &lt;i&gt;bona&lt;/i&gt; &lt;i&gt;fide (de boa fé)&lt;/i&gt;, com receio de que fossem profanados. Os Rabinos judeus chamavam ao seu conjunto de princípios religiosos seculares a &lt;i&gt;Merkabah&lt;/i&gt; (corpo exterior), “veículo”, &lt;i&gt;ou “a capa sob a qual se esconde a alma invisível&lt;/i&gt;”, ou seja, o seu mais alto conhecimento secreto. Não houve uma única nação antiga que transmitisse às massas, através dos seus sacerdotes, os seus verdadeiros segredos filosóficos, comunicando-lhes apenas a “casca”. O Budismo do Norte tem o seu “grande” veículo e o seu “pequeno” veículo, conhecidos por Escola &lt;i&gt;Mahayana&lt;/i&gt; e Escola &lt;i&gt;Hinayana&lt;/i&gt;. Pitágoras chamou à sua &lt;i&gt;Gnose&lt;/i&gt; “o conhecimento das coisas que são” e reservou esse conhecimento apenas para os discípulos que conseguiam digerir esse alimento espiritual e sentir-se satisfeitos, fazendo-os jurar que guardariam silêncio e sigilo. Os alfabetos ocultistas e as cifras secretas são resultado da evolução dos antigos escritos hieráticos do Egito, cujo segredo, na Antigüidade, estava exclusivamente em poder dos Hierogramatistas, ou sacerdotes egípcios iniciados. Segundo os seus biógrafos, Ammonius Saccas fazia os seus alunos jurarem não divulgar &lt;i&gt;as suas mais altas doutrinas&lt;/i&gt;, exceto àqueles que já haviam sido iniciados no conhecimento preliminar, que por sua vez também estavam vinculados por juramento. Aliás, não encontramos também idêntica atitude no Cristianismo primitivo, entre os Gnósticos, e mesmo nos ensinamentos de Cristo? Este falava às multidões em parábolas com um duplo sentido, explicando-as apenas aos discípulos. “A vós”, disse Cristo, “é dado conhecer o mistério do reino de Deus, mas aos que estão de fora tudo se lhes propõe em parábolas” (S. Marcos, IV, 2). “Os Essênios da Judeia e do Carmel estabeleciam uma distinção semelhante, dividindo os seus seguidores em neófitos, irmãos e &lt;i&gt;perfeitos&lt;/i&gt;”, ou seja, os iniciados (6). Podemos encontrar exemplos disto em todos os países.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;P&lt;/i&gt;. É possível alcançar-se a “Sabedoria Divina” apenas através do estudo?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;R&lt;/i&gt;. Julgo que não. Os teósofos antigos, tal como os de agora, afirmaram que não é possível conhecer-se o infinito através do finito, ou seja, que o Eu finito não pode chegar ao conhecimento do infinito, mas que a essência divina pode ser comunicada ao Eu espiritual superior num estado de êxtase.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;P&lt;/i&gt;. Como é que explica isso?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;R&lt;/i&gt;. O verdadeiro êxtase foi definido por Plotino como sendo “a libertação do espírito da sua consciência finita e a sua identificação com o infinito”. Este estado é idêntico àquele que na índia se designa por &lt;i&gt;Samadhi&lt;/i&gt;. Os Yoguis praticam este último mediante uma preparação física baseada na maior abstinência de comida e de bebida, e uma preparação mental que consiste num esforço permanente de purificação e de elevação do espírito. A meditação é uma oração silenciosa e sem palavras ou, como disse Platão, “um ardente voltar da alma para o divino, não para pedir um bem específico qualquer (como acontece na oração vulgar), mas pelo bem em si - o Bem Supremo universal”, do qual nós somos na terra uma parte e de cuja essência todos nós emanamos. E Platão acrescenta: “assim, guardai o silêncio na presença dos &lt;i&gt;divinos&lt;/i&gt;, até que eles afastem as nuvens dos vossos olhos e vos façam ver com a luz que deles emana não o que vós julgais ser o bem mas aquilo que é intrinsecamente bom”. (7)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;P&lt;/i&gt;. Portanto, a Teosofia, não é, como alguns afirmam, um sistema concebido recentemente?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;R&lt;/i&gt;. Só os ignorantes podem se referir desse modo à Teosofia. A Teosofia é tão antiga como o mundo, tanto nos seus ensinamentos como na sua ética, senão no nome, e é também o sistema mais amplo e mais católico que existe.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;P&lt;/i&gt;. Qual o motivo, então, por que há uma tal ignorância no que diz respeito à Teosofia entre as nações do Mundo Ocidental? Por que razão é que a Teosofia é um livro fechado para raças que são reconhecidas como as mais cultas e avançadas?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;R&lt;/i&gt;. Na nossa opinião, existiram na antigüidade nações tão cultas e, sem dúvida, mais “avançadas” espiritualmente do que nós. Mas há várias explicações para esta ignorância voluntária. Uma delas foi dada por S. Paulo aos atenienses cultos: o fato de o verdadeiro discernimento espiritual, e até de o interesse, se ter perdido durante muitos séculos devido à sua grande dedicação às coisas dos sentidos e à sua longa escravidão à letra morta do dogma e do ritual. Mas o motivo principal é sem dúvida o fato de a verdadeira Teosofia ter sido mantida sempre secreta.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;P&lt;/i&gt;. Já demonstrou que esse sigilo na realidade existia, mas qual é a sua verdadeira causa?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;R&lt;/i&gt;. As causas foram: &lt;i&gt;Primeiro&lt;/i&gt;, a perversidade e egoísmo da natureza humana dum modo geral, a sua tendência para gratificar sempre desejos &lt;i&gt;pessoais&lt;/i&gt; em detrimento do próximo e dos familiares. Nunca se poderia confiar segredos divinos a pessoas assim. &lt;i&gt;Segundo&lt;/i&gt;, o fato de não se poder esperar que essas mesmas pessoas impedissem que o conhecimento sagrado e divino fosse profanado. Foi esta última razão que fez também com que as verdades e os símbolos mais sublimes fossem pervertidos e que as coisas do espírito fossem gradualmente transformadas em imagens antropomórficas, concretas e grosseiras; por outras palavras, que a idéia de deus fosse diminuída e surgisse a idolatria.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; page-break-after: avoid; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;TEOSOFIA NÃO É BUDISMO&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;P&lt;/i&gt;. Diz-se freqüentemente que os teósofos são “Budistas Esotéricos”. Poderá dizer-se então que são adeptos de Gautama Buda?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;R&lt;/i&gt;. Tanto como dizer-se que os músicos são adeptos de Wagner. Alguns são budistas por religião; todavia, entre nós, há muito mais hindus e bramanistas, bem como europeus e americanos cristãos, do que budistas &lt;i&gt;convertidos&lt;/i&gt;. Esse erro surgiu devido a uma interpretação errônea do verdadeiro significado do título da excelente obra de A. P. Sinnett, Esoteric Buddhism, cuja última palavra deveria ter sido escrita &lt;i&gt;com um único “d” em vez de dois&lt;/i&gt;, pois nesse caso significaria aquilo que era pretendido, ou seja, “Sabedori&lt;i&gt;ismo&lt;/i&gt;” (de Bodha, bodhi, “inteligência”, “sabedoria”) e não &lt;i&gt;budismo&lt;/i&gt;, ou seja, a filosofia religiosa de Gautama Buda. A Teosofia, como já se disse, é a RELIGIÃO-SABEDORIA.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;P&lt;/i&gt;. Qual a diferença que existe entre o budismo, a religião fundada pelo Príncipe de Kapilavastu, e o “Sabedo-riismo” que diz ser sinônimo de Teosofia?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;R&lt;/i&gt;. Precisamente a mesma diferença que existe entre os ensinamentos secretos de Cristo, que são chamados “os mistérios do Reino dos Céus”, e o ritualismo e a teologia dogmática posteriores das diversas Igrejas e seitas. &lt;i&gt;Buddha&lt;/i&gt; significa o “Iluminado” por &lt;i&gt;Bodha&lt;/i&gt;, ou entendimento, Sabedoria. Este conceito foi integralmente assimilado nos ensinamentos &lt;i&gt;esotéricos&lt;/i&gt; que Gautama comunicou apenas aos seus &lt;i&gt;Arhats&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;P&lt;/i&gt;. Mas alguns orientalistas afirmam que Buda nunca ensinou uma doutrina esotérica.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;R&lt;/i&gt;. Isso é a mesma coisa que afirmar que a Natureza não tem segredos para os homens de ciência. Adiante citarei uma conversa entre Buda e o seu discípulo Ananda que desmente essa afirmação. Os ensinamentos esotéricos de Buda eram apenas o &lt;i&gt;Gupta-Vidya&lt;/i&gt; (conhecimento secreto) dos antigos brâmanes, cuja chave os seus sucessores modernos, salvo raras exceções, perderam por completo. E este &lt;i&gt;Vidya&lt;/i&gt; foi absorvido por aquilo que é agora conhecido por ensinamentos &lt;i&gt;ocultos&lt;/i&gt; da escola &lt;i&gt;Mahayana&lt;/i&gt; do Budismo do Norte. Quem o negar não passa dum simples pseudo-orientalista ignorante.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;P&lt;/i&gt;. Mas a ética da Teosofia não é idêntica àquela que Buda ensinava?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;R&lt;/i&gt;. Sem dúvida, porque essa ética é a alma da Religião-Sabedoria, e foi numa época patrimônio comum dos iniciados de todas as nações. Mas Buda foi a primeira pessoa a incorporar essa ética sublime nos seus ensinamentos públicos e a torná-la a pedra angular e verdadeira essência do seu sistema público. É nisto que reside a enorme diferença entre o budismo exotérico e todas as outras religiões, pois enquanto estas dão primazia ao ritual e ao dogma, o budismo insistiu desde sempre sobretudo na ética. Isto explica a semelhança, senão identidade, que existe entre a ética da Teosofia e a da religião de Buda.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;P&lt;/i&gt;. Há grandes diferenças entre os dois sistemas?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;R&lt;/i&gt;. Uma das grandes diferenças entre a Teosofia e o budismo &lt;i&gt;exotérico&lt;/i&gt; é que este nega por completo a existência &lt;i&gt;(a) &lt;/i&gt;de qualquer Divindade e &lt;i&gt;(b)&lt;/i&gt; de qualquer vida &lt;i&gt;consciente depois da morte&lt;/i&gt;, ou mesmo de qualquer sobrevivência da individualidade autoconsciente no homem. Isto se nos referirmos apenas aos ensinamentos públicos de Buda; mais adiante explicarei por que motivo Buda se mostrava tão reticente nessa matéria. Porém, as escolas da Igreja Budista do Norte, fundadas nos países para onde se retiraram os Arhats iniciados após a morte do Mestre, ensinam todas aquilo a que hoje se chama as doutrinas teosóficas, porque estas fazem parte do conhecimento dos iniciados. Contudo, Teosofia não é Budismo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;Notas:&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(1) Também  chamados Analogistas. Como explicou o Prof. Alex Wilder, F. T. S. (Membro da Sociedade Teosófica), na sua obra &lt;i&gt;New Platonism and Alchemy: The Eclectic Philosophy&lt;/i&gt;, foram assim chamados devido ao fato de interpretarem todas as lendas e narrativas sagradas, mitos e mistérios, segundo uma regra ou princípio de analogia e correspondência, de forma que acontecimentos verificados no mundo exterior eram tomados como uma expressão de operações e experiências da alma humana. Foram também designados neoplatônicos. Embora geralmente se situe a origem da Teosofia ou do sistema eclético teosófico no séc. lV, a dar-se crédito a Diógenes Laércio, a sua origem é muito anterior, pois este atribuiu o sistema ao sacerdote egípcio Pot-Ámon, que viveu no princípio da Dinastia Ptolomáica. O mesmo autor afirma que o nome é copta e significa pessoa consagrada a Ámon, o Deus da Sabedoria. A Teosofia é o equivalente de Brahmã-Vidya, conhecimento divino.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(2) A  Teosofia Eclética baseia-se em três princípios fundamentais: (1) Existência duma Divindade suprema ou essência infinita, absoluta e incompreensível, que é a origem de toda a natureza e de tudo aquilo que existe, visível e invisível. (2) Caráter imortal e eterno do homem, pois sendo uma emanação da Alma Universal a sua essência é idêntica à desta. (3) &lt;i&gt;Teurgia&lt;/i&gt;, ou “trabalho divino”, ou &lt;i&gt;aquilo que gera um trabalho de deuses&lt;/i&gt;, de &lt;i&gt;theoi&lt;/i&gt;, “deuses”, e &lt;i&gt;ergein&lt;/i&gt;, “trabalhar”. O termo é muito antigo, mas, como pertence ao vocabulário dos MISTÉRIOS, o seu uso não estava vulgarizado. Consistia numa crença mística - comprovada na prática por adeptos iniciados e sacerdotes - segundo a qual se o homem se tornasse tão puro como os seres incorpóreos, isto é, se regressasse à pureza primitiva da sua natureza, conseguiria levar os deuses a comunicarem-lhe os mistérios divinos, e mesmo por vezes a tornarem-nos visíveis, quer subjetiva quer objetivamente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(3) Wilder,  op. cit., p. 11.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(4) Wilder,  op. cit., p. 5.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(5) Referência  muito provável aos ermitérios dos Sannyasis (ashrams) - (N. do T.).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(6) Wilder,  op. cit., pp. 8-9, 5.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(7) Wilder,  op. cit., p. 7.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0.3cm 1cm 0cm; line-height: 150%; color: rgb(51, 0, 51);" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(8) A  verdadeira Teosofia é, para os místicos, aquele estado que Apolônio de Tiana descreveu da seguinte maneira: “Vejo o presente e o futuro como se os visse num espelho límpido. O sábio não precisa de esperar pelos vapores da terra e pela corrupção do ar para prever pragas e epidemias... Os &lt;i&gt;theoi&lt;/i&gt;, ou deuses, vêem o futuro; os homens comuns, o presente; os sábios, aquilo que está para acontecer”. A “Teosofia dos Sábios”, de que ele fala, encontra-se bem expressa na afirmação: “O Reino de Deus está dentro de nós.”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;FONTE : Do Livro "A Chave da Teosofia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; de H. P. Blavatsky, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51);"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Edições 70, publicado no Brasil pela Editora Teosófica com o título "A Chave para a Teosofia".&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2480458933532256779-7301972737059004130?l=getflorianopolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://getflorianopolis.blogspot.com/feeds/7301972737059004130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://getflorianopolis.blogspot.com/2010/05/chave-para-teosofia-h-p-blavatsky.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480458933532256779/posts/default/7301972737059004130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480458933532256779/posts/default/7301972737059004130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://getflorianopolis.blogspot.com/2010/05/chave-para-teosofia-h-p-blavatsky.html' title='A Chave para a Teosofia - H. P. Blavatsky'/><author><name>GET Florianópolis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2480458933532256779.post-230561572966923435</id><published>2010-05-14T05:32:00.000-07:00</published><updated>2010-05-14T05:35:57.245-07:00</updated><title type='text'>A Contradição Humana - Ricardo Lindemann</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;             &lt;/strong&gt;"Errarre humanum est" (Errar é humano) é um provérbio latino  tão antigo que sua origem já é desconhecida; contudo, o seu conteúdo  parece cada vez mais atual. Estamos já acostumados, a conviver com os  erros humanos ou, em outras palavras, com as contradições dos seres  humanos. Os filósofos, desde tempos imemoriais, bem como todas as  religiões do mundo, falam da fraternidade e da paz; no entanto, alem das  absurdas guerras entre grupos religiosos fanáticos, corre-se o risco de  uma guerra atômica que exterminaria a raça humana. Avalia-se em um  milhão de dólares por minuto o gasto na produção de novas armas nesse  planeta, sem levar-se em consideração o custo de manutenção dos  exércitos, as fortunas que nutrem o tráfico de entorpecentes e outras  formas de degradação. Enquanto isso, diariamente, morrem quarenta mil  crianças de problemas derivados da subnutrição no mundo em  desenvolvimento; sem falar nas mortes não menos estúpidas dos suicidas  dos países desenvolvidos ou das decorrentes de guerras e atos  terroristas que pretendem buscar a paz e o bem estar da Humanidade  através de qualquer meio. Por que falamos tanto em amor e paz e vivemos  nesta violência impressionante?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;             Sabe-se que hoje seria possível resolver os problemas da fome, saúde e  educação do gênero humano somente com os recursos há pouco citados, de  forma que se torna difícil justificar tanta miséria. Entretanto,  enquanto os sistemas de direita e esquerda justificam-se reciprocamente  no "empilhamento" de bombas, e os terroristas ficam a justificar sua  covardia com ideais de justiças, o mundo agoniza. Não é tudo isso  incrivelmente contraditório?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;            É  também conhecido o fascínio que o ser humano tem pelo poder e as  mórbidas "necessidades" daí decorrentes. Talvez seja mesmo a vaidade e o  anseio pelo poder que criem todo esse cruel panorama no mundo.  Curiosamente, essa "necessidade" de impor a sua vontade e exercer o  poder sobre os outros apresenta-se de modo geral, diretamente  proporcional à incapacidade de o ser humano dorminar-se a si mesmo. Pode  haver maior contradição? O ideal da filosofia platônica já era, como  teria colocado Sócrates, que o homem se tornasse "senhor de si mesmo"  após ter conhecido a si próprio; enquanto no Oriente, Buda, quase na  mesma época, dizia que "mais glorioso não é quem vence em batalhas  milhares de homens, mas sim quem a si mesmo vence".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;            A  Sra. Rada Burnier, conhecida conferencista, Presidenta Internacional da  Sociedade Teosófica, tem afirmado que: "Não se pode perguntar agora se a  paz mundial é uma possibilidade, pois ela é uma absoluta necessidade.  Sem fraternidade, cooperação e paz, a Humanidade pode cessar de  existir".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;             Enquanto isso, a Ciência e a Tecnologia, lastimavelmente atreladas a  interesses políticos, estão hoje a construir bombas atômicas tão  poderosas que fazem daquela que destruiu Hiroshima, há quarenta anos  atrás, um brinquedo para crianças. Dessa forma, torna-se fácil ver que,  quanto mais poder o ser humano tiver antes de resolver a sua  contradição, tanto pior será para a vida neste planeta: e a solução da  contradição do homem encontra-se dentro dele mesmo e não fora. É porque o  homem não é "senhor de si mesmo" que ele se torna perigoso. Seu  conflito interior, sua contradição expressam-se em tudo que ele faz. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;             Quanto mais conhecimento e poder dermos ao homem, tanto pior será, não  porque o conhecimento e o poder sejam deletérios em si, mas porque o  homem, estando perturbado, em contradição devido à falta de  autoconhecimento, não pode ter autodomínio. E não é um tanto quanto  temerário dar-se poder a quem não possui autodomínio? Nossa civilização  tem subestimado o autoconhecimento, considerando-o coisa de pouco valor  prático, e os resultados são bem visíveis e práticos: estamos à mercê  dos caprichos e infantilidades de seres humanos contraditórios e  imaturos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;            Por  que homens como Sócratres e Buda, já há tanto tempo, consideravam o  autoconhecimento como fundamental? Iniciemos nossa investigação  analisando o problema do hábito. O que é um hábito? Para tentar  responder, consideremos como funciona o cérebro. Cada pensamento, de  acordo com sua característica, aciona uma corrente elétrica num circuito  específico de neurônios cerebrais. Isso ativa aqueles neurônios daquele  circuito. A reincidência nesse mesmo pensamento ativa os mesmos  neurônios em detrimento, relativamente, da grande maioria que são os  outros. Assim, a repetição da mesma corrente elétrica através do mesmo  circuito de neurônios cria uma situação que favorece cada vez mais a  repetição de todo processo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;            Por  esse motivo, o pensamento, a emoção e a ação são processos produtores de  hábitos. Isso pode tornar-se bem mais evidente se nos lembrarmos de que  o neurônio é uma célula viva e, portanto, particularmente mais sensível  à repetição dos estímulos do que um simples circuito elétrico, que é  inerte. Caso nós nos aprofundemos nessa questão, descobriremos, talvez  com espanto, que características de nossa personalidade, com as quais  nos identificávamos como sendo "nós mesmos", não passam de hábitos:  reações "mecânicas" do nosso passado. São condicionamentos com os quais  nossa consciência se identificou. Desta forma, estaremos começando a  descobrir quão pouco nós conhecemos de nossa real natureza.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;            Um  exemplo disso está no desconhecimento que costumamos ter a respeito das  emoções que se manifestam em nós. Todos nós sabemos, por experiência  própria, quão perturbadora é a emoção do ódio e quão harmonizante pode  ser o amor, quando genuíno. Entretanto, será que todos somos conscientes  da razão por que isso é assim? Recomendamos que o leitor investigue  essa questão. Embora ela pareça simples, pode, sendo suficientemente  aprofundada, levar-nos à própria essência do ser humano, que só pode ser  conhecida de maneira direta por uma investigação atenta e profunda na  consciência do próprio indivíduo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;            É  comum ver-se o ser humano fugir das questões que exigem profunda  atenção, porque é mais fácil receber ensinamentos prontos e repeti-los  como até um papagaio pode fazer; mas o autoconhecimento não pode ser  fornecido por terceiros: ele só pode ser fruto de nossa própria  investigação. Porem, pode ser de alguma utilidade fazer algumas  considerações introdutórias sobre o tema, mas que, evidentemente, não  podem jamais substituir a auto-investigação.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;             Pode-se observar que a pessoa humana é constituída de diversas  "vontades" que, não raramente, se contradizem, por exemplo, quando  estamos assistindo a uma filme ou a uma novela na televisão que nos  empolga, gerando emoções que sentimos vivamente, pode surgir um conflito  entre a vontade da sensação, que quer continuar assistindo ao filme, e  um eventual apelo do corpo por descanso, que se manifesta por meio de  uma crescente sensação de "peso" nas pálpebras. A fome, a sede etc.  Podem gerar conflitos similares. Isso demonstra de maneira bastante  prática que a vontade do corpo e a da sensação nem sempre coincidem, e  não é raro observar as pessoas levarem seu corpo a excessos, devido a  sua paixão momentânea despertada por alguma sensação.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;            Ora,  fôssemos o corpo, nossa vontade sempre se identificaria com a vontade  dele e jamais ocorreria conflitos ou excessos, pelo menos no que tange à  saúde física e estaríamos, antes de mais nada, preocupados com nossa  saúde física. Como costuma dizer o Eng. J. Lutzenberger, ecologista  internacionalmente conhecido, se fôssemos verdadeiramente materialistas,  estaríamos, antes de mais nada, preocupados com nossa saúde física e  com a conservação ecológica do meio ambiente; entretanto, nossa  "civilização" não tem demonstrado isso. A grande massa da Humanidade tem  estado preocupada com a sensação, mesmo que isso tenha acarretado perda  de saúde, acionado a ambição, causado guerras e desastres ecológicos.  Se um indivíduo, ao dizer-se materialista, e assim, identificando-se com  seu corpo físico, age dessa maneira, não é isso profundamente  contraditório?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;            É  curioso notar que a vontade da sensação e a emotividade, às vezes,  desvia a vontade que quer concentrar a mente, como, por exemplo, quando  queremos resolver um problema de matemática ou fixar a mente no trabalho  que estamos tentando realizar e a emoção nos desvia, o pensar para  questões afetivas, namorada, esposa, filhos etc., ou talvez ainda surja  uma fome estranha justo nesse instante, e, então, a vontade do corpo  começa a lutar contra a vontade que quer concentrar a mente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;             Platão, no século IV a. C., já havia dividido a alma do homem em três  partes eram, conforme encontramos em A República: a apetitiva (sede dos  desejos de sensações e de ganhos), a arrogante ou irascível (sede da  coragem e busca do poder e fama) e a inteligível (sede da razão ou  compreensão e a busca da verdade). Se somarmos a isso a preguiça e busca  de conflitos do corpo físico, já teremos uma noção intelectual da  complexidade do homem e da grande possibilidade de conflitos e suas  "vontades".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;            Ainda  mais antigo, o Katha Upanishad da tradição hindu nos diz: "Saiba que o  ser é o passageiro e o corpo, a carruagem; que o intelecto é ococheiro e  a mente, as rédeas". "Os sentidos, diz o Sábio, são os cavalos, as  estradas que percorrem são os labirintos do desejo".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;            Nessa  bela alegoria oriental podemos observar que, pelo menos, o cocheiro (o  intelecto - veículo do pensamento concreto - alma arrogante) e os  cavalos (os sentidos - "instrumentos" das sensações - alma apetitiva)  são seres que têm vida própria, ou vontade própria, independente da  vontade do passageiro (o Ser - o Eu Superior - a alma inteligível, causa  do pensamento abstrato).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;             Pode-se tentar compreender essa idéia oriental de que o pensamento e a  emoção ou sensação têm vontade ou vida própria se nos lembrarmos de que o  cérebro, por onde eles transitam quando estamos em consciência de  vigília, é constituído de células vivas chamadas neurônios cerebrais.  Até a memória tem relação com regiões do cérebro. Logo, como já vimos,  cada pensamento, emoção ou ação são um estímulo que produz certa  impressão nos neurônios, gerando hábitos. Essas tendências ou hábitos  assim gerados fazem com que os efeitos desses pensamentos, emoções e  ações permaneçam conosco como impressões (chamadas de Samskaras pelos  yogues orientais) por um tempo proporcional à intensidade e ao número de  reincidências dos mesmos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;            Em  seu comentário sobre os Yoga-Sutras de Patanjali, o tratado milenar da  Raja Yoga, o doutor I. K. Taimni nos diz "que o homem comum, vivendo no  mundo, está sujeito ao longo de todo o dia a todos os tipos de impactos e  ele reage a esses impactos de acordo com seus hábitos, preconceitos,  educação ou humor do momento, de acordo com sua natureza, como nós  costumamos dizer.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;            Essas  reações envolvem, na maioria dos casos, maiores ou menores perturbações  da mente, dificilmente existindo qualquer reação que não seja  acompanhada por uma agitação dos sentimentos ou da mente. A perturbação  de um impacto dificilmente teve tempo de cessar antes que outro impacto  tire-a do equilíbrio novamente. Às vezes, a mente dá a impressão de  estar aparentemente calma, mas essa calma é apenas superficial. &lt;span style="color:#000000;"&gt;Sob a superficie, há uma corrente submersa de  perturbação, como o marulho num mar superficialmente calmo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;            Essa  condição da mente, que não precisa ser necessariamente desagradável e  que é tomada como natural pela maioria das pessoas, não conduz, em  absoluto à unidade de propósito e, enquanto ela dura, resulta  necessariamente em Vikshepa: a forte tendência da mente de estar voltada  para o exterior".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;            É  essa a razão porque parece difícil ao homem comum o autoconhecimento: a  própria agitação de sua mente revolve o fundo, tornando impossível a  percepção nítida das zonas mais profundas. Por isso, a Yoga busca, em  primeiro lugar, serenar a mente, para que seja possível ao homem  decantar as impurezas do fundo, tornando assim límpida a percepção, nas  profundezas de si mesmo, da sua real natureza.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;            Nessa  busca de serenar a mente, é indispensável a atenta observação. Pode-se  descobrir que há emoções, ou estados mentais, que poderíamos classificar  como pesados, em contraposição a outros mais leves que não aprisionam a  nossa consciência. Tomemos como exemplo a depressão. Sabidamente ela é  uma emoção pesada, porque, uma vez estabelecida, é de difícil remoção.  Em quanto ela perdura, a consciência sente-se perturbada e aprisionada,  porque a depressão é uma emoção que entra em dissonância com a nossa  real natureza, impedindo que nosso Ser encontre possibilidade de  expressar-se. Em contrapartida, quando sentimos a emoção leve da  alegria, o nosso Ser consegue expressar pelo menos algo de sua natureza  real e, por isso, a felicidade flui de dentro para fora sem obstáculo: a  consciência sente-se livre.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;            Como  vimos que as emoções e os pensamentos são decorrentes de hábitos, e como  vimos que há estados pesados e leves, surge a idéia de transformar  nossos hábitos emocionais e mentais. Essa arte de transformação dos  estados psicológicos era conhecida entre os antigos como meditação e  visava a libertação da consciência.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;            Uma  das técnicas mais elementares de meditação é a da substituição. Está  baseada no fato de que a mente só se ocupa com um pensamento de cada  vez, de modo que a melhor maneira de se livrar de uma emoção pesada é  substituí-la por uma leve. Um lama tibetano deu, certa vez, a seguinte  instrução a seu discípulo: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;             "Nunca te permitas sentir triste ou deprimido. A depressão é má, porque  contamina os outros e torna as suas vidas mais difíceis, o que não tens o  direito de fazer. Portanto, sempre que ela vier a ti, rechaça-a  imediatamente".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;             "Deves ainda controlar o teu pensamento de outro modo: não deves  deixá-lo vaguear. Fixa o teu pensamento no que quer que estejas fazendo,  para que possa ser feito com perfeição, não deixes tua mente ociosa,  mas mantém sempre nela bons pensamentos em reserva, prontos a avançar no  momento em que ela estiver livre". A linguagem simples da citação acima  esconde uma série de leis que regem o mundo da mente; aconselhamos o  leitor a descobri-las. Comentaremos algo sobre uma delas, que está  relacionada com a expressão "rechaça-a imediatamente". Se observarmos,  poderemos descobrir que as emoções nutrem-se das imagens mentais: os  pensamentos. Por isso, a maneira correta de adquirir autodomínio sem  acumular repressões inconscientes é dirigir a energia do pensamento para  estados leves, pois assim, por falta de nutrientes, os estados pesados  gradualmente perderão sua força. Isso acontece automaticamente mesmo que  não estejamos conscientes do processo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;            A  emoção, o querer, nutre-se do pensar de maneira semelhante ao fogo. Se  deixarmos cair um palito de fósforo aceso num tapete é fácil apagá-lo:  basta um rápido movimento do nosso pé e o fogo estará extinto.  Entretanto, se, por desatenção ou ignorância, deixa-mos passar uns  poucos instantes, perderemos rapidamente o domínio da situação e em  menos de cinco minutos teremos um incêndio. Muitos morreram por terem  dormido com um cigarro aceso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;            De  maneira muito semelhante, como &lt;span style="color:#000000;"&gt;dizemos&lt;/span&gt;, é a  emoção nutrida pelo pensamento. É fácil controlar qualquer estado  emocional em seus momentos iniciais; entretanto, costuma ser difícil  libertar a consciência de emoções pesadas depois dos poucos minutos que  elas necessitam para se fortalecer e se estabelecer. Há pessoas que se  deixam envolver tanto nesses estados lamentáveis de ódio, tendências  suicidas, etc., que perdem completamente o controle. Diz um provérbio  chinês: "Um momento de paciência pode evitar um grande desastre; um  momento de impaciência pode arruinar toda a vida".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;            Afora  o aspecto consciente da perturbação, existem os aspectos  subconscientes. Diz-nos o Dr. I. K. Taimni: "Uma vez que uma perturbação  tenha sido permitida, toma muito mais energia para ser superada  completamente, e, mesmo que externamente ela possa desaparecer  rapidamente, a perturbação interior subconsciente persiste por um longo  tempo".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;             Pode-se acrescentar que ela tentará retornar ao plano consciente para  poder nutrir-se novamente. Por isso, se nós estivermos sempre a observar  &lt;span style="color:#000000;"&gt;vigilantes&lt;/span&gt; os movimentos da mente, de  momento a momento, pode-se adquirir de modo gradual um domínio de nossos  estados psicológicos. Faz-se isso usando a dispersão usual do  pensamento a nosso favor, substituindo-os prontamente sempre que  necessário.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;            No  caso da depressão, por exemplo, quando percebemos que pensamento está  querendo trilhar os labirintos dos nossos problemas sem solução à vista,  e que são os que usualmente nos deprimem, chamemos prontamente à nossa  atenção os nossos "bons pensamentos em reserva", substituindo, assim, os  anteriores que nos conduziriam aos estados pesados. São técnicas  elementares, se comparadas a outras mais avançadas, porém são eficazes e  precisamos dominá-las antes de poder usar as outras comsegurança.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;            Outra  técnica é a desidentificação ou plena atenção; esta, porém, costuma  exigir uma mente já mais desperta e menos apegada às suas projeções.  Para que o tema não fique muito abstrato, citaremos um exemplo que já  utilizamos noutra ocasião:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;             "Suponhamos que nós estamos assistindo à televisão ou a um filme no  cinema. O filme é real ou irreal? Supõe-se que pelo menos os adultos  saibam que o filme é irreal, fictício. Mas mesmo assim sendo,  pergunta-se: ele produz ou não produz emoção? Bem, somente quando nos  sentimos envolvidos, identificados, não é verdade? Apesar disso, como é  possível uma coisa ilusória produzir em nós um efeito tão real? Pois tal  é o poder da identificação! Em verdade, todo sofrimento psicológico é  fictício. Meditação é tomar consciência disso. O sofrimento físico, como  ter um espinho no pé, é muito diferente, porque ele é objetivo. O  espinho é objetivo; enquanto ele estiver lá, a dor não passará, mas se  ele for retirado&lt;span style="color:#ff0000;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;ela  passará, cessada a causa&lt;/span&gt;, cessa o efeito. Mas o sofrimento  psicológico é subjetivo. Quem cria e nutre o sofrimento psicológico? A  própria mente, nada mais! Ele pode durar uma eternidade, porém ele nem  mesmo precisa começar, se nós não o criarmos."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;            "Todo  depende apenas de quão identificados estamos. Pode-se então, notar quão  intenso que é o poder da identificação? Da mesma forma, quando  assistimos a um programa na televisão, tendemos a nos identificar com o  personagem e a torcer por ele, de modo que aquilo que agrada ou  desagrada ao personagem passa a agradar ou desagradar a nós, embora  essas atrações e repulsões sejam essencialmente subjetivas. Dessa forma,  nós podemos ser alegres ou tristes, rir ou chorar perante uma tela de  televisão mesmo quando no fundo sabemos que o filme é fictício, ilusório  e transitório. A qualquer momento em que o homem lembra que ele não é o  personagem , nesse momento, ele está livre. Se ele perde novamente esse  estado de consciência enredar-se na ilusão e voltar a sofrer é de sua  escolha, mas pode ocorrer. Por isso a verdade precisa sempre ser  reencontrada de momento a momento , mas também por isso ela se apresenta  sempre nova, apesar de ser um reencontro... A liberdade existe toda vez  que há essa ausência de apego ao eu ou à auto-imagem que criamos, aos  nossos gostos e desgostos."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;            Em  verdade, as projeções da mente são como um pesadelo: só parecem ter  realidade enquanto nós nos identificamos com elas. A técnica de  substituição nos ensina que nunca devemos tentar lutar contra uma  emoção, porque, ao preocuparmo-nos com ela, reforçamos o pensamento que a  nutre, tornando-a ainda mais forte, mecanismo tipicamente repressivo  que deve ser evitado. Antes de vermos aprender a "mudar o canal" de  nossa "televisão mental" pensando noutra coisa, ou seja, em algum  pensamento que nutra uma emoção leve, ou se possível, no pensamento ou  ponto de vista oposto. Assim , sugere os Yoga-Sutras: "Quando a mente é  perturbada por pensamentos impróprios, a constante ponderação sobre os  opostos é o remédio".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;            Já a  técnica de desidentificação ou plena atenção é muito mais profunda e  libertadora porque nos permite observar e compreender o movimento da  mente e do desejo. Contudo, ela exige uma mente já mais trabalhada e  desapegada de suas projeções porque se a pessoa, ao observar essas  projeções ou imagens, mentais, fica identificada com suas emoções, isso  poderá ser perigoso, à medida que a pessoa poderá vir a reforçá-las ao  invés de desidentificar-se delas. Nesse caso, precisaremos voltar à  técnica de substituição para evitar qualquer risco, porque a mente ainda  não está suficientemente preparada para a desidentificação.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;            É  extremamente perigoso manipular energias sutis visando despertar poderes  psíquicos por meio de práticas de Yoga ainda mais avançadas sem antes  ter adquirido o completo domínio de nossos estados psicológicos, que  deveria ser adquirido pelo uso perseverante de técnicas simples,  eficazes e seguras, caso contrário, a pessoa poderá enveredar-se pelo  caminho da auto-ilusão, despertando prematuramente energias que darão  mais força aos desequilíbrios já existentes, o que será triste,  inclusive, para aqueles que a cercam. Quando a pessoa está pronta,  preencheu os pré-requisitos, o caminho aparece; não antes. O caminho é  do autoconhecimento, e ele começa pela observação atenta dos movimentos  de nossa mente de momento a momento. Assim, pela prática da meditação, a  mente principia a serenar. Então, começa-se a ver o valor real de cada  ser ou coisa: nossas relações com o que nos cerca.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;             Enquanto buscamos nosso preenchimento exteriormente, deparamo-nos com as  imagens desses seres ou coisas que nossos sentidos projetam em nossa  mente e costumamos atribuir a eles valores ou expectativas de  preenchimento segundo nossa ótica pessoal. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;             Quando atribuímos a algo um valor maior que o real, nós nos frustramos,  desiludimo-nos cedo ou tarde, pois, alcançando esse ser ou objeto,  terminamos por descobrir que seu verdadeiro valor era menor do que  pensávamos. Essa desilusão será inevitável, uma vez que ele não poderá  responder ao nosso apelo, segundo nossa expectativa, porque ela  ultrapassa as suas possibilidades reais de resposta. Entretanto,  poderemos perder muito tempo até alcançar o valor de nossa ilusão.  Então, começaremos a buscar outro alvo, pois aquele nos desiludiu. Por  outro lado, podemos nos sentir inexplicavelmente vazios sem saber por  que, quando, na verdade, aquilo que poderia nos preencher está muito  próximo, mas nós o subestimamos, dando-lhe valor inferior ao que  realmente tem. Por isso nem sequer percebemos que longe procuramos o que  perto está.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;             Eventualmente descobrimos que toda a felicidade vem de dentro, mas  alguns seres ou objetos são mais aptos do que outros para refletir o  nosso interior para nós mesmos. Esses serão, para nós, os mais valiosos.  Todavia, enquanto não se descobrir o valor real de cada ente que nos  cerca, não poderá haver verdadeira harmonia e, por conseguinte, haverá  contradição e conflito. Só quando o indivíduo consegue refletir sobre si  o seu próprio Ser, conhecendo sua real natureza, é que ele consegue  atribuir o valor correto. Então cessa a contradição, a harmonia se  estabelece e descobre-se que a luz da felicidade nunca veio do exterior,  mas sempre do interior, toda vez que nossas nuvens de desejos não a  obscureceram, e que ali, ela permanece inabalável.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;            Na  tentativa de fornecer uma visão intelectual, e, portanto limitada, dessa  perspectiva correta e respeito daquilo que nos rodeia, foram elaborados  os capítulos desta obra.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;FONTE: &lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Apresentamos aqui o primeiro  capítulo do livro A Tradição Sabedoria -  Uma Introdução à Filosofia Esotérica, de Pedro R. M. Olveira e Ricardo  Lindemann.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2480458933532256779-230561572966923435?l=getflorianopolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://getflorianopolis.blogspot.com/feeds/230561572966923435/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://getflorianopolis.blogspot.com/2010/05/contradicao-humana-ricardo-lindemann.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480458933532256779/posts/default/230561572966923435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480458933532256779/posts/default/230561572966923435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://getflorianopolis.blogspot.com/2010/05/contradicao-humana-ricardo-lindemann.html' title='A Contradição Humana - Ricardo Lindemann'/><author><name>GET Florianópolis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2480458933532256779.post-3818257694647134472</id><published>2009-10-09T07:27:00.001-07:00</published><updated>2009-10-09T07:28:35.811-07:00</updated><title type='text'>Palestra Pública Gratuita de Teosofia em Florianópolis</title><content type='html'>Tema: A Lei da Evolução e o Plano Divino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palestrante: Adolfo Kuhn Pfeifer, engenheiro, mestre em ergonomia, com formação em orientação profissional, é membro da Sociedade Teosófica desde 1999 e atual coordenador do GET Florianópolis. É vegetariano desde 2001.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Data: 06/10/2009 (3a. feira)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Horário: das 20:00h às 22:00h&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Local: Atman Amara (www.atmanamara.com.br) - Rua José Francisco Dias Areias, 390 - Bairro Trindade - Fones (48) 3333 2311 - 99616709&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Organização: Grupo de Estudos Teosóficos de Florianópolis – GET Florianópolis, vinculado à Sociedade Teosófica no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Informações: (48) 9960 0637 (&lt;a href="mailto:get.florianopolis@sociedadeteosofica.org.br" target="_blank" send="true"&gt;get.florianopolis@sociedadeteosofica.org.br&lt;/a&gt; )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observações: Os participantes da palestra são convidados para uma segunda reunião de aprofundamento do tema.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2480458933532256779-3818257694647134472?l=getflorianopolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://getflorianopolis.blogspot.com/feeds/3818257694647134472/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://getflorianopolis.blogspot.com/2009/10/palestra.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480458933532256779/posts/default/3818257694647134472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480458933532256779/posts/default/3818257694647134472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://getflorianopolis.blogspot.com/2009/10/palestra.html' title='Palestra Pública Gratuita de Teosofia em Florianópolis'/><author><name>GET Florianópolis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2480458933532256779.post-7989694834136676889</id><published>2009-09-29T06:37:00.000-07:00</published><updated>2009-09-29T06:48:21.261-07:00</updated><title type='text'>Palestra Gratuita com Práticas de Meditação</title><content type='html'>Facilitadora: Delmam Assis, membro da Sociedade Teosófica há 19 anos, lacto-ovo-vegetariana há 18, é praticante de meditação há cerca de 15 anos, terapeuta holística, graduada em Jornalismo, pós-graduada em Psicologia Transpessoal, poetiza, taróloga autodidata, com formação em hipnose, iridologia, shiatsu e coaching de talentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Data: 01/09/2009 (3a. feira)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Horário: das 20:00h às 22:00h&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Local: Atman Amara (www.atmanamara.com.br) - Rua José Francisco Dias Areias, 390 - Bairro Trindade - Fones (48) 3333 2311 - 99616709&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Organização: Grupo de Estudos Teosóficos de Florianópolis – GET Florianópolis, vinculado à Sociedade Teosófica no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Informações: (48) 9960 0637 (&lt;a href="mailto:get.florianopolis@sociedadeteosofica.org.br" target="_blank" send="true"&gt;get.florianopolis@sociedadeteosofica.org.br&lt;/a&gt; )&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2480458933532256779-7989694834136676889?l=getflorianopolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://getflorianopolis.blogspot.com/feeds/7989694834136676889/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://getflorianopolis.blogspot.com/2009/09/palestra-gratuita-com-praticas-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480458933532256779/posts/default/7989694834136676889'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480458933532256779/posts/default/7989694834136676889'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://getflorianopolis.blogspot.com/2009/09/palestra-gratuita-com-praticas-de.html' title='Palestra Gratuita com Práticas de Meditação'/><author><name>GET Florianópolis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2480458933532256779.post-9101374155145941874</id><published>2009-08-14T06:37:00.000-07:00</published><updated>2009-08-14T06:42:20.353-07:00</updated><title type='text'>A Grande Holarquia do Ser - Ken Wilber</title><content type='html'>&lt;div class="Section1"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Como já disse, todas as grandes tradições mundiais são basicamente variações da filosofia perene, da Grande Holarquia do Ser. Em seu maravilhoso livro &lt;i style=""&gt;Forgotten Truth, &lt;/i&gt;Huston Smith resumiu as maiores religiões do mundo em uma sentença: “A hierarquia do ser e do conhecer.” Chõgyam Trungpa Rinpoche salientou, em &lt;i style=""&gt;Shambhala: The&lt;/i&gt; &lt;i style=""&gt;Sacred Path of the Warrior&lt;/i&gt;, que a idéia mais&lt;i style=""&gt; &lt;/i&gt;essencial e abrangente, que permeia todas as filosofias do Oriente, da Índia até o Tibete e a China, e que está por trás de tudo, do xintoísmo ao taoísmo, é a “hierarquia terra, ser humano, céu”, que ele também aponta como equivalente a “corpo, mente, espírito”. E Coomaraswamy afirmou que as grandes religiões do mundo, sem exceção, “em graus diferentes, representam a hierarquia de tipos ou níveis da consciência, es­tendendo-se desde o animal até a divindade, e de acordo com a qual o mesmo indivíduo pode funcionar em ocasiões diversas”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 17.85pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O que nos leva ao maior paradoxo da filosofia perene. Já vimos que as tradi­ções de sabedoria participam da noção de que a realidade se manifesta em níveis ou dimensões, com cada dimensão mais elevada sendo mais inclusiva e, portanto, mais “próxima” da totalidade absoluta da Divindade, ou Espírito. Nesse sentido, o Espírito é o cume do ser, o degrau mais alto da escada da evolução. Mas também é verdade que o Espírito é &lt;i style=""&gt;a madeira da qual toda a escada e todos os degraus são feitos. &lt;/i&gt;O Espírito é o sujeito, o ser, a essência de tudo o&lt;i style=""&gt; &lt;/i&gt;que existe.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 17.85pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O primeiro aspecto, o aspecto superior, é a natureza &lt;i style=""&gt;transcendental &lt;/i&gt;do Espírito — ela sobrepassa de longe qualquer coisa “mundana”, ou criatural, ou finita. A terra inteira (ou mesmo o universo) poderia ser destruído, e o Espírito permanece­ria. O segundo aspecto, o aspecto madeira, é a natureza imanente do Espírito — o Espírito está igual e totalmente presente em todas as coisas e acontecimentos ma­nifestos, na natureza, na cultura, no céu e na terra, sem parcialidade. Deste ângu­lo, nenhum fenômeno está mais perto do Espírito do que outro, pois todos são igualmente “feitos” de Espírito. Deste modo, o Espírito é &lt;i style=""&gt;ambos, &lt;/i&gt;tanto a meta de todo desenvolvimento e evolução, quanto o &lt;i style=""&gt;fundamento &lt;/i&gt;da seqüência inteira, tão presente no início quanto no fim. O Espírito é anterior a este mundo, mas não outro em relação a este mundo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 17.85pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não levar esses paradoxos em consideração resultou, na História, em algumas visões bem distorcidas (e politicamente perigosas) do Espírito. Tradicionalmente, as religiões patriarcais tenderam a super enfatizar a natureza transcendental do Espírito, condenando assim terra, natureza, corpo e mulher a um &lt;i style=""&gt;status &lt;/i&gt;inferior. Antes disso, as religiões matriarcais tinham a tendência de enfatizar apenas a na­tureza imanente do Espírito, e as visões de mundo panteístas resultantes iguala­ram a Terra finita e criada ao Espírito infinito e incriado. Você é livre para se identificar com uma Terra finita e limitada; você não é livre para chamá-la de infinita e ilimitada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 19.8pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Tanto a religião patriarcal quanto a matriarcal, ambas visões distorcidas do Espírito, tiveram conseqüências históricas bem terríveis, desde sacrifícios huma­nos brutais em larga escala, em homenagem à fertilidade da Deusa da terra, até a guerra total pelo Deus Pai. Mas, em meio a essas distorções exteriores, a filosofia perene (o âmago esotérico ou interior das religiões da sabedoria) sempre evitou a dualidade — Céu ou Terra, masculino ou feminino, infinito ou finito, ascético ou celebratório — e se concentrou, em vez disso, na união desses elementos, ou na sua integração (não-dualismo). E, na verdade, essa união entre Céu e Terra, mas­culino e feminino, infinito e finito, ascensão e queda, sabedoria e compaixão fica explícita nos ensinamentos “tântricos” de diversas tradições de sabedoria, desde o neoplatonismo, no Ocidente, até o vajrayana, no Oriente. E é a esse âmago não dualista das tradições de sabedoria que o termo “filosofia perene” mais se aplica.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 19.8pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A questão, assim, é que, se vamos tentar pensar no Espírito em termos men­tais (o que implica necessariamente algumas dificuldades), então pelo menos deveríamos nos lembrar desse paradoxo transcendente/imanente. Paradoxo é sim­plesmente a maneira como a não-dualidade aparece no nível mental. O Espírito em si não é paradoxal; estritamente falando, ele não é caracterizável, de modo algum.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 19.8pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Isso se aplica duplamente na hierarquia (holarquia). Afirmamos que, quando o Espírito transcendental se manifesta, ele o faz em estágios, ou níveis — a Grande Holarquia do Ser. Mas não estou querendo dizer que o Espírito em si, ou a realida­de, é hierárquico. O Espírito absoluto, ou a realidade, não é hierárquico. Ele não é de modo algum qualificável em termos mentais (em termos de hólons inferiores) — é &lt;i style=""&gt;shunyata, &lt;/i&gt;ou &lt;i style=""&gt;nirguna, &lt;/i&gt;ou &lt;i style=""&gt;apofático &lt;/i&gt;—, é inqualificável, sem um único traço de características específicas e limitantes. Mas manifesta-se em degraus, em cama­das, dimensões, invólucros, níveis ou graus — o termo que se preferir — e isso é holarquia. No vedanta, são os &lt;i style=""&gt;koshas, &lt;/i&gt;os invólucros ou camadas que cobrem &lt;i style=""&gt;Brahma&lt;/i&gt;; no budismo, são as oito &lt;i style=""&gt;vijnanas, &lt;/i&gt;os oito níveis da percepção, cada um dos quais sendo um degrau&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;abaixo ou uma versão mais restrita da dimensão acima; na Caba­la são as sefirot, e assim por diante.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 19.8pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A questão toda é que esses são níveis do mundo manifesto, de &lt;i style=""&gt;maya. &lt;/i&gt;Quando &lt;i style=""&gt;maya &lt;/i&gt;não é reconhecida como um ato do Divino, ela não passa de ilusão. Hierar­quia é ilusão. Há níveis de ilusão, não de realidade. Mas de acordo com as tradições, é exatamente (e somente) compreendendo a natureza hierárquica do &lt;i style=""&gt;samsara que &lt;/i&gt;podemos, na verdade, sair dele, subindo por uma escada que só poderá ser descartada depois de servir a seu extraordinário propósito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Podemos examinar agora alguns dos verdadeiros níveis ou esferas da holarquia, do Grande Ninho do Ser, como aparecem nas três maiores tradições de sabedoria: judeu-cristã-muçulmana, budismo e hinduísmo, ainda que pudéssemos usar qual­quer tradição madura.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 18.15pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i style=""&gt;(Não &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;se &lt;i style=""&gt;esqueça de que esses níveis são do quadrante Superior Esquerdo, &lt;/i&gt;os níveis do espectro da consciência em si. Nos capítulos que seguem, veremos como esse espectro se comporta também nos outros quadrantes, o cultural, o social e o comportamental — da antropologia à filosofia, à arte e à literatura. Mas, por ago­ra, vamos nos concentrar no espectro da consciência como aparece no ser huma­no individual, o quadrante Superior Esquerdo.)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Os termos cristãos são os mais fáceis, porque a maioria de nós já os conhece: matéria, corpo, mente, alma, espírito. &lt;i style=""&gt;Matéria &lt;/i&gt;significa o universo físico, como aparece em nossos próprios corpos físicos (isto é, aqueles aspectos de nossa exis­tência cobertos pelas leis da física); e tudo o mais que queremos dizer com a pala­vra “matéria” significa, neste caso, a dimensão com a menor quantidade de cons­ciência (alguns diriam sem consciência; a escolha é sua). &lt;i style=""&gt;Corpo, &lt;/i&gt;neste caso, signi­fica o corpo emocional, o corpo “animal”, sexo, fome, energia vital e assim por diante (isto é, os aspectos da existência estudados pela biologia). &lt;i style=""&gt;Mente&lt;/i&gt; é a mente racional, racionalizante, lingüística e imaginativa (estudada pela psicologia). &lt;i style=""&gt;Alma&lt;/i&gt; é a mente mais elevada ou sutil, a mente arquetípica, a mente intuitiva, e a &lt;i style=""&gt;essên­cia ou indestrutibilidade de nosso ser&lt;/i&gt; (estudada pela teologia). E &lt;i style=""&gt;Espírito &lt;/i&gt;é o topo transcendental do nosso ser, a nossa Divindade (estudada pelo misticismo contemplativo).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 17.85pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;De acordo com o hinduísmo vedanta, cada pessoa é composta de cinco “invó­lucros”, ou níveis, ou esferas do ser (os &lt;i style=""&gt;koshas)&lt;/i&gt;, muitas vezes comparados com uma cebola, de modo que, à medida em que tiramos as camadas externas, encontramos cada vez mais a essência. A mais baixa (ou mais exterior) é chamada de&lt;i style=""&gt; annamaya­kosha, &lt;/i&gt;que significa “o invólucro feito de alimento”. Essa é a esfera física. A seguir vem a &lt;i style=""&gt;pranamayakosha, &lt;/i&gt;o invólucro feito de &lt;i style=""&gt;prana. Prana &lt;/i&gt;significa força vital, bioenergia, &lt;i style=""&gt;élan &lt;/i&gt;vital, libido, energia emocional-sexual em geral — a esfera do corpo emocional (termo que preferimos usar), A seguir é o &lt;i style=""&gt;manomayakosha, &lt;/i&gt;os invólucros de &lt;i style=""&gt;manas, &lt;/i&gt;ou mente — racional, abstrata, lingüística. Para além desta, está o &lt;i style=""&gt;vijnamayakosha, &lt;/i&gt;o invólucro da intuição, a mente superior, a mente sutil. Finalmente, temos o &lt;i style=""&gt;anandamayakosha, &lt;/i&gt;o invólucro feito de &lt;i style=""&gt;ananda, &lt;/i&gt;ou o êxtase espiritual e transcendental.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 17.85pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ademais — e isto é importante — o vedanta agrupa esses quatro invólucros em três setores mais importantes: bruto, sutil e causal. O setor bruto está correlacionado com o nível mais baixo na holarquia, o corpo físico &lt;i style=""&gt;(annamayakosha). &lt;/i&gt;O setor sutil está correlacionado com os três níveis intermediários: o corpo emo­cional-sexual &lt;i style=""&gt;(pranamayakosha), &lt;/i&gt;a mente &lt;i style=""&gt;(manomayakosha) &lt;/i&gt;e a mente mais eleva­da ou sutil (&lt;i style=""&gt;vjnanamayakosha&lt;/i&gt;). E o causal está correlacionado com o nível mais ele­vado, o &lt;i style=""&gt;anandamayakosha, &lt;/i&gt;ou espírito arquetípico, que é considerado, algumas vezes, não-manifesto, ou sem forma. Além disso, o vedanta relaciona esses três &lt;i style=""&gt;setores maiores do ser &lt;/i&gt;com os três maiores &lt;i style=""&gt;estados da &lt;/i&gt;consciência: a vigília, o sonho e o sono profundo sem sonhos. Para além de todos esses três estados, está o Espírito absolu­to, algumas vezes chamado &lt;i style=""&gt;turiya, &lt;/i&gt;“o quarto’, porque está além dos três estados de manifestação (e os inclui); está além do bruto, do sutil e do causal (e assim os integra).&lt;sup&gt;1&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 17.85pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;sup&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;sup&gt;========================================================================================&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 21.8pt; text-align: justify; text-indent: -21.75pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;(1)&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O sistema Vedanta (e seu primo distante, o Vajrayana) contém um raro modelo geral das estruturas e dos estados da consciência, o que explicarei mais tecnicamente da seguinte maneira;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 21.3pt; text-align: justify; text-indent: 14.15pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Os cinco invólucros são invólucros da consciência, ou mente, em seu sentido mais amplo — consciência física, consciência emocional, consciência conceptual, consciência intuitiva, consciência espiritual. E a isso que me refiro como &lt;i style=""&gt;estruturas básicas &lt;/i&gt;da cons­ciência, as dimensões e níveis do Lado Esquerdo (superior) da psique humana.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 21.3pt; text-align: justify; text-indent: 14.15pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Mas o Vedanta percebeu que não existe corpo sem mente, nem consciência sem supor­te. Desse modo, cada mente é suportada por um corpo — o corpo grosseiro (suportando a mente inferior), o corpo sutil (sustentando as três mentes “intermediárias”), e o corpo causal (suportando a mente superior, ou não-manifesta). Esses corpos são apenas o supor­te material para o processo “consciente” — em outras palavras, eles representam as dimensões do Lado Direito da psique humana. (No Vajrayana, e no Tantra em geral, as três mentes estão suportadas por três “ventos”, ou correntes de energia, também referidas como grosseira, sutil e verdadeiramente sutil.)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 21.3pt; text-align: justify; text-indent: 14.15pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Assim, podemos representar precisamente o ponto de vista do Vedanta/Vajrayana fa­lando do corpo-mente grosseiro, do corpo-mente sutil e do corpo-mente causal, cobrindo o espectro tanto no domínio do Lado Esquerdo quanto no do Lado Direito, com uma importante condição: Deus está sempre dos dois lados (isto é, esses domínios são inseparáveis, a mente grosseira sempre ocorre junto com o corpo grosseiro, a mente sutil como corpo sutil, e assim por diante).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 21.3pt; text-align: justify; text-indent: 14.15pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Além disso, de acordo com o Vedanta/Vajrayana, essas &lt;i style=""&gt;estruturas básicas &lt;/i&gt;— os níveis do corpo-mente, grosseiro, sutil e causal, que são invólucros permanentes, ou níveis à disposição dos seres humanos — têm correlação com os estados temporários da consciên­cia (não estruturas&lt;i style=""&gt; &lt;/i&gt;permanentes, mas estados temporários), do seguinte modo: vivencia-se o corpo-mente grosseiro principalmente no estado de vigília, o corpo-mente sutil no estado de sonho, e o corpo-mente causal no estado de sono profundo sem sonhos (o não-manifesto). O que interessa aqui é que essas estruturas e estados não são simplesmente a mesma coisa (a falta de compreensão dessa distinção elementar tem prejudicado muitas teorias transpessoais).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 21.3pt; text-align: justify; text-indent: 14.15pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Em diversos &lt;i style=""&gt;estados &lt;/i&gt;meditativos, os níveis superiores do corpo-mente são levados à percepção, primeiro como estados temporários, e depois, com o tempo, como estruturas permanentes. O resultado final dessa conversão de estados em características é &lt;i style=""&gt;moksha &lt;/i&gt;ou liberação radical — uma liberdade radical de toda manifestação, como toda manifestação. Em outras palavras, o reconhecimento radical daquele Espírito que é tanto a meta quanto o fundamento de todos os estados e de todas as estruturas &lt;i style=""&gt;(turyia, &lt;/i&gt;a “quarta”, depois do corpo-mente grosseiro, sutil e causal — em outras palavras, o Vazio, ou Taleza, da demonstração inteira, que não é uma mudança de estado, mas a condição sem estado de todos os estados).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 21.3pt; text-align: justify; text-indent: 14.15pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Esse é um modelo extraordinário da consciência humana, o mais abrangente de todas as tradições (incorporando estruturas, estados e níveis tanto do corpo/Direito quanto da mente/Esquerdo). O que lhe falta, na minha opinião, são os detalhes de desenvolvimento (uma abordagem especializada nesse aspecto, feita pelo Ocidente moderno). Com uma sensibilidade mais ocidental de desenvolvimento, podemos adicionar uma compreensão das estruturas transitórias associadas com cada uma dessas estruturas básicas. O resultado dessa síntese seria um apanhado geral genuinamente Ocidente/Oriente, Apresento um modelo assim do capítulo 6 ao 10, e debato a razão por que essas adições são necessárias para preencher o modelo Vedanta/Vajrayana.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 21.3pt; text-align: justify; text-indent: 14.15pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Finalmente, o que falta no modelo Vedanta/Vajrayana — na verdade, o que está em geral faltando na filosofia perene — é uma compreensão de como o Inferior Esquerdo (cultural) e o Inferior Direito (social) influenciam de um modo profundo, e muitas vezes governam, a consciência e o comportamento individuais que eles, de outro modo, com­preendem tão bem. A Grande Corrente, por exemplo, parece diferente — &lt;i style=""&gt;está &lt;/i&gt;diferente — nos mundos mítico, mágico e mental. Isso é mais uma maneira de dizer que os estudos integrais devem ser não apenas “todos os níveis”, mas “todos os níveis, todos os quadrantes”. Os estudos de Gebser (I.E) e Marx (I.D.), por exemplo, não fazem sentido nenhum para um teórico da Grande Corrente, e, na verdade, nem têm lugar na visão tradicional, uma visão que, apenas nisso, é bastante inadequada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;sup&gt;========================================================================================&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 21.3pt; text-align: justify; text-indent: 14.15pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 17.85pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A versão vedanta dos cinco invólucros, por sua vez, é quase idêntica à versão judeu-cristã-muçulmana de matéria, corpo, mente, alma e espírito, desde que en­tendamos “alma” não apenas como um eu mais elevado, ou uma identidade mais elevada, mas como uma mente e uma cognição mais elevadas e mais sutis. E alma também significa, em todas&lt;i style=""&gt; &lt;/i&gt;as tradições místicas superiores, um “nó”, ou “contra­ção” (o que os hindus e budistas chamam de &lt;i style=""&gt;ahamkara)&lt;/i&gt;, que precisa ser desatado e dissolvido antes que a alma possa transcender a si mesma, morrer para si mesma, e assim encontrar uma identidade suprema com, e como, o Espírito absoluto (como disse Cristo: “Quem não odeia a própria vida não pode ser meu discípulo.”).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;“Alma”, então, é tanto o nível mais elevado que podemos atingir no cresci­mento individual quanto a barreira final, o nó final, para completar a iluminação ou suprema identidade, pela simples razão de que, como observador transcendental, fica fora de tudo o que observa. Uma vez que atingimos a posição de observador, a própria alma ou observador se dissolve, e permanece apenas o ato de percepção não-dualista, percepção que não olha para os objetos, mas é completamente una com todos os objetos (o zen diz: “É como provar o céu.”). A brecha entre sujeito e objeto vem abaixo, e a alma transcende a si mesma ou se dissolve, e surge a pura percepção não-dualista ou espiritual — que é bem simples, bem óbvia, bem clara. Você se dá conta de que seu ser intrínseco é vasto e aberto, vazio e claro, e que tudo o que surge em qualquer lugar surge dentro de você, como espírito intrínseco, espontaneamente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;modelo psicológico central do budismo &lt;i style=""&gt;mahayana &lt;/i&gt;são as oito &lt;i style=""&gt;vijnanas, &lt;/i&gt;os oito níveis da consciência. Os primeiros cinco são os cinco sentidos. O próximo é o &lt;i style=""&gt;manovijnana, &lt;/i&gt;a mente que opera na experiência sensorial. Depois vem o &lt;i style=""&gt;manas, &lt;/i&gt;que significa tanto a mente mais elevada quanto o centro da ilusão do eu separa­do. E o &lt;i style=""&gt;manas &lt;/i&gt;que olha para o &lt;i style=""&gt;alayavijnana &lt;/i&gt;e o confunde com um eu separado, ou&lt;span style=""&gt;      &lt;/span&gt; alma substancial, segundo a nossa definição. E, além desses oito níveis, tanto como fonte quanto como fundamento, está a pura &lt;i style=""&gt;alaya, &lt;/i&gt;ou puro Espírito vazio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 17.85pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não estou querendo minimizar algumas das diferenças bastante reais entre essas tradições. Estou apenas salientando que elas compartilham algumas seme­lhanças estruturais profundas, que atestam, cora eloqüência, a natureza genuina­mente universal de muitas de suas percepções.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 17.85pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;E assim podemos ter um final feliz: depois de ter descarrilhado temporariamen­te, durante o século XIX, devido a diversos reducionismos materialistas (do materialismo científico ao behaviorismo e ao positivismo), a Grande Corrente do Ser, a Grande Holarquia do Ser, está fazendo uma reestréia extraordinária. Aquele descarrilamento temporário — tentativa de reduzir a holarquia do ser ao seu nível mais baixo, a matéria — foi particularmente irritante na psicologia, que primeiro perdeu o espírito, depois perdeu a alma, depois a mente, e ficou reduzida apenas ao estudo do comportamento empírico, ou dos impulsos corporais, uma restrição que, em qualquer outra época ou lugar, seria uma definição precisa de insanidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 17.85pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Mas agora a holarquia evolutiva — o estudo holístico do desenvolvimento e da auto-organização de campos dentro de campos dentro de campos — é, mais uma vez, um tema dominante em muitas disciplinas científicas e comportamentais (como veremos), ainda que seja chamada por muitos nomes (a “enteléquia” de Aristóteles, para dar pelo menos um exemplo, é agora conhecida como “campos morfogenéticos” e “sistemas auto-organizados”). Isso não quer dizer que as ver­sões modernas da Grande Holarquia não ofereçam novas idéias, porque elas ofere­cem, particularmente quando se trata do desenvolvimento evolutivo da própria Grande Corrente. Cada vislumbre da Grande Holarquia é adequado; cada vislum­bre que avance um passo à frente é mais adequado...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 17.55pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Mas os aspectos essenciais são inequívocos. Ludwig von Bertalanffy, o funda­dor da Teoria Geral de Sistemas, resumiu perfeitamente: “A realidade, na concep­ção moderna, aparece como uma tremenda ordem hierárquica de entidades orga­nizadas, levando, numa superposição de muitos níveis, do sistema físico e químico ao sistema biológico e sociológico. Essa estrutura e combinação hierárquica em sistemas de ordens cada vez mais elevadas é característica &lt;i style=""&gt;da realidade como um todo, &lt;/i&gt;e de importância fundamental, especialmente na biologia, na psicologia e na sociologia.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 17.55pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Assim, por exemplo, na psicologia moderna, a holarquia é o paradigma &lt;i style=""&gt;estrutural &lt;/i&gt;e &lt;i style=""&gt;de processo &lt;/i&gt;dominante, atravessando o verdadeiro (e muitas vezes bem dife­rente) conteúdo das diversas escolas. Cada escola de psicologia do desenvolvi­mento reconhece alguma versão de hierarquia, ou uma série de discretos (mas contínuos) estágios irreversíveis de crescimento e desenvolvimento. Isso inclui os freudianos, os junguianos, os piagetianos, Lawrence Kohlberg, Carol Gilligan, e o behaviorismo cognitivo. Maslow, representando tanto a psicologia humanista quan­to a transpessoal, colocou a “hierarquia das necessidades” no centro do seu siste­ma — só para mencionar alguns.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 17.55pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;De Rupert Sheldrake e da sua “hierarquia de campos morfogenéticos aninha­dos” à “hierarquia das qualidades emergentes”, de Karl Popper, e ao “modelo eco­lógico da realidade”, de Birch e Cobb, baseado no “valor hierárquico”; do trabalho que preparou as bases dos sistemas auto-poiéticos, de Francisco Varela (“parece ser uma reflexão geral das riquezas dos sistemas naturais produzir uma hierarquia de níveis”), à pesquisa do cérebro de Roger Sperry, de sir John Eccles e de Wilder Penfield (“uma hierarquia de emergentes não-redutíveis”) e à teoria da crítica social de Jürgen Habermas (“uma hierarquia de capacidade comunicativa”) — a Grande Corrente está de volta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 17.55pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;E a única razão pela qual &lt;i style=""&gt;ninguém &lt;/i&gt;percebe isso é porque ela se esconde sob diversos nomes diferentes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 17.55pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Mas não importa; percebida ou não, ela já está a caminho. E a melhor coisa a respeito desse retorno é que agora a teoria moderna pode fazer uma religação com suas ricas raízes da filosofia perene, não apenas com Platão, Aristóteles, Plotino, Maimônides, Hegel e Teresa no Ocidente, mas também com Shankara, Padmasam­bhava, Chih-i, Fa-tsang, Abinavagupta e lady Tsogyal, no Oriente — tudo isso tornando-se possível devido ao fato de que muitos aspectos da filosofia perene realmente parecem perenes — ou essencialmente universais, onde quer que apa­reçam — cruzando assim tanto épocas quanto culturas, apontando direto ao cora­ção, à alma e ao espírito da família humana (na verdade, todos os seres sencientes como tal).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 17.55pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Na realidade, só há uma coisa a fazer, um item fundamental na agenda do retorno. Ainda que seja verdade que a holarquia evolutiva, como mencionei, é um dos paradigmas unificantes do pensamento moderno, da física à biologia, à psico­logia e à sociologia (ver, por exemplo, Laszlo, Jantsch, Habermas, Lenski, Dennett), mesmo assim, a maioria das escolas ortodoxas de inquirição admite apenas a existência da matéria, do corpo e da mente.&lt;sup&gt;2 &lt;/sup&gt;As dimensões mais elevadas da alma e do espírito ainda não atingiram essa posição. Pode-se dizer que o Ocidente moderno só reconhece três quintos da Grande Holarquia do Ser. A ordem do dia, então, é reintroduzir os outros dois quintos (a alma e o espírito).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 19.8pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Uma vez que reconheçamos e respeitemos todos&lt;i style=""&gt; &lt;/i&gt;os níveis e dimensões da Grande Corrente, reconheceremos, simultaneamente, todas as modalidades corresponden­tes de conhecimento — não apenas o olho da carne, que desvenda o mundo físico e sensorial, nem só o olho da mente, que desvenda o mundo lingüístico e simbóli­co, mas também o olho da contemplação, que desvenda a alma e o espírito. (Retornaremos a esse importante tópico no Capítulo 3.)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 19.8pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A ordem do dia, então, é a seguinte: vamos dar o último passo, e reintroduzir o olho da contemplação, que, como método científico e repetível, desvenda alma e espírito. E essa visão integral é, eu afirmo, o retomo final, o reentrelaçamento de nossa alma moderna com a alma da própria humanidade — o verdadeiro significa­do do multiculturalismo — de modo que, levantados em ombros de gigantes, pos­samos transcender mas incluir, o que sempre significa respeitar, sua presença re­corrente. Assim, a unificação da sabedoria antiga com o conhecimento moderno é o toque da trombeta da visão integral, um farol no deserto pós-moderno.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;strong&gt;FONTE: &lt;/strong&gt;Excerto do Capítulo I (O Espectro da Consciência) do livro “O Olho do Espírito”, de Ken Wilber, filósofo norte-americano criador da Filosofia Integral, publicado no Brasil pela Editora Cultrix, em 2001. Neste livro, o autor busca através de uma abordagem integrativa tecer os vários fragmentos do conhecimento humano numa coerente e inspiradora visão de mundo .&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2480458933532256779-9101374155145941874?l=getflorianopolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://getflorianopolis.blogspot.com/feeds/9101374155145941874/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://getflorianopolis.blogspot.com/2009/08/grande-holarquia-do-ser-ken-wilber.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480458933532256779/posts/default/9101374155145941874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480458933532256779/posts/default/9101374155145941874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://getflorianopolis.blogspot.com/2009/08/grande-holarquia-do-ser-ken-wilber.html' title='A Grande Holarquia do Ser - Ken Wilber'/><author><name>GET Florianópolis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2480458933532256779.post-6888394964788995309</id><published>2009-08-14T06:25:00.000-07:00</published><updated>2009-08-14T06:43:59.095-07:00</updated><title type='text'>Uma Introdução à Visão de Mundo de Leadbeater - Shirley Nicholson</title><content type='html'>&lt;div class="Section1"&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;No clima atual de interesse pelo Ocultismo, nova onda de atenção está sendo dirigida a investigadores clarividentes, como C. W. Leadbeater. Esses videntes bem dotados oferecem uma visão ampliada do homem e do universo que abrange áreas inteiras incognoscíveis, quando tomadas através de meios físicos de investigação. As perspectivas que expõem podem fornecer pistas para a compreensão de fenômenos de interesse atual, aliás inexplicáveis, como eventos parapsicológicos, prognosticação, cura, etc.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Quanto à autenticidade das faculdades clarividentes, o próprio Leadbeater percebeu, já em sua época, que "existe uma massa avassaladora de provas irrefutáveis da existência dessa faculdade". As provas do século XX são mais convincentes ainda.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Parapsicólogos coligem e acompanham casos espontâneos, assim como a conduta controlada por estudos de laboratório. Médicos consultam médiuns em casos difíceis de diagnosticar. Até a polícia se fia, por vezes, de médiuns para solucionar crimes intricados. Mas a prova mais convincente vem da estreita correspondência entre as narrativas relacionadas com mundos invisíveis, fornecidas por médiuns e clarividentes tanto nos tempos antigos quanto nos modernos. Dir-se-á que eles respondem à mesma realidade supersensorial, se bem que, necessariamente, com sua interpretação individual. Como diz Leadbeater: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;“o clarividente é simplesmente um homem que desenvolve, dentro de si mesmo, o poder de responder em outra oitava fora da escala estupenda de vibrações possíveis, e assim permite a si mesmo ver mais do mundo que o cerca do que os de percepção mais limitada.”(1)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;As palestras que compõem este livro, A VIDA INTERIOR, foram proferidas para estudantes de Leadbeater e Annie Besant, sua íntima colaboradora, e clarividente como ele. Leadbeater presumia que o seu público estivesse inteiramente familiarizado com a sua visão ampliada do mundo. Na presente edição parece-nos necessário esboçar algumas das principais características dessa visão, a fim de tornar o livro mais compreensível.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A visão ampliada do mundo não surgiu com Leadbeater, embora tenha preenchido muitos pormenores deixados anteriormente em branco. O seu esquema ajusta-se a uma tradição venerável, que acompanha a humanidade desde tempos pré-históricos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A História mostra um núcleo de verdade que transparece através dos séculos, às vezes ensinada abertamente, dominando uma cultura, como na Grécia antiga, outras vezes ensinada às ocultas e somente aos que a procuravam. Os princípios receberam denominações diferentes e vários aspectos foram enfatizados em épocas diversas, mas o que neles havia de fundamental permaneceu inalterado pelos séculos afora. O núcleo de compreensão é variadamente conhecido hoje como sabedoria antiga, filosofia oculta, tradição esotérica, teosofia. Chama-se "oculta" porque versa o que está escondido, o que não é óbvio. Versa os processos e leis da natureza, o que se situa atrás e além da ciência, e supõe o estudo dos princípios metafísicos que sustentam o universo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Podem encontrar-se traços dessa filosofia em várias fontes, como a Grécia antiga, Platão, Pitágoras, a Cabala, Zohar, o Gnosticismo Cristão, Lao- Tsé, as tradições hindu e budista, o Sufismo, para mencionarmos apenas algumas. O fio de verdade que corre através desses ensinamentos foi identificado por H. P. Blavatsky em sua obra notável sobre filosofia oculta, A Doutrina Secreta&lt;i style=""&gt;. &lt;/i&gt;Leadbeater conduziu suas investigações no contexto da visão do mundo antigo, tal como foi desenvolvida nos mesmos ensinamentos desta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Esta filosofia repousa sobre a premissa de que existe um princípio de substância imutável, homogênea, divina, do qual nasce o mundo. O mundo físico visível emerge, gradativamente, da sua fonte divina não-material. Essa idéia é altamente plausível no cenário da física moderna. A teoria da Relatividade de Einstein concebe o tempo e o espaço não como dados distintos e separados, mas como dados inseparáveis e interdependentes. A física nuclear - a ciência das partículas subatômicas - estriba-se na noção de campos elétricos e magnéticos inteiramente não-materiais. Falando de campos de &lt;i style=""&gt;quantum, &lt;/i&gt;ou campos que podem assumir a forma de &lt;i style=""&gt;quanta &lt;/i&gt;ou partículas, Fritjof Capra diz em O Tao da Física:&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;“O campo de quantum é visto como a entidade física fundamental; um meio contínuo presente em toda a parte do espaço. As partículas são simples condensações locais do campo; concentrações de energia que vão e vêm, perdendo, por essa razão, o caráter individual e dissolvendo-se no campo subjacente.” (2)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Esses campos e essa matéria não-materiais são vistos como uma coisa só; o material emerge das suas origens não-materiais e nelas desaparece.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;De acordo, porém, com a filosofia oculta, o mundo físico é apenas uma pequena parte do espectro total da matéria. É o mais denso, o mais concreto de uma série de mundos que vão do "superfísico", extremamente tênue, ao físico sólido. Esta idéia encontra-se nos mistérios egípcios antigos, no Hinduísmo e no Budismo, e tem paralelos na noção grega dos Elementos. Muitos clarividentes como Leadbeater, sensíveis a uma série enorme de estímulos, têm dado importante testemunho corroborativo da existência desses mundos mais finos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A idéia não é tão forçada numa época em que nossos aparelhos de televisão e nossos rádios, por exemplo, dão constante testemunho da existência de ondas supersensoriais que se precipitam à nossa volta. Instrumentos têm revelado a luz invisível, como a ultravioleta, sons inaudíveis além do alcance do ouvido humano, raios X, raios cósmicos, microondas e muito mais. Sabemos que o espaço à nossa volta está carregado de uma variedade de energias que não podemos detectar com os sentidos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Sustenta a filosofia oculta que existem diversos níveis de material supersensório, estruturados de maneira significativa, ordenadamente. De acordo com o modo com que Leadbeater apresenta esse conceito, o mundo físico familiar tríplice de sólidos, líquidos e gasosos estende-se para quatro estados mais raros de matéria, coletivamente denominados plano ou nível etérico. Essa matéria sutil interpenetra os objetos físicos, incluindo os corpos de coisas vivas, nos quais o seu papel está estreitamente ligado à vitalidade e à saúde.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Interpenetrando os mundos físico e etérico, há uma esfera radiante, sempre em&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText2"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;movimento, denominada plano ou mundo astral. Escrevendo na primeira década do século XX, diz Leadbeater: &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i style=""&gt;“... em algumas experiências, os nossos homens de ciência hão de estar, na realidade, desintegrando a matéria física, e atirando-a de volta ao plano astral; tudo indica que, nesse caso, eles devem sentir-se, neste momento, forçados a admitir a existência da matéria astral, embora, naturalmente, não pensem nela senão como nova subdivisão da matéria física.” (3)&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Os átomos, hoje, são subdivididos de maneira que ninguém sonhava no tempo de Leadbeater. O pronunciamento dele dá a entender que talvez as numerosas partículas, de vida curta, que aparecem nas câmaras de nuvem da física moderna emergem do plano astral.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O homem tem uma aura ou campo de energia no nível astral (a que Leadbeater&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;chamou corpo astral) que veicula a emoção e os desejos. Assim como a vida – ou energia vital - caracteriza o etérico, da mesma forma o sentimento ou emoção é o fenômeno de campo que ocorre no nível astral. O astral interpenetra o corpo físico e interage com ele por meio do etérico, ou vital, de sorte que as emoções e o corpo trabalham em íntima conexão. O nível mais fino seguinte, o da mente concreta, também está estreitamente ligado ao nível astral, tanto na aura da pessoa como no plano da natureza que lhe é característico, denominado plano mental inferior ou manásico.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Os centros turbilhonantes de energia chamados &lt;i style=""&gt;chacras, &lt;/i&gt;existentes em todos os níveis, ajudam a integrar as forças desses planos. Os chacras são centros de consciência, assim como focos de energia, e, dessa maneira, se acham também ligados ao despertar espiritual.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Os níveis superiores do plano mental estão associados ao pensamento filosófico abstrato, mais profundo. Leadbeater refere-se a ele chamando-lhe nível mental superior ou manásico. Além dele existe um nível cognominado &lt;i style=""&gt;búdico &lt;/i&gt;em muitos escritos teosóficos, os reinos da introvisão intuitiva, o mais tênue dos quais é a fonte do próprio sentimento do eu no homem, a essência espiritual humana em sua personificação mais pura.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Cada um desses níveis existe como um estado único de matéria rarefeita em toda a natureza, bem como em veículos individuais do homem, organizados com a matéria daquele plano. Leadbeater chama à matéria dos planos astral e mental "essência elemental". De acordo com a sua exposição cada um dos planos se subdivide em sete subplanos, que vão desde o mais sutil até o mais denso. Tais níveis de existência estão documentados na filosofia hindu e no Budismo, onde os veículos do homem em níveis diferentes se denominam &lt;i style=""&gt;koshas, &lt;/i&gt;ou invólucros. O Lama Anagarika Govinda, autoridade&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;contemporânea em Budismo tibetano, dá relevo à interpenetração dos diferentes planos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Esses invólucros, portanto, não são camadas separadas, as quais, uma depois da outra, se cristalizam em torno de um núcleo sólido, senão formas de energia que se penetram mutuamente, desde a mais fina consciência luminosa, "onirradiante", onipenetrante, até a forma mais densa de "consciência materializada", que aparece diante de nós como o nosso corpo físico, visível. Os invólucros correspondentes mais finos ou sutis penetram e, desse modo, contêm os mais grosseiros.(4)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Cada nível tem sua característica única e, como as notas de um acorde, são todas necessárias à expressão plena. Arthur Osborn em &lt;i style=""&gt;The Expansion of Awareness &lt;/i&gt;qualifica os planos de:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;“... outros modos de energia, organizados em esferas vibratórias a fim de permitir à consciência que funcione de maneiras definidas e limitadas.” (5)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Entretanto, por trás dos diversos modos e veículos, o homem permanece um ser unitário, singular. Consoante Rayno Johnson:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;“Visto assim nos contornos mais amplos, podemos ver no homem uma síntese de princípios ou veículos de significação cada vez maior e de poderes mais e mais amplos, à proporção que nos acercamos da sua essência, idêntica à realidade final.” (6)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Segundo o Ocultismo, o ser interior do homem tem três aspectos, análogos à divisão em espírito, alma e corpo, feita pelo apóstolo Paulo. Essencialmente, o homem é um ponto de consciência no solo divino do qual emerge. Essa Realidade Una permanece para sempre uma unidade indivisa. Não obstante, dela emanam raios que criam o &lt;i style=""&gt;atma &lt;/i&gt;imortal e indestrutível, como é cognominado em sânscrito. Destinado a envolver-se com a matéria cada vez mais densa, esse raio logra uma qualidade definida nos mundos de expressão material e, envolto numa película de matéria mais rara, converte-se na mônada. Envolvendo-se, em seguida, em material proveniente do reino mental, transforma-se no que Leadbeater denomina o Ego. O seu uso da palavra difere de todo e qualquer emprego moderno. Ele quer dizer Atma-Budi-Manas, a tríade espiritual ou alma do homem, com uma localização estável no plano mental superior. Essa é a entidade reencarnante que ostenta seus poderes gerando personalidades, sem cessar, nas várias culturas do homem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;De acordo com a filosofia oculta, toda a natureza - incluindo o homem ­ evolve de acordo com um plano grandioso. Os antigos gregos sustentavam a idéia da teleologia, fim intencionado que controla o curso dos acontecimentos. Até há pouco tempo essa noção era posta de lado, em virtude, principalmente, das interpretações da teoria de Darwin da variação casual e da sobrevivência do mais apto. Hoje em dia, porém, muitos biólogos estão achando a teoria inadequada para explicar a evolução, que não conseguem conciliar com o acaso cego. &lt;i style=""&gt;Sir &lt;/i&gt;Alister Hardy e L. L. Whyte, entre outros, sugerem que fatores no interior do organismo - e a própria vida - desempenham papel importante no conduzir a evolução. A direção no sentido de um alvo e a tensão feita são óbvias em todo o universo da vida. De acordo com Arthur Koestler:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i style=""&gt;“A parte desempenhada pelo acaso feliz reduz-se à de um gatilho que dispara a ação coordenada de um sistema; e sustentar que a evolução é produto do acaso cego significa confundir a ação simples do gatilho, governado pelas leis da estatística, com o complexo propósito intencional que o acionou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i style=""&gt;Qualquer processo diretivo... supõe uma referência ao futuro. A finalidade igual do processo de desenvolvimento, a luta da blástula para crescer e transformar-se em embrião, sem tomar em consideração os obstáculos e azares a que está exposta, podem conduzir o observador sem preconceitos à conclusão de que a atração do futuro é tão real quanto a pressão do passado e, às vezes, mais importante do que esta.” (7)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;E. Lester Smith e outros sugeriram que uma espécie de matriz ou campo de força não-material dirige o crescimento, o desenvolvimento e a evolução. Teilhard de Chardin, o jesuíta paleontologista, apresentou argumentos convincentes, segundo os quais o propósito da evolução é dar destaque à consciência expressando-a em formas cada vez mais requintadas, o que está de acordo com a filosofia oculta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Nos tempos modernos, as mudanças evolutivas do corpo do homem são insignificantes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Julian Huxley foi o primeiro a sugerir que o impulso evolutivo não é físico, mas psicossocial. O homem é o agente primário da evolução à medida que transmite suas realizações e sua cultura por intermédio da linguagem. Consoante a tradição oculta, a capacidade do homem de exprimir suas potencialidades mais altas, que residem em níveis espirituais mais sutis, mais espirituais, ainda está evoluindo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Esse desdobrar-se é proceder de acordo com um esquema de evolução a longo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;prazo, esboçado por Madame Blavatsky. O Homem está destinado a evolver através de sete grandes fases, denominadas &lt;i style=""&gt;raças-raízes, &lt;/i&gt;expressão que não coincide com a acepção atual da palavra raça. No sentido oculto, raça é mais uma qualidade de consciência do que um tipo físico. Até o momento presente, apareceram as primeiras cinco fases de consciência, ou "raças-raízes". O plano de sete raças-raízes repete-se sete vezes em grandes círculos chamados &lt;i style=""&gt;rondas, &lt;/i&gt;alguns dos quais ocorreram no passado distante em planos superfísicos. Estamos agora na quarta ronda. Conforme o ponto de vista do Ocultismo, a humanidade é muito mais velha do que dão a entender os dados antropológicos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A humanidade, como um todo, está na quinta raça-raiz, que começou a desenvolver-se em tempos pré-históricos na Índia, de acordo com Madame Blavatsky. Cada raça-raiz põe em relevo uma qualidade particular associada a um dos corpos do homem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A quinta raça-raiz enfatiza o desenvolvimento da mente racional, concreta. As&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;raças-raízes subdividem-se em sub-raças, cada qual com sua própria ênfase secundária da qualidade. Atualmente, a quinta sub-raça domina na América e na Europa ocidental, provocando uma ênfase na mente racional. Daí o desenvolvimento fenomenal da ciência e da tecnologia no Ocidente. A sexta sub-raça, que agora começa a desenvolver-se, trará a intuição e a introvisão unitiva. Prenúncios disto encontram-se em alguns pensadores mais eminentes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;É impossível identificar a sub-raça a que pertencem indivíduos de determinado grupo étnico. Como assinalam antropologistas, as diferenças no interior do grupo são, muitas vezes, maiores do que as diferenças entre os grupos. As qualidades de cada raça e de cada sub-raça são necessárias e de igual valor, de modo que não podemos dizer que os tipos anteriores sejam "inferiores" aos subseqüentes. A visão ocultista da evolução não se baseia tão-só na progressão linear, senão na expansão da consciência em profundidade, em que poderes latentes são atualizados e trazidos ao controle consciente pelo indivíduo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A filosofia ocultista sustenta que o homem ou a mulher, como ego ou alma, reencarna muitas vezes em cada uma das raças, desenvolvendo as várias qualidades que elas proporcionam. A reencarnação, idéia antiga das filosofias orientais, é hoje adotada por mais de metade da população do mundo. (No Ocidente, até membros da comunidade científica estão começando a interessar-se por ela. Recentemente, o dr. Ian Stevenson documentou casos que só parecem explicáveis através do conceito da reencarnação.)(8) Sustenta a filosofia ocultista que o sentido essencial de uma existência é assimilado pela alma e nela se incorpora entre as encarnações.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;As tradições orientais ensinam que efeitos dos acontecimentos e das ações de&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;uma vida podem ser transferidos para outras vidas. Assevera o Ocultismo que o universo é uma teia inseparável de interconexões dinâmicas. Corroboram essa maneira de ver a física moderna e os estudos de ecologia. De acordo com o Budismo e o Hínduísmo, o equilíbrio dinâmico da vida é mantido pela lei do carma, que significa &lt;i style=""&gt;ação. &lt;/i&gt;Capra define o carma como:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i style=""&gt;“... o princípio ativo do jogo, o universo total em ação, onde tudo está dinamicamente ligado a tudo o mais. Segundo o Gita, "o Carma é a força da criação, da qual todas as coisas recebem sua vida", (9)&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O equilíbrio produzido pelo carma resulta em ordem e legitimidade que se estendem ao reino moral e à atividade humana. A expressão bíblica, "Como semeardes, assim colhereis", capta a essência dessa lei em ação. O resultado de nossos atos torna-se manifesto, não somente nos eventos e circunstâncias de nossas vidas, mas também no nosso caráter. Falando sobre os ensinamentos do Vedanta, diz Zimmer:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;“... o fruto portador do carma são os incidentes e elementos da nossa atual biografia, bem como os traços e disposições da personalidade que os produz e suporta.” (10)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O Lama Govinda comenta o mecanismo que aqui funciona:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;“o caráter nada mais é que a tendência da nossa vontade, formada por ações repetidas. Cada ato deixa um traço, um caminho feito pelo processo de caminhar, e onde quer que exista um caminho assim palmilhado, ali constatamos, quando se apresenta uma situação semelhante, que tomamos esse caminho espontaneamente. Essa é a lei da ação e da reação, a que damos o nome de carma, a lei do movimento na direção da menor resistência ... É o que comumente conhecemos como "força do hábito". Quando saímos de uma e entramos em outra vida, a consciência assim formada constitui o núcleo ou germe da nova personificação.” (11)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Na terminologia de Leadbeater, esse núcleo consiste em "átomos permanentes", que passam de uma encarnação a outra. Um átomo de matéria de cada um dos planos inferiores liga-se à mônada para servir de repositório de experiência naquele plano, através de todas as séries da encarnação do indivíduo. A noção budista dos &lt;i style=""&gt;skandhas &lt;/i&gt;é semelhante a essa idéia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Vê-se, dessa forma, que o próprio homem é o autor do seu destino, parte do qual escreveu num passado distante. Mas o resultado das suas ações são menos recompensas e punições do que experiências educativas para o seu crescimento. Além disso, o carna não supõe uma predestinação fixa. Novas atitudes e maneiras de responder a circunstâncias servem de novas causas capazes de alterar (mas não obliterar) o resultado de ações anteriores. &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;À &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;proporção que o homem assume maior controle de si mesmo, exerce maior influência consciente sobre o curso de sua vida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Todas as religiões ensinam um modo de acelerar o desenvolvimento espiritual.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Práticas espirituais, como a ioga, a meditação, a oração, os mantras, destinam-se a despertar poderes latentes. Neste livro, Leadbeater refere-se a muitos aspectos da vida interior associados ao crescimento espiritual. As palestras nele enfeixadas eram dirigidas a estudantes no caminho do desenvolvimento espiritual que buscavam desenvolver-se a fim de poder prestar maiores serviços.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Leadbeater alude freqüentemente a adeptos, Mestres e outros seres altamente evoluídos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A existência de tais seres é uma conseqüência natural da lei da evolução da vida consciente. No Oriente, a existência de pessoas espiritualmente maduras é tida como líquida e certa; nessa suposição se baseia a tradição guru-discípulo. O Ocidente também reconheceu iniciados e adeptos, sobretudo no antigo Egito e no tempo das escolas gregas de mistério. Não só o Ocultismo mas também a filosofia oriental amontoaram umas sobre as outras categorias de seres evoluídos numa hierarquia sem fim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Alguns são conhecidos como grandes homens da História, ao passo que a maioria trabalha em silêncio e no isolamento. Vários tipos de seres avançados são mencionados como adeptos, chohans, Dhyan Chohans, devas e assim por diante. Embora sejam seres individuais distintos, todos inerem a uma vida universal divina, e são só seus centros. Leadbeater enfatiza, em particular, um ser que está muito além do nível da humanidade, a quem chama de Logos Solar. No seu entender, a vida dos seres divinos penetra, sustenta e dirige todo o sistema solar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O Sr. Leadbeater, homem da maior integridade, usava a sua visão com tanta objetividade e cuidado quanto possível. A maior parte das suas investigações foram corroboradas por outros clarividentes que trabalhavam com ele. Sem embargo disso, algumas colorações culturais e modelos vitorianos de pensamento do seu tempo insinuaram-se necessariamente nas suas interpretações. Mas quaisquer distorções ligeiras ou expressões obsoletas são mais que superadas pela grandeza da sua visão e pelas suas fascinantes observações sobre os reinos ocultos da natureza.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Shirley Nicholson&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i style=""&gt;6 de novembro de 1977&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;Notas e Referências:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;1. C. W. Leadbeater, &lt;i style=""&gt;Man Visible and Invisible. &lt;/i&gt;Adyar, Madrasta, índia: The Thoosoprucal Publishing House, 1942, p. 26. [O &lt;i style=""&gt;Homem Visível e Invisível, &lt;/i&gt;Editora Pensamento, São Paulo, 1988.]&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;2. Fritjof Capra, &lt;i style=""&gt;The Thao of Physics. &lt;/i&gt;Boulder: Shambhala Publications, Inc., 1975, p. 210. [O &lt;i style=""&gt;Tao da Física, &lt;/i&gt;Editora Cultrix, São Paulo, 1988.]&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;3. C. W. Leadbeater, &lt;i style=""&gt;The lnner Life, &lt;/i&gt;VoLlI. Wheaton: The Theosophical Press, 1942, p. 179.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;4. Lama Anagarika Govinda, &lt;i style=""&gt;Foundations ofTibetan Mysticism. &lt;/i&gt;Nova York: Samuel Weiser, 1947, p. 148. &lt;i style=""&gt;[Fundamentos do Misticismo Tibetano, &lt;/i&gt;Editora Pensamento, São Paulo.]&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;5. Arthur W. Osborn, &lt;i style=""&gt;The Expansion of Awareness, &lt;/i&gt;Adyar, Madrasta, índia: The Thoosophical Publishing House, 1961, p. 65.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;6. Raynor C. Johnson, &lt;i style=""&gt;The Imprisoned Spíendour, &lt;/i&gt;Wheaton: The Theosoprucal Publishing House, 1971, 1977, p. 262.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;7. Arthur Koestler, &lt;i style=""&gt;Nature, &lt;/i&gt;1965, pp. 208, 1.033.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;8. Ian Stevenson, M.D., &lt;i style=""&gt;Twenty Cases Suggestive of Reincarnation, &lt;/i&gt;Charlottesville: University Press of Virginia, Rev. 211 edição.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;9. Capra, &lt;i style=""&gt;op. cit., &lt;/i&gt;p. 156.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;10. Heinrich Zinuner, &lt;i style=""&gt;Philosophies of India. &lt;/i&gt;Nova York: Meridian Books, 1956, p. 442.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;11. Govinda, &lt;i style=""&gt;op. cit., &lt;/i&gt;p. 243.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;FONTE:&lt;/strong&gt; “A Vida Interior”, de C. W. Leadbeater,  publicado no Brasil pela Editora Pensamento, em 1996.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2480458933532256779-6888394964788995309?l=getflorianopolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://getflorianopolis.blogspot.com/feeds/6888394964788995309/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://getflorianopolis.blogspot.com/2009/08/uma-introducao-visao-do-mundo-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480458933532256779/posts/default/6888394964788995309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480458933532256779/posts/default/6888394964788995309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://getflorianopolis.blogspot.com/2009/08/uma-introducao-visao-do-mundo-de.html' title='Uma Introdução à Visão de Mundo de Leadbeater - Shirley Nicholson'/><author><name>GET Florianópolis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2480458933532256779.post-1130750171956677194</id><published>2009-08-01T18:30:00.000-07:00</published><updated>2009-08-01T19:14:23.973-07:00</updated><title type='text'>Palestra Pública Gratuita de Teosofia em Florianópolis</title><content type='html'>Tema: Os Veículos de Manifestação da Consciência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palestrante: Adolfo Kuhn Pfeifer, engenheiro, mestre em ergonomia, com formação em orientação profissional, é membro da Sociedade Teosófica desde 1999 e atual coordenador do GET Florianópolis. É vegetariano desde 2001.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Data: 04/08/2009 (3a. feira)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Horário: das 20:00h às 22:00h&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Local: Atman Amara (www.atmanamara.com.br) - Rua José Francisco Dias Areias, 390 - Bairro Trindade - Fones (48) 3333 2311 - 99616709&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Organização: Grupo de Estudos Teosóficos de Florianópolis – GET Florianópolis, vinculado à Sociedade Teosófica no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Informações: (48) 9960 0637 (&lt;a href="mailto:get.florianopolis@sociedadeteosofica.org.br" target="_blank" send="true"&gt;get.florianopolis@sociedadeteosofica.org.br&lt;/a&gt; )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observações: Os participantes da palestra são convidados para uma segunda reunião de aprofundamento do tema.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2480458933532256779-1130750171956677194?l=getflorianopolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://getflorianopolis.blogspot.com/feeds/1130750171956677194/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://getflorianopolis.blogspot.com/2009/08/palestra.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480458933532256779/posts/default/1130750171956677194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480458933532256779/posts/default/1130750171956677194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://getflorianopolis.blogspot.com/2009/08/palestra.html' title='Palestra Pública Gratuita de Teosofia em Florianópolis'/><author><name>GET Florianópolis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2480458933532256779.post-9064255158811491402</id><published>2009-06-24T03:56:00.000-07:00</published><updated>2009-06-24T04:01:51.937-07:00</updated><title type='text'>Palestra Pública em Florianópolis - Contribuições da Teosofia para o Século XXI</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Tema&lt;/strong&gt;: Contribuições da Teosofia para o Século XXI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Palestrante&lt;/strong&gt;: Marcos Luís Borges de Resende, Presidente Nacional da Sociedade Teosófica no Brasil, membro desde 1968, conferencista internacional, mestre em Direito e Estado, juiz do Tribunal Regional Eleitoral do DF, conselheiro da OAB/DF, professor universitário, fundador do Instituto Krishnamurti, diretor da União Planetária – UP e vegetariano (terceira geração da família).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dia&lt;/strong&gt;: 03 de Julho (6ª feira)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Horário&lt;/strong&gt;: das 19:30h às 20:30h&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Local&lt;/strong&gt;: Atman Amara – Centro de Metafísica (&lt;a class="moz-txt-link-abbreviated" href="http://www.atmanamara.com.br/"&gt;www.atmanamara.com.br&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;Rua José Francisco Dias Areias, 390 – Fone: (48) 3333 2311&lt;br /&gt;Bairro Trindade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Informações&lt;/strong&gt;: Adolfo – fone: (48) 9960 0637 e&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2480458933532256779-9064255158811491402?l=getflorianopolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://getflorianopolis.blogspot.com/feeds/9064255158811491402/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://getflorianopolis.blogspot.com/2009/06/palestra-publica-em-florianopolis.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480458933532256779/posts/default/9064255158811491402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480458933532256779/posts/default/9064255158811491402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://getflorianopolis.blogspot.com/2009/06/palestra-publica-em-florianopolis.html' title='Palestra Pública em Florianópolis - Contribuições da Teosofia para o Século XXI'/><author><name>GET Florianópolis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2480458933532256779.post-6971364128165992607</id><published>2009-06-05T07:35:00.000-07:00</published><updated>2009-06-05T07:51:05.736-07:00</updated><title type='text'>A Lei Una Fundamental - Helena P. Blavatasky</title><content type='html'>&lt;em&gt;"A unidade radical da essência última de cada parte constitutiva dos elementos compostos da Natureza, desde a estrela ao átomo mineral, desde o mais elevado Dhyãn Chohan ao mais humilde dos infusórios, na completa acepção da palavra, quer se aplique ao mundo espiritual, intelectual ou físico - esta é a lei una fundamental na Ciência Oculta. "  (Doutrina Secreta)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quatro Idéias Básicas&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não importa o que se estude na Doutrina Secreta (DS), a mente deve manter com firmeza as seguintes idéias como base de sua ideação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(a) A UNIDADE FUNDAMENTAL DE TODA A EXISTÊNCIA. Essa unidade é algo completamente diferente da noção comum de unidade - como quando dizemos que uma nação ou um exército está unido, ou que este planeta está unido a outro por linhas de força magnética, ou algo semelhante. O ensinamento não é esse, e sim o de que a existência é UMA COISA, não uma coleção de coisas colocadas juntas. É o SER TOTAL. É indivisível, pois de outro modo não seria absoluto. Se fosse possível separar-lhe uma parte, o restante não poderia ser absoluto, pois surgiria imediatamente a questão da COMPARAÇÃO entre ele e a parte separada, e a Comparação é incompatível com a idéia de absoluto. Conseqüentemente, é evidente que essa EXISTÊNCIA ÚNICA, ou Ser Absoluto deve ser a Realidade existente em cada forma que existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Átomo, o Homem, o Deus são, separadamente ou em conjunto, o Ser Absoluto em última análise; e isto é a sua INDIVIDUALIDADE REAL. Este é o conceito que se deve manter sempre no fundo da mente para servir de base para toda concepção que surgir do estudo da DS. No momento em que esquecemos disso (o que é fácil acontecer quando estamos envolvidos com um dos muitos aspectos intrincados da Filosofia Esotérica) sobrevém a idéia da SEPARAÇÃO e o estudo perde seu valor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(b) A segunda idéia a manter com firmeza é a de que NÃO EXISTE MATÉRIA MORTA. O mais ínfimo átomo está vivo. E não poderia ser de outra forma, pois cada átomo é fundamentalmente por si mesmo o Ser Absoluto. Por isso não existe coisa tal como "espaços" de Éter ou Akasha, ou chame como quiser (...) O verdadeiro conceito é o de que cada átomo de substância, não importa de que plano, é ele mesmo uma VIDA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c) A terceira idéia a manter é de que o Homem é o MICROCOSMO. Assim sendo, todas as Hierarquias dos Céus existem nele. Mas em verdade não existe nem Macrocosmo, nem Microcosmo, mas UMA EXISTÊNCIA. O grande e o pequeno só existem como tais quando vistos por uma consciência limitada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;d) A quarta e última idéia é aquela expressa no Grande Axioma Hermético, que na verdade resume e sintetiza todas as outras:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o Interno assim é o Externo, como o Grande assim é o Pequeno; como é acima, assim é abaixo; só existe UMA VIDA E UMA LEI e o que atua é o ÚNICO. Nada é Interno, nada é Externo; nada é GRANDE, nada é Pequeno; nada é Alto, nada é baixo na Economia Divina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deve-se buscar relacionar com essas idéias básicas qualquer coisa que se estude na DS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TRÊS PROPOSIÇÕES FUNDAMENTAIS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I. Um Princípio Onipresente, Eterno, Sem Limites e Imutável, sobre a qual toda a especulação é impossível, porque transcende o poder da concepção humana, e porque somente o diminuiria qualquer expressão ou comparação humana. Está fora dos limites e do alcance do pensamento, e segundo as palavras do Mandukya, é “impensável e impronunciável”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que os leitores percebam mais claramente estas idéias, devem começar com o postulado de que há Uma Realidade absoluta anterior a todo Ser manifestado e condicionado. Esta Causa Infinita e Eterna, obscuramente formulada no “Inconsciente” e no “incognoscível” da filosofia européia corrente, é a Raiz sem Raiz de “tudo quanto foi, é ou será”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II. A Eternidade do Universo in toto, como plano sem limites, periodicamente "cenário de Universos Inumeráveis, manifestando-se e desaparecendo incessantemente", chamados "estrelas que se manifestam", e "centelhas da Eternidade". "A Eternidade do Peregrino" é como um abrir e fechar de Olhos da Auto-Existência (Livro de Dzyan). "O aparecimento e desaparecimento de Mundos é como o fluxo regular das marés."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta segunda afirmação da Doutrina Secreta é a universalidade absoluta daquela lei de periodicidade, de fluxo e refluxo, de decadência e crescimento, que a ciência física tem observado e registrado em todas as esferas da Natureza. Uma alternância tal como dia e noite, vida e morte, sono e vigília, é um fato tão perfeitamente universal e sem exceção que será fácil compreender de que forma vemos neles uma das Leis absolutamente fundamentais do Universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afirma também a Doutrina Secreta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III. A identidade fundamental de todas as Almas com a Alma Suprema Universal, sendo esta última um aspecto da Raiz Desconhecida; e a peregrinação obrigatória de todas as Almas, centelhas daquela, através do Ciclo de Encarnação (ou de "Necessidade") de acordo com a lei cíclica e cármica durante todo o período. Em outras palavras, nenhuma Buddhi puramente espiritual (Alma divina) pode ter uma existência (consciente) independente, antes que a centelha emanada da Essência pura do Sexto Princípio Universal, ou seja, da ALMA SUPREMA, tenha (a) passado por todas as formas elementares pertencentes ao mundo fenomenal daquele Manvantara, e (b) adquirido a individualidade, primeiramente por impulso natural, e depois pelos esforços planejados e induzidos por si mesmo e regulados por seu Karma, ascendendo assim por todos os graus de inteligência, desde o Manas inferior até o superior; do mineral e planta ao Arcanjo (Dhyani-Buddha) mais sublime. A Doutrina central da Filosofia Esotérica não admite para o homem nenhum privilégio ou dom especiais, salvo aqueles adquiridos por seu próprio Ego, por esforço e mérito pessoais, através de uma longa série de metempsicoses e reencarnações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;FONTE:&lt;/strong&gt; Fundamentos da Filosofia Esotérica, compilação de escritos de Helena P. Blavatsky, publicado no Brasil pela Ed. Teosófica.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2480458933532256779-6971364128165992607?l=getflorianopolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://getflorianopolis.blogspot.com/feeds/6971364128165992607/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://getflorianopolis.blogspot.com/2009/06/doutrina-secreta-e-seu-estudo-helena-p.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480458933532256779/posts/default/6971364128165992607'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480458933532256779/posts/default/6971364128165992607'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://getflorianopolis.blogspot.com/2009/06/doutrina-secreta-e-seu-estudo-helena-p.html' title='A Lei Una Fundamental - Helena P. Blavatasky'/><author><name>GET Florianópolis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2480458933532256779.post-6016703572574345774</id><published>2009-06-05T05:38:00.000-07:00</published><updated>2009-06-05T06:11:58.553-07:00</updated><title type='text'>La Aplicación Práctica De Las Tres Proposiciones Fundamentales De La Doctrina Secreta</title><content type='html'>&lt;em&gt;(1) Un Principio Omnipotente, Eterno, Sin Límites e Inmutable… una Realidad absoluta anterior a todo Ser manifestado y condicionado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(2) la universalidad absoluta de esa ley de periodicidad que la ciencia física ha observado…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(3) la identidad fundamental de todas las Almas con el Alma Suprema Universal… y la peregrinación obligatoria para todas las Almas… a través del Ciclo de Encarnación… conforme con la Ley Cíclica y Kármica…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Las Proposiciones Fundamentales completas, ver Vol. I, págs. 29/82)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;“El problema que existe con las tres Proposiciones Fundamentales es que están por allí, arriba en el azul, en algún lado. No solucionan ninguno de mis problemas. ¿Por qué molestarme en estudiarlas?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menudo escuchamos esta queja, no sólo respecto a las tres Proposiciones Fundamentales, sino a toda La Doctrina Secreta. Se dice que los conceptos son demasiado abstractos, muy vastos, demasiado impracticable su comprensión. Sin embargo, si La Doctrina Secreta no hiciera otra cosa que elevar nuestras mentes “allá arriba en el azul”, habría cumplido con un valioso objetivo. Tendríamos una perspectiva más amplia, podríamos ver nuestros problemas como un todo y tal vez detendríamos nuestra interminable carrera sin sentido de duda y especulación. Es en el nivel de “los problemas diarios” que comenzamos a especular: “¿Es esto correcto?, ¿está bien?, ¿debo hacer esto? ¡Debe haber alguna respuesta en alguna parte!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La lógica pura nos daría respuestas, pero rara vez somos capaces de lógica pura en el nivel de “los problemas diarios”. Viene de una octava mucho más elevada de nuestro ser, y escasamente puede abrir una brecha en la maraña de dudas, miedos, enojos, temores y otras frecuentes emociones incontrolables que nos bloquean cuando nos encontramos en medio de situaciones que parecen empujamos en diferentes direcciones al mismo tiempo, es decir cuando debemos elegir entre ésta, aquélla, o alguna otra acción, o permanecer paralizados en la inacción. En casos extremos incluso nos preguntamos por qué los Maestros no nos ayudan, nos muestran qué hacer, o qué dirección tomar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sugiero que nos han dado direcciones en La Doctrina Secreta, específicamente en las tres Proposiciones Fundamentales. Ellas establecen los principios básicos que operan dentro del Universo y subyacen en él. Nosotros somos inevitablemente una parte de ese accionar y de ninguna manera podemos apartarnos de él. De este modo, cuando comprendemos que estos principios gobiernan nuestro ser, comenzamos a comprender que podemos aplicarlos en un infinito número de situaciones. Al respecto, tal vez sea significativo, que una definición de lógica es “un sistema de principios subyacentes”. Seguramente esto es lógica en su forma pura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entonces tal vez podemos dirigirnos hacia ese nivel más profundo y elevado para iluminar nuestro diario vivir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NECESIDAD DE ESFUERZO PERSONAL &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Es en nuestro mundo de cada día que necesitarnos encontrar la “aplicación práctica” de estas verdades trascendentales. No podemos esperar que nos lleven de la mano y que se nos diga “¡Ahora debes hacer esto o aquello!”. Seguramente los Adeptos se convirtieron en lo que son por medio de un largo y a menudo agonizante esfuerzo por aprender a aplicar los principios que ellos han expuesto. El peregrino difícilmente puede esperar que el sendero le resulte fácil o suave, aunque se lastimen sus pies o se fatigue. Esto se menciona claramente en Cartas de los Maestros a A.P. Sinnett (Carta 54, pág. 328, Editorial Orión, 1ª Edición en castellano) “El hecho es que hasta la última y suprema iniciación todo chela… es dejado a su propia voluntad y determinación. Tenemos que librar nuestras propias batallas, y el adagio familiar “el Adepto se vuelve tal, no es hecho tal” es verdad en todo sentido”. Dicho de otro modo, desarrollamos nuestros músculos espirituales usándolos, no si se nos evita la necesidad de usarlos. La respuesta natural a esto podría ser: “Pero el adeptado es algo lejano en el futuro. ¡Necesito algo que me ayude ahora!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Debemos recordar que cada paso que demos, por pequeño que sea, nos lleva inexorablemente en una dirección o en otra, hacia la realización de nuestra naturaleza divina o hacia su degradación. Estamos equivocados al desmerecer inclusive esos pequeños esfuerzos que puedan parecernos de poca importancia; si están de acuerdo con nuestras mejores capacidades al presente, son seguramente pasos necesarios en nuestro viaje evolutivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PRINCIPIOS INVIOLABLES&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Se sugirió con anterioridad que las tres Proposiciones Fundamentales pueden mostramos nuestra dirección. Si las comprendemos como principios inviolables del universo y de nuestra propia naturaleza, entonces no necesitamos pensar más en ellos como algo ajeno a nosotros, algo “arriba en el azul en alguna parte”. Mejor dicho, pueden llegar a ser a tal punto parte de nuestras vidas, que ya no necesitemos pensar en ellos concienzudamente. Pueden servirnos como una fuente espontánea de verdad en cada circunstancia y situación. La medida en que esto ocurra seguramente dependerá del grado de profundidad en que han echado raíces en nuestro ser. Si les restamos valor, concentrándonos sólo en consideraciones mundanas, nos perdemos en la confusión de decisiones; sólo en la fuente de la verdad “la elección sin elección” es posible. H.P.B. dijo sobre las tres Proposiciones: “No sería aquí el lugar para iniciar una defensa o prueba de su inherente razonabilidad, ni puedo detenerme a mostrarles cómo, ciertamente, están contenidas en cada sistema de pensamiento o filosofía, dignos de su nombre. Cuando el lector ha obtenido una clara comprensión de ellas y ha percibido la luz que arrojan sobre cada problema de la vida, no necesitarán mayor justificación a sus ojos, porque su verdad será tan evidente como el sol en el cielo». (La Doctrina Secreta, Vol. I, pág. 84 –el destacado en cursiva ha sido agregado–)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Con estas afirmaciones en mente, podemos comenzar a considerar las Proposiciones. Al principio no será posible evitar mencionar algunas ideas abstractas. Pero pocos de nosotros habremos estado interesados en la Teosofía, si no nos hemos dado cuenta que detrás de todo lo que vemos, escuchamos, tocamos, gustamos y olemos, subyace una abstracción, una “no–cosa”, que no es “nada” sino la fuente oculta de todas las cosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PRIMERA PROPOSICIÓN &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La primera Proposición se refiere a esta fuente oculta –un “Principio Omnipresente, Sin Límites e Inmutable” que H.P.B. dice es “la Realidad absoluta una que antecede todo lo manifestado y condicionado”. Ésta es la “Causa Infinita y Eterna… la raíz sin raíz de “todo lo que fue, es, o ha de ser”. Es lo Absoluto, la “Seidad” más bien que el Ser. (vol. I, pág. 79). Es importante que reflexionemos sobre esto, no dejarlo por impaciencia o frustración, o por la afirmación de H.P.B. que esta Seidad está “más allá del pensamiento o la especulación”. Obviamente, no es cuestión de especular con ella, sino de un conocimiento interno, que no es conocimiento intelectual. Sentimos que no sabemos, y que no podemos saber mucho sobre la Seidad. Sabemos que somos “ser–es” y como tales estamos atrapados en una trama de circunstancias; a menudo podemos preguntarnos si deberíamos tratar de escaparnos o simplemente de renunciar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciertamente no podemos escaparnos, y por la misma razón es inútil tratar de renunciar. Pero por los poderes inherentes en la Seidad, que son los poderes potenciales del Ser, podemos aprender a dirigir nuestra respuesta a las circunstancias, que en su verdadero sentido es dirigir las circunstancias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Otra dificultad para nosotros, quizás, es comprender la idea de un potencial infinito sin la existencia de cosas específicas separadas. Si podemos usar de algún modo una analogía condicionada, (basándonos en la afirmación de H.P.B. que la analogía es “el único y verdadero hilo de Ariadna” que nos llevará a la solución de los misterios básicos de la Naturaleza), deberíamos considerar la mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Supongamos que, aunque sea por un instante, pudiéramos dejar la mente totalmente en blanco –completamente, sin ningún pensamiento en particular. En este estado los pensamientos, como pensamientos, no existen; están podríamos decir “en disolución”; lo que existe es “el pensamiento total”. Nada ocurre. Tenemos sólo la auto–existencia de la mente misma–mentidad, más que mente. Sin embargo allí existe el potencial para un número infinito de pensamientos separados. La mente puede pensar en cualquier cosa. Las posibilidades son ilimitadas. Y en el instante en que tal mentidad (estado de mente) se vuelve una mente, se precipitan pensamientos específicos. Esto es “automático”. Nada hace que esto ocurra, sólo ocurre porque el pensamiento es la actividad natural de la mente. Sin embargo no se ha separado de tal mentidad; sólo hubo la expresión de la mentidad en una mente, y por lo tanto, en pensamientos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Más o menos del mismo modo, el universo (y deberíamos recordar que cada uno de nosotros es el universo en miniatura) se precipita de la Seidad al Ser, cuando el impulso creativo comienza a agitarse. No hay una separación de la Seidad; el Ser está en manifestación. Esta manifestación asume innumerables formas por la infinita riqueza de su fuente, El principio eterno e inmutable (Seidad) dice H.P.B. “continúa siendo un principio sin comienzo ni fin; pero está latente en cada átomo en el Universo, y es el universo mismo. (Vol. I, pág. 286)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;VALOR PRÁCTICO DE LA PRIMERA PROPOSICIÓN&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;¿Tiene alguna aplicación práctica saber todo esto? Puede parecer remoto de todo aquello con lo que estamos relacionados a diario, a menos que podamos verlo ocurriendo constantemente, no sólo en el hecho mismo de nuestra presencia aquí en este mundo físico, sino en cada situación, en cada acontecimiento en el que tomamos parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Profundizando un poco más en este concepto, podemos notar que H.P.B. nos dice en su comentario que esta Realidad Absoluta tiene tres aspectos. Ella los denomina Movimiento Abstracto Absoluto, Espacio Abstracto Absoluto y Duración. Nuevamente puede parecemos estar tratando ideas difíciles de entender. Sin entrar en discusión sobre estos aspectos en el sentido “absoluto”, consideremos qué significan en relación con nosotros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Al Movimiento Abstracto Absoluto se lo llama Ideación pre–cósmica. Es la raíz de esa cualidad que hace posible la creatividad, es la raíz de la consciencia individual. Por medio de infinitas degradaciones y “rebajes” (semejante a cómo un ransformador reduce el poder de la electricidad, de forma que se vuelve útil en vez e destructivo), se manifiesta como nuestra mente, nuestro pensamiento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El Espacio Abstracto Absoluto se define como “espacio pre–cósmico” –la raíz de esa cualidad que hace posible las formas– le da a la creación la “posibilidad de todas las cosas”. Es el substratum de la materia, es decir el potencial raíz de todo tipo de materia que podemos conocer aquí en el mundo físico, incluyendo nuestros cuerpos físicos, sin mencionar las formas más sutiles de materia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La Duración es la raíz del tiempo, allí de donde surge el principio de orden en la manifestación. Es la raíz de esa cualidad que hace posible la acción. Entonces, de esta Realidad una absoluta obtenemos nuestra consciencia, nuestra mente, nuestro poder del pensamiento, nuestro poder de crear. Obtenemos la materia, de la cual se crean las cosas; y obtenemos el tiempo, que nos da libertad para una acción creativa. Esta Realidad no sólo es la raíz de nosotros mismos, es la raíz de todo lo que somos, de todo aquello con lo que trabajamos, y de toda capacidad bajo nuestras órdenes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DOCTRINA DE LA VIDA UNA&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;De esta verdad sublime proviene la doctrina de la Vida Una. Si para nosotros es una realidad, no podemos considerar la fraternidad como un mero ideal que algún día se convierta en realidad, en un futuro lejano. Vemos la fraternidad como una ley inevitable –tan inevitable como la ley de la gravedad o cualquier otra ley natural por la que la Vida Una se manifiesta. Esto implica no sólo respeto por los seres humanos, sino respeto por la vida toda. Comprendemos que no podemos violar esta ley; podemos chocar contra ella y lastimarnos, hasta que aprendamos a obedecerla moralmente, tan instintivamente como obedecemos ahora en el físico la ley de gravedad. Podemos decir que ésta es la aplicación práctica esencial de la primera Proposición Fundamental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SEGUNDA PROPOSICIÓN&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;La segunda Proposición afirma “la universalidad absoluta de la ley de periodicidad” por medio de la cual opera la Vida Una manifestándose como “el flujo y reflujo regular de las mareas”, (Vol. I, pág. 81). H.P.B. agrega que alternativas tales como Día y Noche, Vida y Muerte, Sueño y Vigilia, son hechos absolutamente fundamentales de la naturaleza. Ella se refiere al universo mismo con la manifestación periódica de la Realidad Una postulada en la primera Proposición.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por lo tanto la ley de periodicidad se extiende a los límites máximos de todo lo que podamos conocer, e inclusive más allá. El universo es maya, nos dice, porque su manifestación (y por lo tanto la manifestación de todas las cosas) es temporaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MAYA COMO PODER CREATIVO&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ya nos hemos referido a la doctrina de maya, pero examinemos esta idea nuevamente. La palabra maya se traduce tan a menudo como 'ilusión', que podemos pensar que no existe absolutamente nada, que todo nuestro mundo de experiencia –feliz y triste, bello y desagradables– una mera alucinación. Si esto fuera así, podríamos estar de acuerdo con la mujer que, viviendo un momento difícil, exclamó: “¿Por qué debería pedirle a Dios que me perdone? ¿Cómo voy yo a perdonarlo?” Sentimos en nuestro ser interior que el mundo que experimentamos no puede ser una broma de mal gusto, hecha a seres indefensos por una deidad cruel Y maliciosa. Podemos decir que es “irreal” porque es relativo y no eterno. Es el reino de los efectos. Al igual que el tronco, las ramas, y las hojas de un árbol no son irreales por no ser las raíces. Las raíces, el tronco, las ramas y hojas son un árbol, pero la raíz de su vida –el ser árbol– está en la parte oculta. Maya esencialmente es un poder, un poder de la creación. Es acción y lo que es producido por la acción. Se dice que el significado raíz original de la palabra es “una creación o manifestación mágica”, o el proceso de imaginación creativa. Este es un proceso natural; podríamos decir que es un proceso involuntario. Porque ser es crear. A menudo se pregunta “Si Dios es perfecto como punto de partida, ¿por qué es necesaria la evolución?” Puede ser que nuestro concepto humano de motivación sea irrelevante. Podemos sugerir que la única y simple respuesta es: ser es crear.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PRINCIPIO DE ORDEN&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta segunda Proposición Fundamental tiene una relación importante con otro aspecto mencionado antes –el de Duración, la raíz del tiempo, esa cualidad que hace posible la acción. La duración se considera inalterable, pero como la raíz del cambio. El proceso está implícito en la ley cíclica, y el proceso siempre incluye al cambio. La segunda Proposición por lo tanto, establece el principio de los procesos ordenados de tiempo y cambio. Y este, nos damos cuenta, es el proceso en el que todos estamos “atrapados”. Nuestras religiones mundiales, nuestras filosofías, nuestras ciencias, están todas influidas por el tiempo y el cambio, porque constituyen el proceso que permite el desarrollo de la consciencia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;REENCARNACIÓN&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;De esta segunda Proposición, proviene nuestro convencimiento de que la reencarnación es la manifestación de esta ley cíclica (a la que se refiere más específicamente la tercera Proposición). Para cada ser, la vida se desvela como una serie infinita de comienzos. Dado que esto es verdad, nos damos cuenta que mientras no podemos objetiva y realmente cambiar el pasado, o nuestro Karma del pasado, sí podemos cambiar nuestra consciencia en relación con hechos pasados. Vemos nuestro Karma bajo una luz totalmente nueva, y esto hace que sí lo cambie porque nuestra propia consciencia es el principal factor en nuestro karma individual. Las causas están en nosotros, y mientras permanezcan, se expresarán como efectos; pero la naturaleza de esos efectos está completamente alterada por los cambios que ocurren en nosotros por medio de esta “serie eterna” de comienzos. Ésta es la aplicación práctica esencial de la segunda Proposición.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TERCERA PROPOSICIÓN&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;En la tercera Proposición Fundamental se presenta específicamente la doctrina de a reencarnación. Aquí comenzamos a ver que todas estas Proposiciones están mutua e inextricablemente relacionadas. La tercera Proposición afirma la “identidad fundamental de todas las Almas con el Alma Suprema Universal”, y la “peregrinación obligatoria para todas las almas a través del Cielo de Encarnación o Necesidad” (Vol. I, pág. 81). Más aún, esta Proposición hace que nuestro peregrinaje dependa de “un esfuerzo auto–inducido y auto–proyectado”, sin “privilegios o favores especiales, excepto aquellos ganados” por nosotros mismos “por medio del esfuerzo personal y el mérito”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hasta el momento en que alcanzamos la etapa humana, y quizás por muchas vidas más, el progreso se logra por medio de lo que H.P.B. llama “el impulso natural”. Ésta es la evolución misma, que siempre se dirige hacia adelante y no se puede invertir. Pero desde el momento en el que despertamos al hecho de nuestra responsabilidad individual, todo el proceso de desarrollo se vuelve un proyecto “hazlo tú mism”. Donde sea que vayamos, debemos llegar por nuestros propios esfuerzos, no podemos subirnos sobre los hombros de nadie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mientras tenemos que reflexionar sobre esta idea para reconocer su verdad, todavía necesitamos darnos cuenta que también viajamos en compañía de otros peregrinos con afecto y ayuda mutua. Nuestra empresa es común, aunque nuestros descubrimientos y logros individuales son expresiones únicas de esa empresa. Además se podría sugerir que no deberíamos inferir que la frase “esfuerzo auto–inducido y auto–proyectado”, significa que a la personalidad se la deja sola para que lo haga todo. Tenemos otros y mayores poderes de donde obtener “los poderes deificos” en nosotros, como escribió el Mahatma K.H. a A.P.Sinnett. Estos son los poderes enraizados en la Realidad una a que se refiere la primera Proposición, y que estamos desarrollando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;EL SENDERO HACIA ADELANTE&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sólo hay un camino para avanzar. Debemos descubrir cuáles son esos poderes divinos que hay en nosotros y que, tenemos que desarrollar. Debemos conocer el universo en el que estarnos para ejercitar esos poderes, recordando que no estamos separados de él. No podemos cambiar lo que es, pero debemos conocerlo para ser una parte inteligente. Es decir comprender el hecho de nuestra identidad fundamental con el Alma Suprema Universal y manifestarlo en nuestra vida diaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No le damos importancia a algunos de nuestros poderes –el poder caminar, por ejemplo, poder hablar, y hacer otras cosas mecánicas y físicas. Sabemos que tenemos el poder de sentir, de pensar. Y cuando necesitamos algo donde nuestros poderes físicos son inadecuados, usamos los poderes de la mente para inventar maquinaria que lo hará por nosotros. De este modo manifestamos ese aspecto de la Seidad que hace posible la creatividad, el aspecto que permite la forma, y el aspecto que hace posible la acción. Tampoco le damos importancia al universo en que vivimos. Con confianza esperamos que el planeta continuará girando sobre su eje alrededor del sol, y que todas las estrellas y planetas seguirán en sus órbitas acostumbradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pero si pensamos con mayor profundidad, nos damos cuenta que todo es un gran misterio. Sólo podemos contemplar con reverencia y maravilla la gran Inteligencia que diseñó y continúa manteniendo y dirigiendo este universo perfectamente ordenado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Debido a nuestra Identidad fundamental con el “Alma Suprema”, los poderes realmente divinos son inherentes en nosotros. Debemos desarrollar plenamente estos poderes divinos, por nuestros propios “esfuerzos auto–inducidos y auto–proyectados”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¿Podríamos considerar a las grandes verdades de las tres Proposiciones Fundamentales como energías vivas más que como ideas abstractas? Fluyen a través de cada uno de nosotros, constante, indestructible y eternamente. No están entonces “allá arriba en el azul”. Son el aquí y el ahora esencial de nuestra existencia. Podríamos parafrasear los comentarios de G. K. Chesterton sobre filosofía en general y decir que la pregunta no es si estas grandes verdades realmente nos importan; la pregunta es si nos interesa alguna otra cosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Un sabio japonés, de la antigüedad dijo “No traten de hacer lo que hicieron vuestros predecesores; traten de buscar lo que ellos buscaron”. Estudiar La Doctrina Secreta en su totalidad, ir creativamente al encuentro de la sabiduría inmortal, es llegar a la obra de H.P.B. con corazón y mente abierta, buscando lo que buscaron los sabios a través de las épocas, siguiendo el mandato dado por H.P.B. misma: “No me sigan a mí, ni mi Sendero, sino el Sendero que les muestro, que conduce a los Maestros”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;FONTE:&lt;/strong&gt; LA DOCTRINA SECRETA, Su estudio y aplicación práctica, livreto de autoria de Joy Mills e Virginia Hanson, publicado em espanhol pelo Editorial Teosófica Interamericana, Rosario, Argentina, 1996.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2480458933532256779-6016703572574345774?l=getflorianopolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://getflorianopolis.blogspot.com/feeds/6016703572574345774/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://getflorianopolis.blogspot.com/2009/06/la-aplicacion-practica-de-las-tres.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480458933532256779/posts/default/6016703572574345774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480458933532256779/posts/default/6016703572574345774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://getflorianopolis.blogspot.com/2009/06/la-aplicacion-practica-de-las-tres.html' title='La Aplicación Práctica De Las Tres Proposiciones Fundamentales De La Doctrina Secreta'/><author><name>GET Florianópolis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2480458933532256779.post-6682177032864091112</id><published>2009-05-29T07:25:00.000-07:00</published><updated>2009-05-29T07:36:01.711-07:00</updated><title type='text'>Palestra Pública em Florianópolis - Os Fundamentos da Teosofia e as Leis Universais</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Tema:&lt;/strong&gt; Os Fundamentos da Teosofia e as Leis Universais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Data:&lt;/strong&gt; 02/06/2009 (3a. feira)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Horário:&lt;/strong&gt; das 20:00h às 22:00h&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Local:&lt;/strong&gt; Atman Amara ( &lt;a href="http://www.atmanamara.com.br/" send="true"&gt;www.atmanamara.com.br&lt;/a&gt;)  &lt;strong&gt;Fone:&lt;/strong&gt; (48) 3333 2311&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Endereço:&lt;/strong&gt; Rua José Francisco Dias Areias, 390 – Bairro Trindade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;e-mail:&lt;/strong&gt; &lt;a href="mailto:get.florianopolis@sociedadeteosofica.org.br" target="_blank" send="true"&gt;get.florianopolis@sociedadeteosofica.org.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Contato:&lt;/strong&gt; (48) 9960 0637 - 3231 8833 (falar com Adolfo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Observações:&lt;/strong&gt; Os participantes da palestra são convidados para uma segunda reunião de aprofundamento do tema.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2480458933532256779-6682177032864091112?l=getflorianopolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://getflorianopolis.blogspot.com/feeds/6682177032864091112/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://getflorianopolis.blogspot.com/2009/05/palestra-publica-em-florianopolis-os.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480458933532256779/posts/default/6682177032864091112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480458933532256779/posts/default/6682177032864091112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://getflorianopolis.blogspot.com/2009/05/palestra-publica-em-florianopolis-os.html' title='Palestra Pública em Florianópolis - Os Fundamentos da Teosofia e as Leis Universais'/><author><name>GET Florianópolis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2480458933532256779.post-3990176350184694141</id><published>2009-05-27T04:36:00.000-07:00</published><updated>2009-05-27T04:39:24.381-07:00</updated><title type='text'>Revelação, Inspiração e Observação - Annie Besant</title><content type='html'>Aqueles que assumem com seriedade o estudo da Teosofia não devem ficar satisfeitos com a mera leitura da volumosa literatura Teosófica que foi derramada sobre o mundo durante os séculos passados e continua a fluir em nossos dias. Eles devem, também, se tiverem alguma aptidão interna para esta investigação, preparar-se para desenvolver as faculdades pelas quais podem verificar por si mesmos o que lhes é contado por outros. Mas em todo o caso, muito estudo teórico é desejável antes que se passe para o estudo prático e, na maior parte dos casos, não será possível desenvolver os sentidos mais sutis dentro dos limites da atual encarnação, embora possa ser construído um bom alicerce para este desenvolvimento na próxima. Assim, o estudo teórico deve ocupar uma grande parte do treinamento de cada estudante Teosófico, e sua atitude com relação a este estudo é uma questão de séria importância. O estudante necessita discriminar os livros que lê, e adequar sua atitude ao tipo de livro; deve procurar compreender o que significa Revelação, e o que é Inspiração, sabendo distinguir literatura revelada de literatura inspirada, e, a ambas dos registros de observações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas escrituras tidas como autorizadas estão por trás de todas as grandes religiões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Hinduísmo divide todo conhecimento em dois tipos - o supremo e o inferior. No inferior ele coloca todos os seus livros sagrados juntamente com qualquer outra literatura, com toda ciência, toda instrução; na categoria do supremo, ele coloca apenas o "conhecimento Daquilo através do qual todo o resto é conhecido". Uma vez que o supremo conhecimento é atingido e a iluminação é experimentada, todas as Escrituras passam a ser inúteis. Isso é afirmado com toda clareza e coragem numa conhecida passagem do Bhagavad Gita: "Todos os Vedas são tão úteis para um Brahmane iluminado quanto um reservatório de água num lugar coberto pelas águas". A revelação é inútil para aquele a quem o Ser está revelado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A condição da liberdade intelectual para os budistas está contida no sábio conselho do seu Instrutor: "Não acreditem em uma coisa dita simplesmente porque é dita, nem em tradições porque vêm sendo transmitidas de um para outro desde a antigüidade; nem em rumores enquanto rumores; nem em escritos de sábios apenas porque foram sábios que os escreveram, nem na mera autoridade de seus próprios instrutores ou mestres. Mas devemos acreditar quando o escrito, a doutrina ou dito, é corroborado pela razão e consciência. Por isso tenho ensinado a vocês a não acreditar apenas por haverem escutado, mas acreditarem quando a crença ocorre a partir de sua própria consciência, e então agirem de acordo com isto e intensamente". Mesmo a revelação, deve ser confrontada com a pedra de toque da razão e da consciência; deve haver uma resposta a ela a partir de dentro, o testemunho interior do Ser, antes que posa ser aceita como verdadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;REVELAÇÃO&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O que é revelação? É a comunicação, feita por um Ser superior à humanidade, de fatos conhecidos por Ele mas desconhecidos por aqueles a quem ele faz a revelação - fatos que eles não podem perceber pelo exercício dos poderes que desenvolveram até agora. Estes fatos podem ser verificados a qualquer momento por quem haja alcançado o nível do revelador, que pode ser um Avatar, um Rishi, ou o Fundador de uma religião. Eles “falam com autoridade", a autoridade do conhecimento, a única autoridade diante da qual todos os homens sensatos se curvam. Verificamos que estes grandes Seres não escreveram seus próprios ensinamentos; ensinaram mas não fizeram registros. Algum seguidor ou discípulo, talvez depois de muitos anos e mesmo séculos, registrou o que ele ou seus antepassados escutaram por isso, a revelação - quase sem exceção - é inevitavelmente, em alguma medida, colorida, estreitada e distorcida por quem a transcreve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual deve ser a atitude do estudante Teosófico em relação a revelação? Ele deve tratar as escrituras do mundo com reverência, lembrando sua origem, mas não sentir submissão diante de nenhuma delas, sabendo que são transmitidas a ele através de vários canais. Deve usar seu melhor senso crítico, para separar a verdade essencial revelada de todos os acréscimos que podem haver se acumulado ao seu redor. Se já desenvolveu suas qualidades psíquicas mais elevadas, o estudante deve tentar investigar e distinguir o antigo do moderno e pesquisar os registros akáshicos para uma comparação, confirmação ou contradição da revelação tal como ela chegou até suas mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sem este equipamento externo, muita coisa pode ser feita através do desenvolvimento interno: ele pode desenvolver dentro de si mesmo seus próprios poderes espirituais; pode procurar, em meditação profunda, a verdade que brilha na revelação sob os muitos véus de ignorância e das construções errôneas e purificar de tal modo sua vida que seus corpos se tornarão translúcidos à luz do espírito dentro dele, iluminando as palavras escritas. O estudante Teosófico deve manter seu julgamento em suspenso diante das pretensões de cada revelação. Ela não é verdadeira para ele até que possa dar-lhe eco na voz de seu espírito, seu mais profundo Ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;INSPIRAÇÃO&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Que é inspiração? É a elevação das faculdades humanas normais por alguma influência externa através de um grau após outro de poder intelectual, moral e espiritual, até o ponto em que a influência externa pode até mesmo afastar o homem de seu corpo e usar este último para a expressão de outro indivíduo quando o novo possuidor é um Ser de uma estatura que transcende inteiramente o homem, a inspiração pode transformar-se em revelação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os graus inferiores de inspiração estão ao alcance da experiência de muitas pessoas. Será que você nunca sentiu, quando escutava alguém cujo poder e conhecimento eram maiores que os seus, que as suas capacidades mentais eram elevadas a um nível mais alto do que o nível que você podia alcançar sem ajuda? Em tais ocasiões você capta aspectos da realidade que até então eram incompreensíveis; você vê plenamente onde antes havia obscuridade; o campo de pensamento se torna iluminado, e os objetos são vistos em relações até então inimagináveis; você sente que você sabe. No dia seguinte você quer compartilhar com um amigo os tesouros que adquiriu, e fracassa: onde está a luz, onde estão as cenas distantes e amplas que seus olhos haviam percorrido? Sua mente mergulhou de novo em seu nível normal; a inspiração passou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que ocorre com as faculdades intelectuais ocorre com as faculdades morais. Você havia visto uma beleza desconhecida, havia sentido uma avassaladora admiração pelo elevado e puro: o que aconteceu com o ardor e a intensidade? Você foi elevado para um nível superior ao nível que você pode chegar sem ajuda, mas não obstante, o ideal moral e seu poder foram mostrados a você “na montanha", e o fato de que você já experimentou uma vez o seu poder que a tudo domina o deixará mais suscetível a ele no futuro, e virá o dia em que aquilo que você sentiu quando inspirado por outro se transformará no exercício normal das suas próprias faculdades morais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto aos graus mais elevados de inspiração, alguns de nós podemos saber o que é estar em presença dos Mestres e sentir a maravilhosa elevação da Sua presença. Não há necessidade de palavras nem de ensinamento; Sua presença é suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As faculdades intelectuais e morais daqueles que falaram ou escreveram sob inspiração foram assim estimuladas e erguidas a um nível muito acima do normal. Seus próprios temperamentos e caráteres dão colorido ao que dizem e deixam marcas no que escrevam. Mas escrevem e falam com muito mais nobreza e poder do que fariam sem ajuda. Assim podemos nos elevar a graus cada vez maiores de inspiração, até que atingimos o estágio em que a mente e as emoções do homem já não controlam seu corpo, mas este é controlado inteiramente por alguém maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste ponto a inspiração pode transformar-se em revelação. O processo em que tudo isto ocorre é muito simples. Sabemos que, devido à correlação entre as mudanças na consciência e as vibrações da matéria, cada mudança na onisciência é acompanhada por uma vibração da matéria apropriada pela onisciência e que forma o seu corpo; cada vibração da matéria de um corpo é acompanhada por uma mudança na consciência corporificada. Quando duas ou mais pessoas estão juntas, sendo uma delas mais evoluída que a outra ou outras, a pessoa mais evoluída, pensando, desejando, atuando, estabelece em seus próprios corpos mental, astral e físico, uma serie de vibrações que correspondem às mudanças em sua consciência; estas vibrações causam vibrações similares na matéria mental, astral e física que está entre ela e a pessoa ou pessoas menos avançadas presentes. Estas vibrações na matéria interveniente causam vibrações similares no corpo ou corpos vizinhos. Elas são imediatamente respondidas por mudanças correspondentes na consciência ou consciências corporificadas, e a pessoa ou pessoas colocadas assim en rapport com alguém mais avançado, pensam, desejam e agem a um nível mais elevado do que seria possível por sua própria iniciativa. Será mais fácil para elas responderem uma segunda vez, e assim sucessivamente, até que se estabeleçam permanentemente no nível mais elevado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resultados semelhantes podem ser alcançados através da leitura dos escritos daqueles que são mais evoluídos do que nós. Uma série de mudanças similares tem lugar, embora menos poderosamente do que quando estimulados pela presença direta. Além disso, o estudo reverente e determinado pode atrair a atenção do escritor. O conhecimento destas leis terá pouca utilidade para o estudante Teosófico se ele não se aplicar em sua própria ajuda e em favor dos outros ao seu redor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual deve ser a atitude do estudante Teosófico em relação ao homem ou livro inspirado? Ele deve ser receptivo, paralisando todas as suas vibrações normais tanto quanto possível, e abrindo toda sua natureza para o impacto e influxo das ondas de vibração que se derramam sobre ele. Mas sua atitude necessitaria ser mais do que receptiva: deveria tentar sintonizar suavemente a si mesmo e cooperar com o influxo das ondas. Ele deveria tentar fortalecer as vibrações simpáticas, de modo que as mudanças correspondentes na consciência fossem tão completas quanto possível. Para isso ele deve fazer fluir, em direção ao Objeto inspirador, seu amor, sua fé, sua completa confiança e auto-entrega, pois só assim ele pode sintonizar seus corpos em harmonia com os corpos do Inspirador. Ele deve, na ocasião, esvaziar-se de suas próprias idéias e sentimentos, atividades, dedicando-se a reproduzir, não a iniciar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você vai ler um dos livros inspirados do mundo - “A Imitação de Cristo”; “Os Versos Áureos de Pitágoras”, “A Luz no Caminho”; “A Voz do Silêncio” - será bom anteceder a leitura com uma oração ou um mantra. Então leia uma frase, releia, medite sobre ela. Saboreie-a mentalmente, absorva sua essência, sua vida. Assim o seu corpo sutil se tornará, ao menos parcialmente, sintonizado com o do autor inspirado, e repetindo suas vibrações você estabelecerá em sua consciência as mudanças correspondentes. Os livros inspirados têm um valor incalculável: são passos de uma escada situada entre a terra e céu, uma verdadeira “escada de Jacó" por onde sobem e descem os anjos de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;OBSERVAÇÃO &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda há um terceiro tipo de livro que merece a atenção do estudante teosófico, mas em relação ao qual sua atitude deve ser inteiramente diferente da adotada frente ao que é revelado e inspirado. São livros contendo as observações de estudantes mais avançados, observações de estudantes que estão evoluindo no conhecimento e poder sobre os planos mais sutis, e ainda não alcançaram a estatura de um Homem Perfeito. Há livros escritos por discípulos como "A Doutrina Secreta" e "Budismo Esotérico", que não são registros de observações diretas dos estudantes, mas mais propriamente transcrições dos ensinamentos dos Mestres, nos quais podem aparecer erros de compreensão daqueles ensinamentos. A própria H. P. Blavatsky nos disse que havia, inevitavelmente erros em “A Doutrina Secreta”; e como nós temos lido naquele livro maravilhoso suas próprias descrições de quadros mostrados a ela pelo seu Mestre, há uma abertura para possíveis erros de observação: provavelmente estes não são sérios, na medida em que ela foi cuidadosamente ajudada e supervisionada durante a produção da obra. Estes dois livros se destacam do conjunto de nossa literatura, porque os Mestres participaram diretamente da sua produção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os livros de que falo são aqueles escritos por discípulos usando suas próprias faculdades normais, faculdades ainda em curso de evolução: livros que abordam principalmente os planos astral, mental e búdico, a constituição do homem, o passado de indivíduos, nações, raças e mundos. Com relação a estes, é preciso levar em conta que os estudantes em questão estão em processo de evolução, e as faculdades que eles usaram hoje estão mais desenvolvidas e alcançam planos mais elevados do que há dez ou quinze anos. Qual é a observação verdadeira? Em cada caso o olho dá testemunho verdadeiro daquilo que ele vê. As diferentes condições lhe impõem visões diferentes. Os livros dedicados a observações são inúteis, e até nocivos, quando o estudante Teosófico os trata como revelações ou inspiração ao invés de observações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual deve ser a atitude do estudante Teosófico diante dos livros de observação? Vocês devem assumir a atitude do estudante científico, não do crente. Devem enfoca-los com uma clara inteligência, uma mente sagaz, um intelecto ávido, uma razão ponderada e crítica. Não aceitar como finais observações feitas por outros estudantes, mesmo que estes estudantes estejam usando faculdades que vocês ainda não desenvolveram. Devem aceita-las apenas pelo que são - observações sujeitas à modificação, correção e revisão, e mante-las dentro de uma visão flexível, como hipóteses temporariamente aceitas até que sejam confirmadas ou negadas por observações ulteriores, inclusive as suas próprias. Se elas iluminam obscuridades, se conduzem a uma sã moralidade, pegue-as e use-as; mas nunca deixe que se transformem em grilhões para sua mente nem obstáculos para seu pensamento. Estude estes livros, mas não perca o senso crítico; entenda-os mas deixe seu julgamento em suspenso; estes livros são úteis como auxiliares, mas perigosos como mestres; devem ser estudados, não adorados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não devemos aumentar o número já existente daqueles que acreditam cegamente, mas sim o número dos estudantes sóbrios e sensatos, que pacientemente formam suas próprias opiniões e educam suas próprias faculdades. Use seu próprio julgamento para cada observação que lhe for submetida; examine-a tão completamente quanto possível; critique-a do modo mais completo possível. Vocês não nos prestam um bom serviço quando transformam estudantes em papas e repetem, como papagaios, afirmações que não sabem se são verdadeiras. Além disso, a crença cega gera o ceticismo igualmente cego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não será tempo de deixarmos de ser crianças e começarmos a ser homens e mulheres, compreendendo a grandeza das nossas oportunidades e a pequenez das nossas realizações? Já não é hora de oferecermos à Verdade a homenagem do estudo em vez da credulidade cega? Estejamos sempre prontos a corrigir uma impressão errada ou observação imperfeita, e a caminhar com olhos abertos e mente alerta, lembrando que o melhor serviço à Verdade é o exame. A Verdade é um sol que brilha com sua própria luz; uma vez visto, não pode ser rejeitado. "Que lutem a Verdade e a falsidade; quem alguma vez viu a Verdade perder uma justa confrontação?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;FONTE:&lt;/strong&gt; Do livro “A DOUTRINA DO CORAÇÃO”, de Annie Besant, publicado no Brasil pela Editora Teosófica.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2480458933532256779-3990176350184694141?l=getflorianopolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://getflorianopolis.blogspot.com/feeds/3990176350184694141/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://getflorianopolis.blogspot.com/2009/05/revelacao-inspiracao-e-observacao-annie.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480458933532256779/posts/default/3990176350184694141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480458933532256779/posts/default/3990176350184694141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://getflorianopolis.blogspot.com/2009/05/revelacao-inspiracao-e-observacao-annie.html' title='Revelação, Inspiração e Observação - Annie Besant'/><author><name>GET Florianópolis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2480458933532256779.post-8240579976582532642</id><published>2009-05-27T04:08:00.000-07:00</published><updated>2009-05-27T04:34:56.551-07:00</updated><title type='text'>A Ciência e A Doutrina Secreta - Sylvia Cranston</title><content type='html'>&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;em&gt;“A Doutrina Secreta é a Sabedoria acumulada das Idades, e a sua cosmogonia por si só é o mais estupendo e elaborado de todos os sistemas; mesmo velado, como se encontra no exoterismo dos Purãnas. Mas tal é o poder misterioso do simbolismo oculto, que os fatos que ocupa&amp;shy;ram gerações inumeráveis de videntes e profetas inicia&amp;shy;dos, para serem ordenados, registrados e explicados atra&amp;shy;vés das desconcertantes séries do progresso evolutivo, se encontram todos registrados em umas poucas páginas de signos geométricos e hieróglifos. O olhar iluminado daque&amp;shy;les videntes penetrou o próprio cerne da matéria e regis&amp;shy;trou a alma das coisas, ali onde um simples profano, por sábio que fosse, somente perceberia o trabalho externo da forma. Mas a ciência moderna não crê na “alma das coisas”, e, portanto rejeitará todo o sistema da antiga cosmogonia. E inútil dizer que o sistema em questão não é fantasia de um ou de vários indivíduos isolados; que é um arquivo ininterrupto, cobrindo milhares de gerações de videntes cujas respectivas experiências eram levadas a efeito para comprovar e verificar as tradições, transmiti&amp;shy;das oralmente de uma raça antiga a outra, sobre os ensi&amp;shy;namentos dos Seres superiores e exaltados que velaram sobre a infância da humanidade; que durante longas eras, os Homens Sábios da Quinta Raça, pertencentes ao grupo salvo e resgatado do último cataclismo e das trans&amp;shy;formações dos continentes, passaram suas vidas apren&amp;shy;dendo, e não ensinando. Como o faziam? E respondido: comprovando, testando e verificando em cada esfera da Natureza as antigas tradições, por meio das visões inde&amp;shy;pendentes de grandes Adeptos; ou seja, dos homens que aperfeiçoaram ao mais alto grau possível seus organismos físicos, mentais, psíquicos e espirituais. Não era aceita a visão de qualquer Adepto, até ser confrontada e confir&amp;shy;mada pelas visões de outros Adeptos — obtidas de modo que se mostrassem como evidência independente — e após séculos de experiência”. (Helena P. Blavatsky)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1988, por ocasião dos cem anos da publicação da obra “A Doutrina Secreta” [de Helena Blavatsky], foram realizados vários simpósios nos Estados Unidos, Europa e Índia. Em uma palestra na cidade de Culver, na Califórnia, o destacado teosofista norte-americano Jerry Hejka-Ekins observou: &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;“É muito pouco provável que algum crítico literário, examinando ‘A Doutrina Secreta’ em 1888, pensasse que esta obra pudesse ter mais do que algumas poucas edições. É uma obra de tamanho considerável, com cerca de 1500 páginas, cheia de termos filosóficos e religiosos do Extremo Oriente que contrastavam com a ciência do século dezenove e com as teorias agora descartadas. Mas, de qualquer modo, cem anos depois, ‘A Doutrina Secreta’ continua sendo impressa e ainda está sendo estudada... O que há em ‘A Doutrina Secreta’ que a faz perdurar e continuar influenciando o pensamento atual quando outras obras foram esquecidas há muito tempo? Talvez este livro pertença realmente ao século vinte e tenha sido escrito 100 anos antes do seu tempo... Se a autora não fosse capaz de antecipar as descobertas futuras, o livro teria se tornado obsoleto em pouco tempo diante do avanço da ciência. No entanto, HPB fez a predição de que ‘só no século vinte, partes desta obra, se não a integridade, seriam aceitas’ &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Profecias são raras em “A Doutrina Secreta”. A que se segue é particularmente fascinante pois foram dadas as datas específicas em que ela se realizaria: &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;“O total exato, a profundidade, a amplitude e a extensão dos mistérios da natureza só se encontram na ciência esotérica oriental. Eles são tão vastos e profundos que apenas um número muito restrito entre os mais altos Iniciados — aqueles cuja própria existência só é conhecida de uns poucos Adeptos — são capazes de compreender tais conhecimentos. Tudo, porém, está ali; e os fatos e processos do laboratório da natureza podem, um por um, abrir caminho na ciência exata, quando uma assistência misteriosa é proporcionada a uns poucos indivíduos em seus esforços para desvendar os seus arcanos. É no fim dos grandes ciclos relacionados com o desenvolvimento das raças que geralmente se produzem esses acontecimentos. Estamos chegando precisamente ao final do ciclo de 5000 anos do presente Kali Yuga ariano; e entre este momento [1888] e o ano de 1897 será feita uma enorme ruptura no véu da natureza, e a ciência materialista receberá um golpe mortal.” &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;Há duas partes na profecia. A primeira levanta a questão sobre se alguma descoberta científica notável seria permitida no período mencionado de nove anos. David Deitz, em seu trabalho “The New Outline of Science” (“Uma Nova Visão da Ciência”), nos dá uma visão geral bastante útil:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A história da civilização mostra poucos contrastes maiores do que a diferença entre os pontos de vista dos físicos do século dezenove e do século vinte. Quando o século dezenove estava terminando, os físicos sentiam que haviam completado as suas tarefas. Um eminente cientista daquele tempo, ao fazer uma conferência em 1893, disse que era muito provável que as grandes descobertas no campo da Física já tivessem sido feitas. Ele esboçou a história e o desenvolvimento da ciência, resumindo ao final as teorias bem estruturadas do século dezenove — segundo ele afirmava — totalmente suficientes. O físico do futuro, disse ele tristemente, nada terá a fazer senão repetir e refinar as experiências do passado, acrescentando mais uma ou duas decimais a algum peso atômico ou constante da natureza.” &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;[5]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;“Mas, dois anos mais tarde, no dia 28 de dezembro de 1895, Wilhelm Conrad Roentgen apresentava ao secretário da Sociedade de Física Médica de Würzburg o seu primeiro relatório escrito sobre a sua descoberta [acidental] dos raios-x. No primeiro dia de 1896, ele enviou pelo correio cópias do texto impresso para amigos cientistas em Berlim e outros lugares. Enviava com o texto algumas cópias das primeiras fotografias feitas por ele com os raios-x... das quais a mais espetacular mostrava os ossos de uma mão humana. Ali estava exatamente o que o orador de 1893 havia dito que não poderia ocorrer: havia sido feita uma nova descoberta... Roentgen havia encontrado alguns raios misteriosos que penetravam em objetos opacos tão facilmente como a luz do sol atravessa os vidros de uma janela. No século dezenove não havia físicos que pudessem explicar esse fenômeno surpreendente... Não só os físicos mas as pessoas por toda parte ficaram excitadas com a novidade. Roentgen ficou famoso da noite para o dia.” [Ele recebeu, em 1901, o Prêmio Nobel da Física.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A segunda grande descoberta no reino da física atômica foi a da radioatividade, realizada por Antoine Henri Becquerel em Paris, [em 1896] poucas semanas depois do anúncio de Roentgen. O pai de Becquerel, também físico, tinha investigado a fluorescência, o fato de que muitas substâncias submetidas à luz do sol reluziam mais tarde no escuro. Becquerel recordava o trabalho de seu pai e perguntou-se se havia alguma semelhança entre a fluorescência e os raios-x. Em função disso, ele envolveu uma chapa fotográfica em papel preto e colocou sobre ela um cristal de sal de urânio que o seu pai havia usado. Ele expôs este conjunto aos raios do sol. Ao revelar a chapa fotográfica, constatou que ela estava manchada ou escurecida como se alguma luz tivesse penetrado nela através do papel negro. Ele supôs que a ação da luz do sol tinha feito com que o urânio emitisse raios-x.” &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;[6]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;Durante os preparativos para experiências posteriores, Becquerel descobriu acidentalmente não os raios-x que ele buscava, mas a radioatividade. Sobre o assunto, o eminente físico moderno Robert Millikan observa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A radioatividade era revolucionária para o pensamento humano, pois significava que alguns dos “átomos eternos”, isto é, os de urânio e tório, são instáveis e lançam fora espontaneamente com grande energia pedaços de si mesmos, desta forma transformando-se em outros átomos... De todas as novas descobertas, esta era a mais espantosa para o pensamento humano e estimulante para a imaginação, pois destruía a idéia da imutabilidade dos elementos e mostrava que os sonhos dos alquimistas poderiam tornar-se verdade um dia.” &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;[7]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;A próxima “revelação” ocorrida dentro do período de tempo previsto em “A Doutrina Secreta” foi a mais importante de todas; a descoberta do elétron, em 1897, por sir J. J. Thomson. O dr. Karl Compton, ex-presidente do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, fez o seguinte comentário em 1936, quando se afastava do cargo de presidente da Associação Americana Para o Progresso da Ciência:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A história da ciência está cheia de exemplos de que um novo conceito ou descoberta pode levar a avanços tremendos em campos novos e vastos cuja própria existência era, até então, insuspeitada... Mas, do meu ponto de vista, nenhum exemplo foi tão dramático como o da descoberta do elétron, a menor partícula do universo que, no período de uma geração, transformou não só a estagnada ciência da Física, mas também uma Química puramente descritiva e uma estéril Astronomia em ciências que se desenvolvem dinamicamente, cheias de aventura intelectual, com interpretações inter-relacionadas e valores práticos.” &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;[8]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;A descoberta de Thomson foi a culminação de uma série de experimentos iniciados por sir William Crookes, que se dedicava ao estudo das descargas elétricas em alto vácuo no tubo de Crookes, inventado por ele. Este tubo iria tornar-se um protótipo para os tubos de televisão e luz fluorescente usados hoje. As experiências de Crookes implicavam a existência de um quarto estado da matéria, que ele chamava de matéria radiante, e que, dez anos depois, constatou-se serem elétrons! É interessante que, em 1888, em “A Doutrina Secreta” &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;[9]&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; , HPB predizia que: “a descoberta da matéria radiante do sr. Crookes conduzirá a um estudo mais completo sobre a verdadeira origem da luz, revolucionando todas as teorias atuais”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A descoberta do elétron, observa o renomado físico norte-americano Robert Millikan, foi “extremamente útil para a humanidade, com suas milhares de extensões e aplicações para o rádio, para as comunicações de todo tipo, para a produção cinematográfica e inúmeras outras indústrias...” As descobertas científicas foram poderosamente aceleradas pelo uso de instrumentos eletrônicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A própria obra “A Doutrina Secreta” foi usada para diversas finalidades. O major Herbert S. Turner, inventor do cabo co-axial utilizado na telefonia e instalado de um lado a outro dos Estados Unidos no final da década de 1940, relacionou sua invenção com algumas passagens-chave de “A Doutrina Secreta” &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;[10]&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; como o conceito de círculo-que-não-pode-ser-transposto &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;[11]&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; , aplicadas por ele em idéias de caráter profundamente oculto em relação ao mundo da energia física. &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;[12]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;A profecia de “A Doutrina Secreta” que estamos examinando afirma que como resultado da “enorme ruptura feita no véu da natureza... a ciência materialista receberá um golpe mortal”. Em “Time, Matter and Values” (“Tempo, Matéria e Valores”), após haver descrito as novas descobertas da Física, Millikan conclui: “como resultado, o materialismo dogmático na Física está morto”.&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;[13]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;Raymond S. Yates, em seu livro “These Amazing Electrons” (“Esses Elétrons Surpreendentes”), assevera: “A velha escola estava em plena retirada. A Física estava totalmente confusa. Estava momentaneamente atordoada por uma avalanche de questões ponderáveis. O último tijolo sólido do edifício do materialismo caíra, e o pequeno e cômodo sistema de categorias e os refúgios engenhosos, construídos com tanto trabalho, haviam caído com um ruído surdo e inquietante”.&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;[14]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;Segundo David Deitz, quando o século dezenove terminou já era claro que uma “verdadeira revolução acontecera no campo da Física”. Ele continua:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quatro descobertas significativas — os raios-x, a radioatividade, o elemento químico rádio e o elétron — convenceram os cientistas de que a sua tarefa estava apenas começando, e não terminando. Havia chegado o momento de invadir o interior do átomo. É arriscado, no entanto, afirmar que alguém pudesse prever, no começo do século vinte, os grandes avanços que seriam feitos na visão teórica, ou as aplicações espetaculares que surgiriam a partir desse novo conhecimento.” &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;[15]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;O ciclo do despertar científico, que se seguiu à descoberta do elétron, continuou a aprofundar-se com três descobertas adicionais, que abalaram ainda mais os alicerces das doutrinas materialistas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1898 — Rádio. O elemento descoberto por Marie Curie e seu marido, Pierre, é quatro vezes mais radiante do que o urânio de Becquerel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1900 — A Física Quântica. Max Planck lançou as bases da teoria quântica em 1900 ao mostrar que a matéria emite e absorve radiação em pequenos pacotes ou quanta, mais tarde chamados de fótons por Einstein, ficando demonstrado que a luz pode, portanto, ser vista como partícula e como onda. (Mais de duas décadas depois, Louis de Broglie demonstrou que a matéria também se comporta com a dualidade partícula-onda). Em 1913, Niels Bohr afirmou que os elétrons saltam de uma órbita para outra em torno de um núcleo atômico ao absorver ou emitir quanta de energia, sem atravessar o espaço entre uma órbita e outra (em outras palavras, dão um salto quântico, expressão freqüentemente usada hoje em diversos contextos). Este foi um grande golpe contra a doutrina mecanicista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1905 — A Equação de Einstein E = mc². A teoria de Einstein “acrescentou o reconhecimento de que a massa ou matéria é equivalente à energia, e de que o tempo e o espaço são partes integrantes do continuum de matéria-energia que constitui o universo”. &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;[16]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;Como foi indicado no prefácio deste livro, um certo número de cientistas tem-se interessado por “A Doutrina Secreta”. De acordo com uma sobrinha sua, Einstein tinha sempre uma cópia dessa obra na sua mesa de trabalho. Detalhes do seu testemunho são dados na Nota 22 da Parte 7, ao final deste livro, onde se evidencia também que duas pessoas poderiam ter despertado o interesse de Einstein nesta obra.&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;[17]&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; “A Doutrina Secreta” contém muitos ensinamentos que eram negados pela ciência nos dias de HPB, mas que foram comprovados mais tarde como verdadeiros, e é possível que essa obra contenha sugestões de outras verdades que ainda serão aceitas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Aqui estão três exemplos de descobertas pré-configuradas por HPB, no campo da Física.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1 - Os átomos são divisíveis.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Sir Isaac Newton escreveu na sua obra “Optics” (“Ótica”) que: “No início Deus formou a matéria em partículas maciças, sólidas, duras, impenetráveis e em movimento, com os tamanhos, formas, propriedades e proporções em relação ao espaço que eram mais adequados ao objetivo em função do qual foram criadas”. &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;[18]&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; Mais tarde, os cientistas eliminaram a teologia contida nessa declaração, mas conservaram a idéia das “partículas duras e impenetráveis”, ou átomos, como os tijolos básicos da construção do universo. Quando o elétron foi descoberto em 1897, os tijolos começaram a fragmentar-se. O átomo era divisível.E aqui está o que HPB disse em “A Doutrina Secreta” &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;[19]&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O átomo é divisível e deve compor-se de partículas ou sub-átomos... A ciência do ocultismo é toda baseada na doutrina da natureza ilusória da matéria e na divisibilidade infinita do átomo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à divisibilidade infinita do átomo, um cientista amigo escreveu para esta autora: “A ciência avançou nessa direção só passo a passo — encontrando primeiro o elétron e depois os prótons, mais tarde os nêutrons e a seguir os quarks e outras partículas, pensando, a cada vez, que havia encontrado a última partícula. Agora, finalmente, chegou às ondas puras, como na teoria das cordas, que corresponde à ciência da D.S.” &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;[20]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;Quando os quarks foram localizados pela primeira vez, Werner Heisenberg comentou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mesmo que os quarks pudessem ser encontrados, segundo tudo o que sabemos, eles poderiam ser divididos novamente em dois quarks e um antiquark etc., e, assim, eles não seriam mais elementares que um próton... Nós teremos que abandonar a filosofia de Demócrito e o conceito de partículas elementares fundamentais. Devemos, em vez disso, aceitar o conceito das simetrias fundamentais, que tem base na filosofia de Platão.” &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;[21]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;2 - Os átomos estão em movimento perpétuo.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Os cientistas do tempo de HPB não só acreditavam que os átomos eram indivisíveis mas também que eles eram imóveis, exceto no estado gasoso. “A Doutrina Secreta” declara: &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;[22]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;“Diz o ocultismo que nunca a matéria se acha mais ativa do que quando parece morta. Um bloco de madeira ou de pedra está imóvel e é impenetrável em todos os sentidos. Não obstante, na realidade, suas partículas estão animadas por um movimento vibratório incessante, eterno, tão rápido que, para o olho físico, o objeto parece em absoluto desprovido de movimento; e a distância daquelas partículas entre si, no seu movimento vibratório, é tão grande — vista de outro plano de existência e percepção — como a que separa flocos de neve ou gotas de chuva. Mas, para a ciência física, esta idéia é um absurdo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje é difícil pensar que algum dia isso foi considerado um absurdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo “A Doutrina Secreta”, o movimento incessante dos átomos no que vemos como um objeto sólido está de acordo com uma lei universal subjacente ao cosmo de que “não há repouso nem interrupção de movimento na natureza”. &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;[23]&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; Isso está de acordo com a visão de Einstein, segundo “The Theory of Relativity” (“A Teoria da Relatividade”), de Garrett Service:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Pesquisas científicas mostram que, nas coisas infinitamente pequenas assim como nas infinitamente grandes, tudo é movimento... e não encontramos nada em repouso. Assim sendo, diz Einstein, o movimento deve ser visto como a condição natural e também real da matéria, algo que não necessita de ser explicado, porque surge da própria substância do universo. É a verdadeira essência da existência.” &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;[24]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;Em “A Doutrina Secreta”, HPB afirma que “o movimento abstrato absoluto” é um símbolo do próprio Absoluto. &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;[25]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3 - Matéria e energia são conversíveis.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ciência do século dezenove acreditava no oposto. Einstein desaprovou a crença antiga em 1905 com a sua famosa equação E = mc2. Millikan traduz a equação da seguinte maneira:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“m é massa em gramas; c é velocidade da luz em centímetros por segundo (30.000.000.000 cm/s); e E é energia em unidades de energia, isto é, em ergs. Expressa na linguagem comum de engenharia, a equação de Einstein diz que, se um grama de massa é transformado em calor a cada segundo, são gerados continuamente 90 bilhões de quilowatts de energia.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A concepção extraordinariamente importante aqui”, acrescenta Millikan, é que a própria matéria é conversível em energia radiante”.&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;[26]&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; Uma maneira mais geral de explicar este fato agora comprovado seria dizer que a matéria é energia condensada, enquanto energia é matéria que se expandiu. HPB cita um trecho de um artigo da revista “The Path” (janeiro de 1887, p.297) em “A Doutrina Secreta” &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;[27]&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Como declarou um teosofista norte-americano, ‘as mônadas (de Leibnitz) podem ser consideradas como força, de certo ponto de vista; e, de outro, como matéria. Para a ciência oculta, força e matéria não são mais que dois aspectos da mesma substância’.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa substância ela chamava de prakriti, que emana da matéria primordial, ou mulaprakriti (a raiz da matéria).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em “Ísis Sem Véu” &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;[28]&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;, HPB postula diretamente a conversibilidade de força em matéria ao afirmar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Toda manifestação objetiva, seja no movimento do corpo de um ser vivo, seja no movimento de algum corpo inorgânico, requer duas condições: vontade e força — além de matéria, que é aquilo que faz com que o objeto que se move seja visível aos nossos olhos; e essas três são todas forças conversíveis...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A referência que se segue &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;[29]&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; é especialmente interessante, não só porque a expressão energia atômica indica que os átomos têm energia, mas porque HPB parece ter sido a primeira pessoa a usar esta expressão tão comum hoje:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O ‘movimento ondulatório das partículas vivas’ torna-se compreensível com a teoria de um... Princípio Vital universal, que é espiritual, independente de nossa matéria e que se manifesta como energia atômica somente no nosso plano de consciência.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo em vista tudo o que foi dito antes, não é surpreendente ser informada pelos atuais editores de “A Doutrina Secreta” que eles têm recebido pedidos freqüentes de exemplares dessa obra feitos por professores universitários. Um professor do Instituto de Tecnologia da Califórnia comprou o livro diversas vezes nos últimos anos. Perguntado amavelmente sobre a razão disso, soube-se que, cada vez que um exemplar estava demasiadamente marcado, dificultando a sua leitura, ele comprava outro exemplar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta escritora soube em 1982, quando visitava Boston e Cambridge, que os professores e alunos de química do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) estavam fazendo planos para investigar os ensinamentos em “A Doutrina Secreta” relativos às suas especialidades. Em 1988, soube-se, por meio de Philip Perchion, um cientista que havia trabalhado na bomba atômica, que professores e estudantes do MIT haviam formado uma sociedade alquímica e que estudavam regularmente “A Doutrina Secreta”. Ele também disse que ele e vários professores de química — a maior parte professores aposentados do MIT — encontravam-se periodicamente para discutir a D.S. no Harvard Club, em Nova Iorque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sylvia Cranston, autora do livro “Helena Blavatsky - a Vida e a Influência Extraordinária da Fundadora do Movimento Teosófico Moderno” (Ed. Teosófica) , foi associada da Loja Unida de Teosofistas, LUT, e teve uma longa vida dedicada à causa da teosofia. Morreu na segunda metade da década de 1990. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;NOTAS:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; “The Secret Doctrine in the Light of Twentieth Century” (“A Doutrina Secreta à Luz do Pensamento do Século Vinte”), revista “Sunrise”, publicada pela Sociedade Teosófica de Pasadena, abril-maio de 1989, pp 150-151.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; Veja “A Doutrina Secreta”, H.P.B., ed. Pensamento, SP, volume III. Na edição em inglês, “The Secret Doctrine”, Theosophy Co., Los Angeles, veja vol. II, p. 442.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; Volume II, pp. 323-324 da edição em português de “A Doutrina Secreta”, Ed. Pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; “A Doutrina Secreta”, HPB, Ed. Pensamento, SP, volume II, pp. 323-324. Em inglês, “The Secret Doctrine”, vol. I, pp. 611-612.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;[5]&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; “O diretor do Departamento de Física da Universidade de Harvard desencorajava o estudo de graduação, pois só bem poucos problemas permaneciam sem solução”. (Gary Zukav, “The Dancing Wu Li Masters”, Nova Iorque, Bantam, , 1980, p. 311.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;[6]&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; David Dietz, “The New Outline of Science” (“O Novo Perfil da Ciência”), Nova Iorque, EUA, Dodd, Mead, 1972,, pp. 259-263.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;[7]&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; Robert Millikan, “The Autobiography of Robert A. Millikan”, Nova Iorque, EUA, Prentice-Hall, 1950, pp. 272, 271. Em 1909, o próprio Millikan cumpriu um importante papel ao determinar as cargas elétricas exatas dos elétrons, e em 1923 recebeu o Prêmio Nobel de Física pela descoberta dos raios cósmicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;[8]&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; “Science”, 8 janeiro 1937, p. 598.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;[9]&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; Volume II, p. 333 da edição em português, da Ed. Pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[10] “A Doutrina Secreta”, volume I, pp. 176-179, especialmente 177. Em inglês, “The Secret Doctrine”, Theosophy Company, Los Angeles, Volume I, pp. 129-132.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;[11]&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; O círculo-que-não-pode-ser-transposto (ring-pass-not no original) é aquilo que separa o mundo da forma do mundo sem forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;[12]&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; “Theosophia”, volume 4, número 22, novembro-dezembro de 1947, p. 15.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[13] Robert Millikan, “Time, Matter and Values” (“Tempo, Matéria e Valores”), Chapel Hill, Carolina do Norte, EUA, University of North Carolina Press, 1932, p. 96.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[14] Raymond F. Yates, “These Amazing Electrons” (“Esses Eletrons Incríveis”), Nova Iorque, EUA, the Macmillan Company, 1937.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;[15]&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; Dietz, “The New Outline of Science”, p. 277.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[16] A. March e I.M. Freeman, “The New World of Physics” (“O Novo Mundo da Física”), 1963; citado na revista “Sunrise”, novembro de 1975, p. 81.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[17] Veja a Nota 22 da parte 7 do livro de Sylvia Cranston, completa, ao final do presente texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;[18]&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; M.R. Crossland, editor, “The Science of Matter”, Nova Iorque, EUA, Penguin, 1971, p. 76.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;[19]&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; Vol. II, p. 232 da edição em português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;[20]&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; “Em 1984”, escreve Stephen Hawking, “houve uma mudança de opinião notável em favor do que é chamado de teoria das cordas ..... O que antes se via como partículas, é agora representado como ondas vibrando no cordel de uma pipa ou pandorga”. (Hawking, “A Brief History of Time” – “Uma Breve História do Tempo”, p. 158-160 da edição em inglês).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;[21]&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; Werner Heisenberg, “Science”, 19 de março de 1976, p. 1165.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;[22]&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; Volume II, p. 220 da edição em português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;[23]&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; Blavatsky, “The Secret Doctrine”, vol. I, p. 97; veja também vol. I, pp. 2, 55 e nota de rodapé da p. 76.&lt;br /&gt;[24] S. Garrett Service, “The Einstein Theory of Relativity” (“A Teoria da Relatividade de Einstein”), Nova Iorque, EUA, E. M. Radimann, 1928, p. 48.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;[25]&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; Vol I, p. 14 da edição em inglês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;[26]&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; Millikan, “The Autobiography of Robert A. Millikan”, p. 273.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;[27]&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; Vol. II, p. 335 da edição em português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;[28]&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; Página 260, no volume I, da edição brasileira. Em inglês, “Isis Unveiled”, Theosophy Co., Los Angeles, Vol I, p. 198.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;[29]&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; “A Doutrina Secreta”, vol. IV, p. 242, da edição em português. .&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;FONTE:&lt;/strong&gt; Excerto do Capítulo 3, Parte 7, do livro “Helena Blavatsky”, de Sylvia Cranston, publicado no Brasil pela Editora Teosófica, em 1997.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2480458933532256779-8240579976582532642?l=getflorianopolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://getflorianopolis.blogspot.com/feeds/8240579976582532642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://getflorianopolis.blogspot.com/2009/05/ciencia-e-doutrina-secreta-sylvia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480458933532256779/posts/default/8240579976582532642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480458933532256779/posts/default/8240579976582532642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://getflorianopolis.blogspot.com/2009/05/ciencia-e-doutrina-secreta-sylvia.html' title='A Ciência e A Doutrina Secreta - Sylvia Cranston'/><author><name>GET Florianópolis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2480458933532256779.post-7027141700686883496</id><published>2009-05-27T03:56:00.000-07:00</published><updated>2009-05-27T04:07:45.874-07:00</updated><title type='text'>O Desafio do Nosso Tempo: Integrar a Ciência e a Religião - Ken Wilber</title><content type='html'>NÃO HÁ, NO MUNDO MODERNO, nenhum tópico mais importante e atual do que a relação entre ciência e religião. A ciência é, indubitavelmente, um dos méto&amp;shy;dos mais profundos encontrados pelo homem para descobrir a verdade; ao passo que a religião ainda é a maior força produtora de significação. Verdade e sentido, ciência e religião: ainda não sabemos como juntá-los de maneira aceitável para ambos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reconciliar ciência e religião não é simplesmente uma curiosidade acadêmica passageira. Estas duas enormes forças, ou seja: verdade e significado, estão em guerra no mundo de hoje. A ciência moderna e a religião pré-moderna habitam agressiva&amp;shy;mente o mesmo planeta, cada qual competindo, à sua maneira, pelo domínio do mundo. Mais cedo ou mais tarde, uma delas terá de ceder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ciência e a tecnologia criaram uma estrutura global e multinacional de sistemas industriais, econômicos, médicos, científicos e de informação. Por mais bené&amp;shy;ficos que sejam esses sistemas, todos eles, em si, estão desprovidos de significado e de valor. Como seus próprios propositores lembram constantemente, a ciência nos diz o que é e não o que deveria ser. A ciência nos fala de átomos, moléculas, galáxias, dados digitais e sistemas de redes: ela nos diz o que alguma coisa é, mas não nos conta se ela é boa ou ruim, ou como ela poderia ou deveria ser. Assim, essa imensa infra-estrutura científica global é, em si mesma, um esqueleto sem valores, por mais funcionalmente eficaz que possa ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A religião entrou alegremente nesse colossal vácuo de valores. A ciência criou essa extraordinária estrutura mundial e global intrinsecamente destituída de valo&amp;shy;res. Mas, dentro dessa ubíqua moldura, bolsões subglobais de religiões pré-moder&amp;shy;nas têm criado valores e significado para bilhões de criaturas em todas as partes do mundo. E essas mesmas religiões pré-modernas muitas vezes negam validade à es&amp;shy;trutura científica na qual elas vivem e que lhes proporciona a maior parte da medi&amp;shy;cina, da economia, das finanças, das redes de informações, dos transportes e das comunicações. O significado religioso tenta florescer dentro do esqueleto científi&amp;shy;co da verdade, muitas vezes negando a própria estrutura científica, o que equivale a serrar o galho no qual se está sentado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A repulsa é mútua, pois a ciência moderna jubilosamente nega na prática todos os princípios básicos da religião em geral. De acordo com o típico ponto de vista da ciência moderna, a religião não passa de um remanescente da infância da humanida&amp;shy;de, com a mesma realidade do Papai Noel, por exemplo. Quer as asserções religiosas sejam mais literais (Moisés abriu as águas do mar Vermelho), ou mais místicas (a religião envolve experiência espiritual direta), a ciência moderna nega todas elas, simplesmente porque não existem evidências empíricas confiáveis para nenhuma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim é a bizarra estrutura do mundo de hoje: uma estrutura científica, que é global em seu alcance e onipresente por suas redes de informação e comunicação e que forma um esqueleto sem sentido, dentro do qual centenas de religiões subglobais e pré-modernas criam valores e significado para bilhões de pessoas. Mas ambas, ciência e religião, negam significado e até mesmo realidade, uma à outra. Isso cons&amp;shy;titui um cisma violento e uma ruptura nos órgãos internos da cultura global con&amp;shy;temporânea e é exatamente por isso que muitos analistas sociais acreditam que, se não surgir algum tipo de reconciliação entre elas, o futuro da humanidade será, na melhor das hipóteses, precário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Que Entendemos por “Religião”?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O objetivo deste livro é sugerir como começar a pensar, tanto na ciência como na religião, de maneira a possibilitar que elas se reconciliem e até mesmo se integrem, de forma aceitável para ambas as partes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que reconciliar ciência com religião depende, em parte, do que consi&amp;shy;deramos “ciência” e “religião”. Dedicaremos os capítulos 11, 12 e 13 exclusivamen&amp;shy;te a esse tópico. Enquanto isso, temos de levar alguns pontos em consideração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Definir “religião” já é uma tarefa quase impossível, principalmente porque exis&amp;shy;tem tantos tipos que é difícil identificar o que eles têm em comum, se é que o têm. Mas uma coisa é óbvia: muitos dos princípios específicos e centrais das grandes religiões do mundo se contradizem mutuamente, mas, se não conseguirmos encontrar uma essência comum a todas as grandes religiões da humanidade, jamais conseguiremos a integração entre ciência e religião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, se não encontrarmos uma essência comum, aceita em geral pela maioria das religiões, seremos forçados a escolher uma religião e negar a importân&amp;shy;cia das demais; ou então teríamos de procurar princípios comuns entre as diversas crenças e, assim, alienar as suas próprias tradições. Jamais chegaríamos a integrar ciência e religião de forma aceitável por ambas as partes, pois a maioria das reli&amp;shy;giões rejeitaria o que foi feito às suas crenças para forçar essa reconciliação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não seria bom, por exemplo, como fizeram muitos criacionistas cristãos, sus&amp;shy;tentar que o big-bang indica que o universo é produto de um Deus criador pessoal, quando o budismo, uma das religiões mais profundas e influentes, nem sequer acre&amp;shy;dita num deus pessoal. Assim, não podemos usar o big-bang para integrar ciência e religião, a menos que primeiro encontremos uma forma de reconciliar o cristianis&amp;shy;mo com o budismo, e com as sabedorias tradicionais em geral. De outra forma, não estaremos integrando a ciência com a religião; estaremos simplesmente integrando uma versão estreita do cristianismo com uma das versões da ciência. Isso não me&amp;shy;receria o termo integração e certamente não é uma integração aceitável pelas ou&amp;shy;tras religiões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, aqueles que desejam defender uma forma de religião em particular — quer seja a de um deus patriarcal, a de uma grande deusa matriarcal, a de um cristianismo fundamentalista, um xintoísmo mitológico, uma eco-religião gaia, um islamismo fundamentalista — tomam, muitas vezes, desenvolvimentos científicos modernos para tentar mostrar que tais desenvolvimentos, apenas por acaso, encai&amp;shy;xam-se numa generosa maneira de interpretar a sua religião em particular. Não será dessa maneira que trataremos do assunto. Pois o fato é que a reconciliação, longamente desejada, permanecerá mais sutil do que nunca, a menos que a ciência se mostre compatível com determinadas características comuns a todas as maiores tradições de sabedoria do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, antes que possamos tentar integrar ciência e religião, temos de verificar se existe um fundamento comum entre as grandes tradições de sabedoria da huma&amp;shy;nidade. Essa essência comum teria de ser uma estrutura geral que, despojada de pormenores específicos e de conteúdos concretos, ainda fosse aceitável para a maioria das tradições religiosas, pelo menos abstratamente. Existe essa essência comum?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta, aparentemente, é afirmativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Grande Cadeia do Ser&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Huston Smith, considerado uma das maiores autoridades em religião comparada, apontou, em seu maravilhoso livro Forgotten Truth, que praticamente todas as gran&amp;shy;des tradições de sabedoria concordam na crença da Grande Cadeia do Ser. Smith não está sozinho nessa convicção. De Ananda Coomaraswamy a René Guénon, de Fritjof Schuon a Nicholas Berdyaev, de Michael Murphy a Roger Walsh, de Seyyed Nasr a Lex Hixon, a conclusão é a mesma: a essência da visão de mundo religiosa pré-moderna é a Grande Cadeia do Ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com essa visão quase universal, a realidade é uma rica tapeçaria de níveis entrelaçados, abrangendo desde a matéria até o corpo, até a mente, até a alma, até o espírito. Cada um dos níveis mais elevados “envolve” ou “abarca” dimen&amp;shy;sões menores como se fosse uma série de ninhos, dentro de ninhos, dentro de ni&amp;shy;nhos do Ser. Isso ocorre de tal maneira que cada coisa ou acontecimento no mundo esteja entrelaçado com cada um dos outros e todos estejam finalmente envolvidos pelo Espírito, por Deus, pela Deusa, pelo Tao, por Brahma, ou pelo próprio Absoluto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como Arthur Lovejoy demonstrou abundantemente em seu clássico tratado sobre a Grande Cadeia, essa visão da realidade tem sido de fato “a filosofia oficial dominante da maioria da humanidade civilizada ao longo da maior parte de sua história”. A Grande Cadeia do Ser é a visão de mundo “adotada pela maioria das mentes especulativas mais sutis e pelos grandes mestres religiosos, tanto do Orien&amp;shy;te quanto do Ocidente”. Essa espantosa unanimidade de crenças religiosas profundas (FIGURA 1-1 — O GRANDE NINHO DO SER) levou Alan Watts a declarar categoricamente que: “Pouco percebemos a extre&amp;shy;ma peculiaridade da nossa própria posição e acreditamos ser difícil entender um fato simples que é um consenso filosófico de alcance universal, mantido pelas pes&amp;shy;soas que relatam as mesmas visões e ensinam a mesma doutrina essencial, quer vivam hoje ou tenham vivido há seis mil anos, quer seja no Novo México, no extre&amp;shy;mo Ocidente ou no Japão, no extremo Oriente,”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Grande Cadeia do Ser — cuja denominação talvez não seja adequada, pois, como afirmei, a visão atual assemelha-se mais a um Grande Ninho do Ser, em que cada uma das dimensões maiores abarca ou envolve as menores — é uma situação muitas vezes descrita como de “transcendência e inclusão”. O espírito transcende mas inclui a alma, a qual transcende mas inclui a mente, a qual transcende mas inclui o corpo vital, o qual, por sua vez, transcende mas inclui a matéria. Eis por que o Grande Ninho é mais adequadamente mostrado como uma série de esferas ou círculos concêntricos, como indicado na figura 1-1.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso não quer dizer que cada uma das tradições religiosas de tempos imemoriais tenha possuído exatamente esse esquema particular de matéria, corpo, mente, alma e espírito; houve consideráveis variações dentro dele. Algumas tradições possuíam apenas três níveis básicos no Grande Ninho, em geral corpo, mente e espírito. Como Chõgyam Trungpa Rimpoche afirmou em Shambhala: The Sacred Path ofthe Warrior, essa hierarquia simples de corpo, mente e espírito foi, não obstante, a espinha dorsal até mesmo das primeiras tradições xamânicas, apresentada como hierarquia de ter&amp;shy;ra, homem e céu. Esse esquema de três níveis reaparece nas noções hinduístas e budistas dos três grandes estados do ser: grosseiro (matéria e corpo), sutil (mente e alma) e causal (espírito). Por outro lado, muitas dessas tradições têm também ex&amp;shy;tensas subdivisões do Grande Ninho, algumas vezes fragmentando-se em até cin&amp;shy;co, sete, doze ou mais níveis e subníveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o ponto básico permanece essencialmente o mesmo: a realidade é uma série de ninhos, dentro de ninhos, dentro de ninhos, abrangendo desde a matéria até o Espírito, com o resultado de que todos os seres e todos os níveis são, finalmen&amp;shy;te, envoltos no abraço penetrante e amoroso de um Espírito sempre presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada um dos níveis mais elevados do Grande Ninho, embora contenha os seus menores, possui qualidades emergentes não encontradas no nível secundário. Des&amp;shy;sa forma, o corpo vital animal contém a matéria em sua composição, mas também acrescenta sensações, sentimentos e emoções, que não são encontrados nas pedras. Enquanto a mente humana contém emoções corporais em sua composição, também acrescenta faculdades cognitivas mais elevadas, como razão e lógica, que não são encontradas nas plantas ou em outros animais. E, enquanto a alma contém a mente em sua composição, ela também acrescenta cognições e afetos, como iluminação e visão arquetípicas, não encontradas na mente racional. E assim por diante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma, cada nível mais elevado possui as feições características de seus ní&amp;shy;veis inferiores, mas acrescenta elementos não encontrados nesses níveis. Ou seja, cada nível mais elevado transcende mas contém os seus inferiores. E isso significa que cada nível de realidade possui uma arquitetura diferente, por assim dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas por essa razão, cada nível de realidade, conforme as grandes tradições, associa-se a um ramo específico de conhecimento, indicados na figura 1-1: a física estuda a matéria; a biologia estuda os corpos vivos; a psicologia e a filosofia tratam da mente; a teologia estuda a alma e suas relações com Deus, e o misticismo estuda o Ente Supremo ou Vazio puro, a experiência radical do Espírito além de Deus e da alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa tem sido a visão de mundo predominante na maioria da história ou pré-história humanas, em uma variante ou outra. Ela é a espinha dorsal da “filosofia perene”, o consenso quase universal sobre o real sustentada pela humanidade na maior parte de sua existência sobre a Terra. Isto é, até o surgimento da modernidade no Ocidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Moderna Negação da Espiritualidade&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Com o surgimento da modernidade no Ocidente, a Grande Cadeia do Ser desapa&amp;shy;receu quase por completo. Como veremos, o Ocidente moderno, depois do Iluminismo, tornou-se a primeira grande civilização na história da humanidade a negar quase que totalmente a existência do Grande Ninho do Ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu lugar apareceu uma concepção “plana” de um universo composto basi&amp;shy;camente de matéria (ou matéria/energia), e esse universo material, que inclui cor&amp;shy;pos e mentes materiais, podia ser melhor estudado pela ciência, e apenas pela ciên&amp;shy;cia. Assim, no lugar da Grande Cadeia que abrangia desde a matéria até Deus, havia a matéria e ponto final. E foi assim que a visão de mundo conhecida como materialismo científico tornou-se, no todo ou em parte, a filosofia oficial dominante do Ocidente moderno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos estudiosos de mentalidade religiosa notaram esse moderno “colapso” do Grande Ninho do Espírito e lamentam-no profundamente. Segundo eles, esse colapso deve ser atribuído a qualquer coisa, desde o paradigma newtoniano-&amp;shy;cartesiano até a dominação patriarcal desde a mercantilização capitalista dos va&amp;shy;lores até a agressão masculina contra a Deusa; desde o ódio à rede holística da vida e a desvalorização da natureza em favor das abstrações analíticas; desde a cobiça e luxúria materiais até a obsessão pelo ganho monetário. A lista das causas malévolas é praticamente infinita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais verdadeiras que possam ser essas explicações, nenhuma delas focaliza os problemas fundamentais. Como veremos, existem boas razões para que afirme&amp;shy;mos que a Grande Cadeia, em sua forma tradicional, tenha desmoronado. O Gran&amp;shy;de Ninho do Espírito simplesmente não conseguiu resistir a algumas verdades ine&amp;shy;gáveis trazidas pela modernidade. Se quisermos integrar a religião pré-moderna com a ciência moderna, a verdade inerente a ambas as partes deve ser levada a essa união. A modernidade possui um grande quinhão de novas verdades e novas des&amp;shy;cobertas. Ela está longe de ser o Grande Satã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, a ascensão da modernidade foi marcada por seus próprios problemas graves, entre os quais o grande terremoto cultural provocado pelo co&amp;shy;lapso do Grande Ninho do Espírito. O ser humano não estava mais envolvido pelo Espírito, estava submerso na matéria: um universo pouco estimulante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim chegamos a um ponto crucial. Nosso objetivo é integrar a religião pré-moderna com a ciência moderna. Já vimos que a essência da religião pré-moderna é o Grande Ninho do Ser. Mas qual será precisamente a essência da modernidade? Se estamos a ponto de integrar o pré-moderno com o moderno, e o pré-moderno é a Grande Cadeia, então o que significa o “moderno”? A chave para essa integração, há tanto tempo desejada, talvez esteja nessa direção negligenciada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Que é a “Modernidade”?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O que especificamente a modernidade legou ao mundo que as culturas pré-mo&amp;shy;dernas nunca tiveram? O que tornou a modernidade tão substancialmente diferen&amp;shy;te das culturas e épocas que a precederam? O que quer que tenha sido deve ser algo essencial para essa integração tão desejada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muitas respostas para a pergunta: “O que é a modernidade?” A maioria delas é decididamente de caráter negativo. Diz-se que a modernidade marcou a morte de Deus, a morte da Deusa, a mercantilização da vida, o nivelamento das distinções qualitativas, as brutalidades do capitalismo, a substituição da qualidade pela quantidade, a perda dos valores e do sentido, a fragmentação da vida mundial, o terror existencial, um materialismo vulgar e desenfreado; tudo isso resumido na famosa frase de Max Weber: “desencanto do mundo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvida, há muito de verdade em todas essas alegações, e trataremos delas em pormenores. Mas certamente a modernidade tem aspectos muito positivos tam&amp;shy;bém, pois nos trouxe as democracias liberais; os ideais de igualdade, a liberdade e a justiça, independentemente de raça, credo ou gênero; a medicina, a física, a biolo&amp;shy;gia e a química modernas; o fim da escravidão; o surgimento do feminismo; os direitos universais da humanidade. Tudo isso, certamente, é mais nobre do que um mero “desencanto do mundo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. O que precisamos é de uma definição ou descrição específica de modernidade que leve em conta todos esses fatores, bons (como as democracias liberais) e ruins (como por exemplo a disseminada perda de significado). Alguns estudiosos, de Max Weber a Jürgen Habermas, afirmam que o que define especifi&amp;shy;camente a modernidade é algo chamado “distinção das esferas de valores cultu&amp;shy;rais”- que significa a distinção da arte, da moral e da ciência. Enquanto essas esferas anteriormente tendiam a se fundir, a modernidade as diferenciou e deixou que cada uma seguisse seu próprio caminho, com sua própria dignidade, usando seus próprios instrumentos e seguindo suas próprias descobertas, livres de intrusões por parte das outras esferas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa diferenciação permitiu que cada esfera fizesse descobertas profundas, as quais, se usadas sabiamente, poderiam levar a resultados “bons”, como a democra&amp;shy;cia, o fim da escravidão, o surgimento do feminismo e os rápidos avanços na medi&amp;shy;cina. Mas, se usadas sem critério, poderiam facilmente ser desvirtuadas e cair no “lado negro” da modernidade, como o imperialismo científico, o desencanto do mundo e os esquemas totalizantes de dominação mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O brilhantismo dessa definição de modernidade, ou seja, que ela diferencia as esferas de valor da arte, da moral e da ciência, é que ela nos permite ver o que há por baixo tanto das boas novas quanto das ruins da modernidade. Essa definição, que ficará mais clara no decorrer dos próximos capítulos, leva-nos a compreender a nobreza e os desastres da modernidade, os quais analisaremos cuidadosamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As culturas pré-modernas certamente possuíam arte, moral e ciência. O pro&amp;shy;blema é que essas esferas eram relativamente “indiferenciadas”. Para dar apenas um exemplo, durante a Idade Média, Galileu não podia olhar livremente através do seu telescópio e relatar os resultados porque a arte, a moral e a ciência se fun&amp;shy;diam na Igreja e, portanto, era a moral da Igreja que definia o que a ciência podia ou não podia fazer. A Bíblia dizia (ou insinuava) que o Sol girava em torno da Terra e ponto final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, com a diferenciação das esferas de valor, alguém como Galileu poderia olhar pelo seu telescópio sem medo de ser acusado de heresia e traição. A ciência tinha liberdade de procurar a própria verdade, livre da dominação brutal de outras esferas. O mesmo se daria com a arte e a moral: os artistas poderiam, sem medo de punição, pintar temas que não fossem religiosos ou até mesmo sacrílegos, caso desejassem. E a teoria moral estaria livre para buscar uma vida boa, de acordo com a Bíblia ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por todos esses motivos, e mais alguns, essas diferenciações de modernidade tam&amp;shy;bém eram conhecidas como a nobreza da modernidade, pois foram responsáveis, em parte, pelo surgimento da democracia liberal, pelo fim da escravidão e pelos desconcertantes avanços nas ciências médicas, para citar apenas algumas delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como veremos, as ‘más notícias” da modernidade consistiam em que essas esferas de valores não se separavam amigavelmente, mas em geral rompiam rela&amp;shy;ções por completo. As maravilhosas diferenciações da modernidade se transforma&amp;shy;vam em dissociação, fragmentação, alienação. A nobreza se tornou um desastre. O crescimento virou um câncer. A medida que as esferas de valores começavam a se dissociar, permitiam que uma ciência poderosa e agressiva começasse a invadir e a dominar as outras esferas e a impedir que a arte e a moral fossem levadas em conta pela “realidade” que se aproximava. A ciência se transformou em cientificismo —materialismo científico e imperialismo científico — que logo se tornaria a visão de mundo dominante e “oficial” da modernidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi esse materialismo científico que proclamou a desvalorização das outras es&amp;shy;feras de valores, tornando-as “não-científicas”, ilusórias ou coisa pior. E por essa mesma razão, foi o materialismo científico que declarou a inexistência da Grande Cadeia do Ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o materialismo científico, o Grande Ninho de matéria, corpo, mente, alma e espírito, podia ser reduzido a sistemas de matéria apenas; e a maté&amp;shy;ria, quer no cérebro material, quer nos sistemas materiais de processos, responderia por toda a realidade, sem outro remanescente. Mente, alma e Espírito desaparece&amp;shy;ram, como na verdade desapareceu toda a Grande Cadeia, com exceção de seu lamentável degrau inferior. Em seu lugar, como tão bem lamentou Whitehead, per&amp;shy;maneceu a realidade como “algo enfadonho, sem som, sem cheiro, sem cor, apenas a precipitação do material, incessantemente e sem sentido”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi assim que o moderno Ocidente tornou-se a primeira grande civilização, em toda a história da raça humana, a negar realidade substancial ao Grande Ninho do Ser. E nessa negação maciça e universal que tentaremos introduzir novamente a dimensão espiritual, mas em termos aceitáveis também para a ciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Conclusão&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Integrar religião e ciência é integrar uma visão de mundo pré-moderna a outra moderna. Mas vimos que a essência da pré-modernidade é a Grande Cadeia do Ser, e a essência da modernidade é a diferenciação das esferas de valores da arte, da moral e da ciência. Assim, para integrar religião e ciência, temos de integrar a Grande Cadeia com as diferenciações da modernidade. Como veremos no próximo capítulo, isso significa que cada um dos níveis da tradicional Grande Cadeia preci&amp;shy;sa ser cuidadosamente diferenciado à luz da modernidade. Se conseguirmos fazer isso, estaremos satisfazendo a ambos: a reivindicação essencial da espiritualidade, ou seja, a Grande Cadeia; e a reivindicação essencial da modernidade, isto é, a diferenciação das esferas de valores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se essa integração for feita sem “trapaça”, vale dizer, sem que a religião ou a ciência sejam esticadas e deformadas a ponto de ficarem irreconhecíveis, será uma integração que poderá realmente ser aceita por ambas as partes. Uma síntese assim juntaria o melhor da sabedoria pré-moderna com o brilhante conhecimento mo&amp;shy;derno, unindo a verdade e o sentido, de uma maneira ainda não alcançada pela mente moderna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;FONTE:&lt;/strong&gt; Excerto do Cap. I do livro “A União da Alma e dos Sentidos”, de Ken Wilber,  publicado no Brasil pela Editora Cultrix, em 2001.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2480458933532256779-7027141700686883496?l=getflorianopolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://getflorianopolis.blogspot.com/feeds/7027141700686883496/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://getflorianopolis.blogspot.com/2009/05/o-desafio-do-nosso-tempo-integrar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480458933532256779/posts/default/7027141700686883496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480458933532256779/posts/default/7027141700686883496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://getflorianopolis.blogspot.com/2009/05/o-desafio-do-nosso-tempo-integrar.html' title='O Desafio do Nosso Tempo: Integrar a Ciência e a Religião - Ken Wilber'/><author><name>GET Florianópolis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2480458933532256779.post-368022315207898999</id><published>2009-05-21T06:28:00.000-07:00</published><updated>2009-05-21T06:29:43.457-07:00</updated><title type='text'>Como trilhar o caminho da Teosofia</title><content type='html'>“Como pode você discernir o real do irreal, o verdadeiro do falso? Só através do auto-desenvolvimento. Como conseguir isso? Primeiro, precavendo-se contra as causas do auto-engano. E isso você pode fazer dedicando-se, em determinada hora ou horas fixas, a cada dia, totalmente só, à autocontemplação, a escrever, a ler, a purificar suas motivações, a estudar e corrigir seus erros, ao planejamento do seu trabalho na vida externa. Estas horas deveriam ser reservadas como algo sagrado para este propósito, e ninguém, nem mesmo o seu amigo ou seus amigos mais íntimos, deveriam estar com você naquele momento. Pouco a pouco sua visão ficará clara, você descobrirá que as névoas se dissipam, que suas faculdades interiores se fortalecem (....) e a certeza toma o lugar das dúvidas.” [1]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[1] “Cartas dos Mestres de Sabedoria”, Transcritas por C. Jinarajadasa, Ed. Teosófica, Brasília, 1996, 296 pp., ver Carta II para Laura Holloway, p. 146. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2480458933532256779-368022315207898999?l=getflorianopolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://getflorianopolis.blogspot.com/feeds/368022315207898999/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://getflorianopolis.blogspot.com/2009/05/como-trilhar-o-caminho-da-teosofia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480458933532256779/posts/default/368022315207898999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480458933532256779/posts/default/368022315207898999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://getflorianopolis.blogspot.com/2009/05/como-trilhar-o-caminho-da-teosofia.html' title='Como trilhar o caminho da Teosofia'/><author><name>GET Florianópolis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2480458933532256779.post-467341799181922787</id><published>2009-05-14T05:34:00.000-07:00</published><updated>2009-05-14T05:40:06.511-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Liberdade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fraternidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ideais'/><title type='text'>Os Ideais da Teosofia – Annie Besant</title><content type='html'>Trinta e seis anos conta a Sociedade Teosófica, trinta e seis anos de bom e mau tempo. Não deixa pois de ser natural que se pergunte: "Que valor tem para o mundo essa Sociedade? O que pode ela fazer para o bem da humanidade? O que tem ela já feito nesse sentido?" Nestas quatro conferências não me proponho senão dizer algumas palavras casuais sobre a Teosofia como um grande movimento espiritual, como uma poderosa auxiliadora das religiões do mundo. Todos vós sabeis o que ela tem feito, detendo e fazendo recuar a onda do materialismo, e o que continua fazendo nesse sentido. Sabeis também o que ela tem feito no sentido da revivescência das religiões, da liberalização das ortodoxias do mundo, o auxílio que tem levado a vários países chamando-os a um conceito mais espiritual da religião. De todos os lados vemos que francamente se confessa que na revivescência dos sentimentos religiosos, que se nota tanto no Oriente como no Ocidente, a Teosofia tem tido um papel não só importante, mas capital. Aqueles que são inimigos de todas as religiões atacam-na, naturalmente, em especial pelo que ela tem feito neste sentido. Mas aqueles que amam a religião, mais e mais se têm convencido da utilidade da Teosofia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa parte do nosso trabalho, porém, que é tão conhecida, e tantas vezes tem sido descrita, não me proponho tratar agora. Desejo, antes, responder à pergunta: "O que tem a Teosofia a acrescentar à inspiração geral que emana de todas as grandes religiões? O que, de especialmente valioso, ela traz a este mundo? Que luz derrama ela sobre os problemas da vida, e de que modo os esclarece? Que inspiração utilizável e prática ela dá, ao mover os espíritos de homens e mulheres para servir à causa real dos seus semelhantes?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou tentar mostrar-vos, nestas conferências, que os ideais, que são especificamente os Ideais da Sociedade Teosófica, têm um valor real mesmo no plano físico. Que nós não somos meros sonhadores, como alguns nos julgam; que nós nem sempre vivemos nos céus, ainda que ali subamos às vezes para de lá trazer a inspiração que nos guie para que melhor nos desempenhemos de nossa missão na terra. Vou tentar demonstrar que, mesmo do ponto de vista utilitário, a Teosofia pode justificar-se perante um mundo cético pelos Ideais que ergue, e pelo valor da aplicação prática desses ideais aos trabalhos da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O que um Ideal Significa&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, o que queremos dizer com a palavra "Ideal"? Evidentemente que, antes de mais nada, um Ideal é uma idéia, um conceito construído pelo espírito. É esta a primeira parte da definição de um Ideal. Mas ele não é apenas um conceito ou uma idéia; pois que muitas idéias, passageiras, mutáveis, frívolas, constantemente estão atravessando o espírito humano, na sua constante atividade, e a estas não se pode dar o nome de Ideais. Para haver um Ideal é preciso haver mais alguma coisa do que uma idéia. O ponto seguinte, portanto, na definição, é que Ideal é uma idéia fixa, não um pensamento passageiro. É uma idéia que não muda, que não varia, que é fixa e estável, que exerce uma forte influência sobre o espírito. Eis, pois, a segunda parte da definição da palavra Ideal: um Ideal é uma idéia fixa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, além disso, um Ideal é uma idéia construtiva, uma idéia vitalizadora, e que, portanto, tem um efeito sobre o caráter. Um Ideal é uma idéia, não morta, mas viva, exercendo uma forte influência sobre a vida. De sorte que chegamos a conceber um Ideal como sendo uma idéia ou um conceito caracterizado pela fixidez e pelo seu poder construtivo do caráter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos, porém, ainda um pouco a acrescentar à nossa definição, antes que percebamos totalmente o que um Ideal significa. Uma idéia falsa pode ser fixa - uma idéia fixa que não está em harmonia  com os fatos e com a natureza das coisas. Uma destas idéias fixas produz o maníaco, mas não o Herói ou o Santo. De modo que temos que acrescentar um adjetivo a essa palavra "idéia". Tem de ser uma idéia verdadeira, uma idéia justa, uma idéia que esteja em harmonia com os fatos e de acordo com a verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia fixa, tal qual os psicólogos a conhecem, tem certas características. Já disse que ela pode produzir um maníaco; porque é característico de uma idéia fixa, no sentido vulgar da expressão, que ela domina o espírito e exclui as influências que se lhe opõem. É quase inútil argumentar contra ela. As influências usuais da vida, que atuam sobre o espírito humano, recuam ao bater de encontro à idéia fixa, do mesmo modo que as ondas recuam, quebradas ao bater de encontro a um rochedo. Por isso uma idéia destas pode ser um perigo e não um auxílio, um mal e não um bem. Mas, mesmo quando a idéia fixa seja boa e verdadeira, mais alguma coisa é preciso para que ela seja realmente um Ideal Teosófico. A idéia que é boa e verdadeira produz o Herói e produz o Santo; mas aquela que torna um homem um servidor útil da humanidade é uma idéia fixa que é boa e verdadeira, mas que ele possui, e não ela a ele. Não há aqui uma mera sutileza ou um simples jogo de palavras. Há uma profunda diferença, na evolução, entre uma idéia fixa dominar um indivíduo, e um indivíduo dominar uma idéia fixa. Lembram-se decerto, de que Patanjali, no seu Yoga Sutras, ao traçar os estágios da evolução intelectual, observa que o homem que está possuído por uma idéia fixa está perto da porta da Ioga. Sim: isto é verdade. É um sinal de evolução acima do vulgar, isto de uma idéia que seja uma inspiração nobre e verdadeira, possuir um homem a tal ponto que nenhum dos usuais argumentos mundanos pode fazer com que ele abandone a sua atitude; mas é sinal de uma evolução ainda mais alta quando a idéia nobre é possuída por ele como um instrumento, e não o possui como um dono. Uma idéia deve ser serva do Espírito, a fim de dominar a natureza inferior e coagi-la ao serviço da superior. Por isso Patanjali sabiamente traça a distinção, e aponta que a idéia&lt;br /&gt;fixa possuindo um indivíduo o traz para perto da porta do Caminho; mas que é só quando o Indivíduo possui a idéia e não é possuído por ela que os seus pés podem transpor o limiar dessa porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um Ideal é, pois, uma idéia fixa, justa ou verdadeira possuída pelo indivíduo, e a tal ponto viva que influencia o seu caráter. Este último ponto não deve nunca ser esquecido. Porque um Ideal que não vivemos torna-se um ídolo, e muitas vezes resulta ser um obstáculo em vez de um auxílio. Formar o caráter, inspirar o coração, iluminar o espírito, eis o valor de um Ideal. Temos que meditar num Ideal desses para que o possamos reproduzir dentro de nós. Porque o homem, como diz o Upanishad, é criado pelo pensamento e torna-se aquilo em que mais pensa. O pensamento forma o caráter, e a vida torna o pensamento fértil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica, pois, feita a definição da palavra Ideal.  Ora, quais são os Ideais da Teosofia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Importância da Liberdade de Pensamento&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Há duas idéias-bases que parecem constituir a raiz de toda a nossa Sociedade. Qualquer destas idéias, se bem a compreendermos e a vivermos, tem sobre a vida um poder de elevação. Mal concebidas, ou postas de parte, atrofiam o nosso crescimento e prejudicam o nosso progresso. A primeira destas duas idéias sobre as quais a nossa Sociedade assenta, é a idéia da Liberdade Intelectual (9). É impossível exagerar o poder sem preço da razão, reflexo da Divina Sabedoria que vive no cérebro do homem. A liberdade de pensar, de usar da nossa razão ao máximo, de pôr em dúvida toda a proposição e  todo o fato - com isto a razão cresce e a inteligência se expande. Só quando a inteligência existe em absoluta liberdade, pode o homem atingir a sua verdadeira grandeza como viva inteligência espiritual, sondar as profundezas do ser e realizar as suas possibilidades divinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que isso é tão necessário? Deveis lembrar-vos que há pouco houve quem dissesse - e disse-o, com certeza, antes de pensar no que dizia, e não depois - que o hinduísmo é contra a liberdade de pensamento. Eis uma idéia que é com certeza uma idéia falsa, uma idéia errada, que briga tanto com a história como com os fatos. No hinduísmo encontrareis escolas de filosofia tão diferentes entre si  quanto é possível, e nem por isso deixam de ser consideradas "ortodoxas", que estão todas patentes ao estudo do espírito investigador e que em muitos pontos se contradizem umas às outras. O hinduísmo permitiu e fomentou a mais ampla liberdade de pensamento, e nunca tentou cortar as asas da Ave Divina que sobe até a luz do Sol da Verdade. A inteligência é como uma águia que sobe até o Sol, e a inteligência humana pode na verdade subir até onde quiser; nada tem o direito de impedir o seu vôo exceto a sua própria incapacidade de voar mais. Há coisas que a razão não pode abranger, mas aquelas que pode, consegue abranger, se quiser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compreendeis decerto por que foi que eu disse que uma das pedras em que se assenta a nossa Sociedade é a liberdade intelectual; a natureza humana. é tal que o conhecimento é a sua própria essência, e que quanto mais o homem investiga, mais se aproxima da verdade. O espírito de um homem, no mais alto sentido da palavra "espírito", só se sente satisfeito quando conseguiu abranger e assimilar a verdade. Por isso erram também aqueles que pensam que a verdade é uma coisa que se deve provar. Não é assim. A verdade não é uma coisa que se deve provar a um espírito cuja natureza é conhecer. Basta ser vista para ser aceita. Aqueles que não crêem não vêem a verdade, e não há crenças que abram os olhos a um cego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo o que é preciso para achar a verdade é um coração puro, uma inteligência ativa e uma vida limpa. São estas condições que têm de ser preenchidas por quantos queiram saber a verdade, a verdade que é Brahman, o Eterno. Ninguém tem o direito de impor condições para a procura da verdade, salvo aquelas que estão na própria natureza da coisa procurada, e são portanto as condições naturais e inevitáveis para se poder encontrá-la. De mais a mais a imposição de um credo pode formar hipócritas, mas nunca conhecedores da verdade. Às almas infantis é preciso dar instrução, e elas têm que ser ensinadas pelos adultos; esse ensinamento lhes é preciso. É este o lugar da religião dogmática. Mas esta instrução dada à alma infantil não é o conhecimento senão quando for assimilada. Na nossa sociedade, portanto, deixamos livre a procura da verdade, e o nosso laço, que nos une a todos, como dizemos em uma das nossas circulares, é, não uma crença comum, mas um desejo comum de encontrar a verdade e de vivê-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ideais Inspiram Mais do que Mandamentos&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A segunda grande idéia sobre a qual assenta a nossa Sociedade é que as emoções de um homem evoluído guiam-se melhor por Ideais inspiradores do que por códigos e leis. É esta a segunda pedra sobre a qual se ergue a nossa Sociedade. Há duas maneiras de ensinar moralidade. Uma diz: "Farás isto e não farás aquilo". Impõe mandamentos e proibições, e obriga por meio de penas à obediência a esses mandamentos. A outra ergue o Ideal de amor nobre e do sacrifício de si próprio, da pureza e do auxílio, e deixa que estes, pelo seu poder sobre o espírito, consigam que os homens imitem as vidas nobres e assim as realizem. A primeira é a maneira que forçosamente têm de empregar o Estado e todos os governos laicos; ao passo que a outra é a de toda verdadeira Religião, que leve um indivíduo a seguir uma vida espiritual. Porque a nossa Sociedade é uma Sociedade espiritual, e porque crê que o homem é fundamentalmente divino e não demoníaco, que a razão é um tesouro sem preço e não uma ilusão, que a inteligência precisa ser livre para poder investigar todos os assuntos, que o Belo, o Bom, o Verdadeiro basta serem vistos para serem amados, por isso dedicamos a nossa Sociedade à inspiração de grandes Ideais, e não à difusão de qualquer crença estreita ou estreito código de leis. Se um irmão cai, preferimos tirá-lo do atoleiro, ajudando-o a sair, a excluí-lo da Sociedade por indigno do nosso convívio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São estas as pedras sobre as quais assenta a nossa Sociedade, e, enquanto sobre elas assentar, durará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os Ideais da Teosofia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos agora os Ideais que escolhi para nosso estudo nestas conferências. Três deles estão inclusos nos nossos três objetivos. O primeiro desses objetivos (10) oferece-nos ao ideal da Fraternidade Humana; e deste partem como corolários, a Reencarnação e o Carma, porque estes dois são como depois mostrarei, implícitos na idéia da Fraternidade Humana. O segundo objetivo (11) da Sociedade revela o Ideal da Tolerância. Por tolerância não se entende aquela atitude arrogante que diz: "Podeis pensar como quiserdes", com um desprezo fundamental pelo pensamento do outro indivíduo; mas aquela tolerância bem entendida que nasce do nosso reconhecimento do valor da fé e da crença de outrem, que estuda as várias mensagens do Divino ao mundo que as várias religiões nos revelam, uma tolerância que aumenta com o estudo comparado das religiões, onde aprendemos tanto a unidade como as divergências delas, e pela qual aprendemos a respeitar a alma de cada indivíduo e compreendê-lo como procurando o seu caminho para a verdade, no qual ninguém tem direito de intervir. O terceiro Ideal é a Ciência, o Verdadeiro Conhecimento, e a procura desta forma o terceiro objetivo (12) da nossa Sociedade. Trata-se de uma Ciência que inclui o lado superfísico, como o físico, da natureza, que tanto se ocupa de estudar os poderes latentes no homem e na parte oculta das coisas, como aquilo que a vulgar ciência moderna tem descoberto. Assim, três Ideais da nossa Sociedade de que tratarei são: (1) a Fraternidade; (2) a Tolerância; (3) o Conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São estes três dos nossos Ideais, pertencentes a toda a nossa Sociedade. E há ainda um quarto Ideal, do qual também tratarei, seguido por alguns dos membros dela: eles procuram encontrar os Homens Perfeitos que são os tipos da Humanidade Divina. Estão absolutamente convencidos da Sua existência e prontos a seguir o Caminho que até Eles conduz. Este Ideal é a afirmação da natureza espiritual e portanto da perfectibilidade humana. Ele atrai de vários modos muita gente, e é talvez, para alguns, o mais sedutor de todos os nossos Ideais; o seu estudo é à parte da organização externa da Sociedade Teosófica; mas é também a missão da nossa Sociedade ensinar aqueles que desejem ser ensinados nos íntimos círculos do nosso movimento, a trilhar o caminho estreito e antigo que conduz aos pés dos Mestres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São estes, pois, quatro dos grandes Ideais da nossa Sociedade, e traçá-los-ei um por um nestas conferências. Mas não se deve esquecer que nenhum deles, salvo o primeiro, é obrigatório para todos os nossos membros. Não há condição para o ingresso em nossa Sociedade salvo a aceitação do primeiro Ideal, a saber, a Fraternidade da Humanidade, sem distinção de crença, raça, sexo, casta ou cor. É esta a única condição para ser membro. Mesmo a crença nas doutrinas da Reencarnação e do Carma e na existência dos Mestres não é indispensável para se ingressar. Mas a Sociedade existe para espalhar estes ensinamentos através de quantos pelo estudo têm aprendido a aceitá-los. Temos a certeza de que a verdade convence, e enquanto procurarmos seguir a verdade, a Sociedade estará segura; tudo está e estará bem, desde que os seus membros estudem as grandes verdades da vida. E a Sociedade vive para espalhar e ensinar estes Ideais àqueles que estiverem dispostos a aprender, ou que os aceitarem. Mas se um indivíduo disser: "Não aceito estas doutrinas da Reencarnação e do Carma", nem por isso o seu lugar deixa de ser tão seguro entre nós como o daqueles que chegaram a um estágio onde estas verdades são fatos para eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De resto, a grande maioria daqueles que entram para a nossa Sociedade, mais cedo ou mais tarde aceitam estas verdades. E então se tornam aptos a aceitar também os Ideais que sobre elas se baseiam. Mas há uma grande diferença entre aceitar um Ideal, e aplicar esse Ideal às circunstâncias da vida quotidiana de um indivíduo. Deveis compreender bem que, ao aplicar os nossos Ideais à prática, estou falando apenas daquilo que me parece ser verdadeiro. Mas as minhas palavras não obrigam nenhum dos meus co-associados. Há tanta gente com o costume de se fazer eco de um orador, de refletir as opiniões dos outros, de seu jornal ou autor predileto, que tem dificuldade em acreditar que, numa Sociedade como a nossa, os membros podem ouvir as palavras de alguém que é considerado chefe, e contudo exercer o seu próprio critério para aceitar ou rejeitar o que esse chefe lhes diz. Consideram isso impossível. É porque muita gente esquece isto, e porque mesmo alguns dos nossos membros o esquecem, que torno a lembrar-vos que, conquanto o Ideal da Fraternidade nos obrigue a todos, o que eu penso quanto à aplicação desse Ideal à vida é a minha opinião do que deve ser a justa aplicação, e dessa opinião poderão discordar, e discordarão, muitos dos meus co-associados. Estou aqui para vos dizer o melhor que me é possível dizer-vos; mas é convosco, inteiramente, avaliar por vós do seu valor e seguir ou não o que digo, conforme melhor vos pareça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Vida Divina é a Raiz da Igualdade Humana&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Com a Fraternidade muitas vezes se liga a idéia de igualdade humana. E num certo sentido essa igualdade existe. Porque o que é a raiz da verdadeira igualdade humana? É o fato de que a Divina vida una está em cada um de nós e em todos. Esse fato não se limita apenas ao homem. É verdadeiro também quanto ao animal, ao vegetal e ao mineral. Não há grão de pó em que a vida de Deus não esteja imanente. Não há altíssimo Deva em que essa mesma vida não esteja manifestada. Não há outra vida que não a Sua; não há outra consciência que não a Sua; não há outra Vontade que não a Sua; nem outro agente que não seja Ele. Há só uma vida, uma consciência e um poder, e são a vida, a consciência e o poder de Ishvara (Deus), que estão em tudo quanto Ele emanou. Eis a raiz da igualdade humana, e é esta a única espécie de igualdade que existe. Como os irmãos numa família são todos do mesmo pai e da mesma mãe, assim é a Fraternidade humana, e de tudo quanto vive num universo onde nada está morto. A vida humana é uma parte daquela Vida-Mãe de quem todos nós somos filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Fraternidade nas Diferenças: A Grande Família Humana&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eis, pois, a única igualdade verdadeira, a de que Deus vive por igual em tudo quanto existe. Todos têm oculta dentro de si a possibilidade de subir até a máxima perfeição; todos têm a certeza da perfeição final. Mas no decurso da evolução, na longa cadeia evolutiva da vida, eis onde surgem as desigualdades. É este um fato que freqüentes vezes esquecem aqueles que falam de igualdade. Reparai contudo ao vosso redor; transportai-vos em imaginação até a grande porta do nascimento, onde a multidão das almas se aglomera para tomar corpo em formas novas. Uma entra para uma forma saudável e forte; outra entra para uma forma poluída pelos germes da doença hereditária. Uma entra para uma forma de estatura nobre e esplendidamente talhada; outra para uma forma aleijada e tosca. Uma mostra as qualidades de um santo; outra as qualidades de um criminoso. Uma torna-se um filantropo; outra revela-se um bárbaro. Acaso estas almas são iguais? Desde o seu próprio nascimento elas trazem o cunho da desigualdade (13). Ah! De que nos serve iludirmo-nos com palavras vazias de sentido? De que serve dizer dos homens que eles nascem iguais, e falar de uma igualdade universal que a natureza nega? Há, com efeito, muita desigualdade social que podeis remover. Mas essa é muito menos importante. É a desigualdade natural que é muito mais grave. E a essa muitos esquecem, quando falam tanto de nações como de indivíduos. É a diferença de capacidades inatas que importa verdadeiramente (l4), e não a de posições sociais; é essa que separa uma nação de outra, um indivíduo de um outro indivíduo. Observais um homem a quem surge uma oportunidade, e ele passa por ela cegamente sem a ver. Um outro homem, quando uma dessas oportunidades lhe aparece, imediatamente se adianta a aproveitá-la, ou, se ela não se aproxima bastante dele, abre caminho até ela, até que a tem nas mãos. Ah! É aí que está a desigualdade que não há leis humanas que alterem, que não há condições sociais que evitem. Uma igualdade de oportunidades para todos (15) - talvez a possais conseguir num futuro muito distante; mas uma igualdade de capacidades para utilizá-las - isso nunca podereis conseguir. O poder de consegui-la não pertence aos homens de nenhuma geração. De modo que temos que olhar de frente o fato de que a Fraternidade não quer dizer igualdade, mas uma Fraternidade real de mais velhos e mais novos, uma grande família humana em que uns são muito mais velhos do que outros, e alguns muito novos, muito ignorantes, e muito imprudentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Teosofia quer que tentemos compreender que muitas escolas são dadas pelo grande Mestre para a evolução das almas a que chamamos homens. As raças e sub-raças são c1asses nestas escolas; e assim notamos, como muito bem disse um orador numa das nossas assembléias anteriores, que as diferenças nacionais e as diferenças raciais são valiosas, e não são para se lamentar. Hoje se fala muito em internacionalismo, em ser-se cosmopolita e outras coisas assim. Mas só se pode ser verdadeira e utilmente cosmopolita depois de se terem aprendido as lições das diferentes nações do mundo. Só o Mestre é realmente cosmopolita, porque Ele nada mais tem a aprender, que a terra lhe possa ensinar. As vossas peculiaridades nacionais, as vossas particularidades raciais, são as lições pelas quais as almas aprendem, e pelas quais mais e mais evoluem à medida que o tempo passa. Não podemos abandonar essas diferenças, não podemos passar sem elas. Abandonai a noção de que uma sub-raça deva necessariamente ser superior à outra, por ter aparecido depois dela no tempo. Ouvimos alguns dizer: "Pois sim, mas a sub-raça teutônica deve estar muito acima da raça radical ariana, visto que é muito mais recente no tempo." Isto não é totalmente exato, porque a raça mais antiga também evoluiu enquanto as sub-raças mais modernas se desenvolveram. Todas têm atrás de si o mesmo espaço de tempo. Mas as sub-raças têm qualidades diferentes, e é nisso que está o seu valor - não simplesmente  em que são mais recentes no tempo. Quem ousará dizer que a turaniana foi uma sub-raça mais nobre do que a tolteca, só por ter sido a quarta sub-raça, ao passo que a tolteca era a terceira? Diferenças por certo que existem, mas não necessariamente de superioridade e inferioridade. É, portanto, falso querer afirmar superioridade baseando-a num aparecimento mais recente. Do mesmo modo a quarta sub-raça da Raça Ariana, isto é, a grega, não é inferior à quinta sub-raça. Não tem ela a sua idéia de Beleza a dar ao mundo? A diferença entre a quarta e a quinta sub-raças é que, ao passo que a quarta sub-raça desenvolveu a emoção da beleza, na sub-raça teutônica vemos que evoluiu a mentalidade científica concreta. Quem dirá qual destas é a mais elevada? Será a Arte inferior à Ciência ou esta àquela? A verdade é que todos as principais características das sub-raças contribuem para a formação do Homem Perfeito, e que as sub-raças constituem a escola pela qual temos todos de passar, para que possamos desenvolver por igual todas as faces da nossa natureza. Todas estas raças e sub-raças são classes onde temos que aprender as nossas lições. De modo que nas diferenças destas raças e sub-raças nada há que impeça a Fraternidade. Algumas delas desenvolveram uma face da natureza humana, e outras outra. E só na união de todas se pode achar a perfeição humana. Mas para compreender a Fraternidade, temos que nos lembrar que a evolução procede por reencarnação sob a lei do carma. O indivíduo tem de passar por todas as classes, assimilando as suas qualidades, sem o que será um produto muito incompleto; quando tivermos todos aprendido as nossas lições, ternos-emos tornado dignos de imortalidade. Ora, vós, na vossa maioria, acreditais nessas duas grandes doutrinas, e nas vossas vidas individuais elas têm grande influência. Por que é que não as aplicais às nações, como aos indivíduos, aos problemas sociais, como ao auxílio do vosso desenvolvimento pessoal? À medida que as idéias da reencarnação e do carma fizerem caminho no mundo ocidental, que tem o hábito de pôr os princípios em prática, parece-me que veremos que este Ideal de Fraternidade sob a lei da reencarnação e do carma resolverá muitos dos problemas sob o peso dos quais o mundo ocidental hoje está gemendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;NOTAS:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(9) LIBERDADE DE PENSAMENTO: "Como a Sociedade Teosófica espalhou-se amplamente pelo mundo, e como membros de todas as religiões tornaram-se filiados a ela sem renunciar aos dogmas, aos ensinamentos e às crenças especiais de suas respectivas fés, é considerado desejável enfatizar o fato de que não há nenhuma doutrina, nenhuma opinião, ensinada ou sustentada por quem quer que seja, que esteja de algum modo  constrangendo qualquer membro da Sociedade, nenhuma que qualquer membro não seja livre para aceitar ou rejeitar. A aprovação dos seus três Objetivos é a única condição para a filiação. Nenhum escritor ou instrutor, a partir de H. P. Blavatsky, tem qualquer autoridade para impor seus ensinamentos ou suas opiniões sobre os associados. Cada membro tem igual direito de seguir qualquer escola de pensamento, mas não tem o direito de forçar qualquer outro membro a tal escolha. Nenhum candidato a qualquer cargo, nem qualquer votante, pode ser tornado inelegível para concorrer ou votar por causa de suas opiniões ou por sua filiação a qualquer escola de pensamento. Opiniões e crenças não concedem privilégios nem in1ligem penalidades. Os Membros do Conselho Geral solicitam seriamente que cada membro da Sociedade Teosófica mantenha, defenda e aja de acordo com estes princípios fundamentais da Sociedade e também exerça destemidamente seu próprio direito de liberdade de pensamento e de expressão, dentro dos limites da cortesia e da consideração para eom os demais." (Resolução aprovada pelo Conselho Geral da Sociedade Teosófica em 23 de dezembro de 1924 e modificada em 25 de dezembro de 1996). (N. ed. bras.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(10) Formar um núcleo da Fraternidade Universal da Humanidade, sem distinção de raça, credo, sexo, casta ou cor. (N. ed. bras.).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(11) Encorajar o estudo de Religião comparada, Filosofia e Ciência. (N. ed.bras.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(12) Investigar as leis não-explicadas da Natureza e os poderes latentes no homem. (N. ed. bras.).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(13) A Filosofia hindu explica as diferenças nos seres humanos a partir da Lei do Carma pela colheita do resultado de diferentes ações em vidas anteriores. A Tradição judaico-cristã apresenta semelhanças: "Tudo o que o homem semear, isso também colherá" (Gálatas 6:7); "Eu era um menino bom, dotado de uma boa alma, ou antes, como era bom, vim para um corpo sem mácula". (Sabedoria 8: 19-20). (N. ed. bras.).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(14) As diferenças de capacidade ou dons estão indicadas na tradição cristã pela relação de harmonia do Senhor com os seus servos, como uma expressão da Lei do Carma, na parábola dos talentos: "E a um deu cem talentos, e a outro dois, e a outro um, a cada um segundo a sua capacidade ... " (Mateus 25: 15). (N. ed. bras.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(15) Este é, portanto, um ideal que qualquer governo deve buscar em todas as áreas e também deve ser abrangido numa rigorosa proporcional idade em qualquer sistema eleitoral, como aquele considerado pelo Sr. N. Sri Ram, ao comentar a proposta da autora. (Vide Apêndice II, nota 55 e 61). (N. ed. bras.).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FONTE:&lt;/strong&gt; Excerto do Capítulo I do livro “Os Ideais da Teosofia”, de Annie Besant (1847-1933), 2ª Presidente Internacional da Sociedade Teosófica, publicado no Brasil pela Editora Teosófica, em fevereiro de 2001. O livro consiste de quatro conferências proferidas pela autora nos dias 27, 28, 29 e 30 de dezembro de 1911, durante a 36ª Convenção Anual da Sociedade Teosófica, realizada em Benares, Índia.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2480458933532256779-467341799181922787?l=getflorianopolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://getflorianopolis.blogspot.com/feeds/467341799181922787/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://getflorianopolis.blogspot.com/2009/05/os-ideais-da-teosofia-annie-besant.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480458933532256779/posts/default/467341799181922787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480458933532256779/posts/default/467341799181922787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://getflorianopolis.blogspot.com/2009/05/os-ideais-da-teosofia-annie-besant.html' title='Os Ideais da Teosofia – Annie Besant'/><author><name>GET Florianópolis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2480458933532256779.post-4763858907782964479</id><published>2009-05-14T04:41:00.000-07:00</published><updated>2009-05-14T05:02:01.907-07:00</updated><title type='text'>Os Olhos do Saber - Ken Wilber</title><content type='html'>A premissa de Eye to Eye é que existe um grande espectro da consciência humana; e isso significa que homens e mulheres possuem, à sua disposição, um espectro de diferentes níveis de saber, cada um dos quais revelando um tipo diferente de mundo (um universo diferente, com objetos diferentes, sujeitos diferentes, modos de es&amp;shy;paço-tempo diferentes, motivações diferentes, e assim por diante).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colocado de um modo mais simples, existe, pelo menos, o olho da carne, o olho da mente e o olho da contemplação. Apoiar-se exclusiva ou predominantemente em um desses modos produz, por exemplo, empirismo, racionalismo e mis&amp;shy;ticismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eye to Eye alega que cada um desses modos de saber tem seu próprio conjunto, específico e totalmente válido, de referentes: sensibilia, intelligibilia e transcendelia. Assim, todos esses três modos de saber podem ser validados com graus semelhan&amp;shy;tes de confiança; e, assim, todos esses três modos são tipos de conhecimento per&amp;shy;feitamente válidos. Conseqüentemente, qualquer tentativa de entendimento abrangente e arguto do Kosmos incluirá, com certeza, todos os três tipos de saber; e qualquer coisa menos abrangente do que isso é gravemente, gravemente suspeita quanto aos seus próprios méritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez que aceitamos que o Kosmos é algo totalmente grande e maravilho&amp;shy;so, e uma vez que admitimos que ao menos esses três tipos de saber são necessários para que se tenha uma amostra decente desse milagre da existência, então talvez possamos descobrir que alguns dos nossos problemas filosóficos mais recalcitran&amp;shy;tes não são tão recalcitrantes assim, afinal de contas. E isso inclui, sim, o dualismo mais exasperante de todos — o absoluto e o relativo — e seus inúmeros filhos bastardos, desde o problema mente/corpo até destino/livre-arbítrio e consciência/cérebro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Problema da Prova&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Mas será que o conhecimento adquirido por meio desses três olhos do saber é um conhecimento válido? Como podemos confirmar ou justificar esse conhecimento? Como sabemos que não estamos enganados, confusos, ou até mesmo delirando?&lt;br /&gt;Eye to Eye sugere que todo conhecimento válido (em qualquer nível e em qualquer quadrante) tem as seguintes ramificações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Injunção instrumental. Isso sempre tem a forma de: “Se você quer saber isso, faça isso.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Apreensão intuitiva. E uma experiência imediata do âmbito exposto pela injunção; isto é, uma experiência ou apreensão de dados direta (mesmo se os dados forem mediatos, no momento da experiência são percebidos de forma imediata). Em outras palavras, essa é a apreensão direta de dados produzidos pela injunção em questão, sejam esses dados uma experiência sensorial, mental ou espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Confirmação comum (ou rejeição). É uma comparação dos resultados — os dados, a evidência — com outros que tenham adequadamente completado as etapas da injunção e da apreensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ver as luas de Júpiter, é preciso um telescópio. Para entender Hamlet, é preciso aprender a ler. Para perceber a verdade do teorema de Pitágoras, é preciso aprender geometria. Em outras palavras, todas as formas válidas de conhecimento têm, como um de seus componentes importantes, uma injunção — se você quer conhecer isso, tem de fazer isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A etapa de injunção de todo conhecimento válido leva a uma apreensão, ou iluminação, uma revelação direta dos dados ou referentes no universo produzido pela injunção, e essa iluminação é então verificada (confirmada ou refutada) por todos os que realizam adequadamente a injunção e assim revelaram os dados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ciência, naturalmente, é muitas vezes tomada como o modelo de conheci&amp;shy;mento genuíno; e a filosofia da ciência é hoje dominada por três abordagens prin&amp;shy;cipais, consideradas como mutuamente excludentes: a do empirismo, Thomas Kuhn e sir Karl Popper.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto forte do empirismo é a sua exigência de que todo conhecimento ge&amp;shy;nuíno seja fundamentado na evidência experiencial, e concordo inteiramente com essa exigência. Mas não há apenas experiência sensorial, há também experiência mental e experiência espiritual. Em outras palavras, existem dados diretos, expe&amp;shy;riência direta, nos campos da sensibilia, da íntelligibilía e da transcendelia. Dessa forma, se usarmos a “experiência” em seu sentido próprio de apreensão direta, poderemos então respeitar com firmeza a exigência empírica de que todo conhecimento genuíno deve ser fundamentado na experiência, nos dados, na evidência. Os empíricos, em outras palavras, estão acentuando a importância da etapa iluminadora, ou apreensiva, em todo conhecimento válido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a evidência e os dados não estão simplesmente por aí, esperando para serem percebidos por tudo e todos — e é aí que Kuhn entra em cena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thomas Kuhn, numa das idéias mais mal-entendidas do nosso tempo, afirmou que a ciência normal avança, da maneira mais fundamental possível, por meio do que ele chamou de paradigmas ou exemplares. Um paradigma não é só um conceito, é uma prática real, uma injunção, uma técnica tomada como exemplar para a gera&amp;shy;ção de dados. E Kuhn quer dizer com isso que o conhecimento científico genuíno está fundamentado em paradigmas, exemplares, injunções, os quais produzem no&amp;shy;vos dados. Novas injunções revelam novos dados, e por isso Kuhn afirmou as duas coisas, que a ciência é progressiva e cumulativa, e que ela apresenta certos interva&amp;shy;los, ou descontinuidades (novas injunções produzem novos dados). Em outras palavras, Kuhn está acentuando a importância da etapa injuntiva da busca do co&amp;shy;nhecimento, ou seja, os dados não estão simplesmente por aí, esperando para ser vistos, mas, em vez disso, são produzidos por injunções válidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conhecimento produzido por injunções válidas é, sem dúvida, um conheci&amp;shy;mento genuíno precisamente porque paradigmas revelam dados, e não os inven&amp;shy;tam apenas. E a validade desses dados é demonstrada pelo fato de que maus dados podem ser refutados — e é aí que Popper entra em cena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A abordagem de sir Karl Popper enfatiza a importância da refutabilidade: o conhecimento genuíno deve estar aberto à refutação, ou então ele não passa de um dogma disfarçado. Popper, em outras palavras, está acentuando a importância da etapa de confirmação/rejeição em todo conhecimento válido; e, como veremos, esse princípio de refutabilidade está em operação em todas as esferas, desde a sensibília até a intelligibilia e a transcendelia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desse modo, essa abordagem integral reconhece e incorpora os momentos de verdade de cada uma dessas importantes contribuições à busca humana pelo co&amp;shy;nhecimento (evidência, Kuhn e Popper), mas sem a necessidade de reduzir essas verdades a apenas sensibilía. O erro dos empíricos é não ver que, além da experiência sensorial, há também experiência mental e espiritual. O erro dos kuhnianos é não ver que as injunções se aplicam a todas as formas de conhecimento válido, e não só à ciência sensório-motora. E o erro dos popperianos é a tentativa de res&amp;shy;tringir a refutabilidade somente à sensibília, e, desse modo, fazer de “refutável por dados sensoriais” o critério para o conhecimento mental e espiritual, enquanto maus dados nessas esferas na verdade são refutáveis, mas apenas por mais dados dessas esferas, e não por dados das esferas inferiores! Os popperianos estão certos a respeito da refutabilidade, mas errados a respeito da exclusividade do sensorial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, uma má interpretação de Hamlet é falsificável, não por quais&amp;shy;quer dados empírico-científicos, mas por outras interpretações, outros dados men&amp;shy;tais, gerados numa comunidade de intérpretes. Hamlet não fala da busca por um tesouro escondido no Pacífico. Essa é uma interpretação ruim, uma falsa interpre&amp;shy;tação, e essa refutabilidade pode ser facilmente demonstrada por uma comunida&amp;shy;de de pesquisadores que completaram as duas primeiras etapas (ler a peça, apreen&amp;shy;der seus diversos significados).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do modo como tudo está agora, o princípio popperiano de refutabilidade tem um uso principal muito pervertido: ele se restringe implicitamente apenas à sensibilía, a qual, de uma maneira muito escondida e furtiva, impede automaticamente toda experiência mental e espiritual de atingir a posição de conhecimento genuíno. Essa res&amp;shy;trição sem garantia do princípio de refutabilidade alega separar o conhecimento genuíno do dogmático, quando tudo o que ela consegue, na verdade, desse jeito encolhido, é um reducionismo silencioso mas cruel, um reducionismo que não consegue se sustentar nem mesmo pelo seu próprio princípio de refutabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De outro lado, quando livramos o princípio de refutabilidade de sua restrição à sensibilia, e o liberamos para policiar também as esferas da intelligibília e da transcendelia, ele definitivamente se torna, então, um aspecto importante da busca pelo conhecimento em todas as esferas, sensorial, mental e espiritual. E, em cada uma dessas esferas, ele com certeza nos ajuda a separar o verdadeiro do falso, o demonstrável do dogmático, o confiável do espúrio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Empregue a Injunção Espiritual&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Em resumo, todas as formas válidas de conhecimento têm uma injunção, uma ilu&amp;shy;minação e uma confirmação; e isso é verdade tanto se estamos olhando para as luas de Júpiter, para o teorema de Pitágoras, para o significado de Hamlet ou... para a natureza do Absoluto.&lt;br /&gt;E enquanto as luas de Júpiter podem ser desvendadas pelo olho da carne (pe&amp;shy;los sentidos ou suas extensões — sensibília), e o teorema de Pitágoras pode ser desvendado pelo olho da mente e suas apreensões interiores (intelligibilia), a natu&amp;shy;reza do Absoluto só pode ser desvendada pelo olho da contemplação e seus referen&amp;shy;tes diretamente desvendados — sua transcendelia, seus dados espirituais, os fatos reais do universo espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas para ganhar acesso a qualquer um desses modos válidos de saber, devo estar adequado à injunção — devo completar com sucesso a etapa injuntiva. Isso é verdade nas ciências físicas, nas ciências mentais e nas ciências espirituais. Se queremos saber isso, devemos fazer isso. E se o exemplar nas ciências físicas é um telescópio, e nas ciências humanas uma interpretação lingüística, nas ciências es&amp;shy;pirituais o exemplar, o paradigma, a prática é: meditação ou contemplação. Elas também têm suas injunções, suas iluminações e suas confirmações, todas perfeita&amp;shy;mente repetíveis, verificáveis ou refutáveis — todas constituindo, portanto, um modo perfeitamente válido de aquisição de conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todos os casos, porém, temos de usar a injunção. Temos de adotar a prática exemplária, e isso certamente é verdade também para com as ciências espirituais. Se não adotarmos a prática injuntiva, não teremos um paradigma genuíno, e nun&amp;shy;ca vamos chegar a ver os dados do universo espiritual. Na verdade, não seremos diferentes dos sacerdotes que se recusaram a seguir a injunção de Galileu e dar uma espiada pelo telescópio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é aqui que começa o beco sem saída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Olho da Contemplação&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Nas páginas seguintes, vou apresentar meu argumento de que não se pode resolver o problema do absoluto/relativo utilizando o olho da carne, ou o olho da mente. Esse mais profundo de todos os problemas e mistérios submete sua resolução somente apenas ao olho da contemplação. E, como tanto Kant quanto Nagarjuna demonstraram com veemência, se tentarmos colocar essa solução em termos inte&amp;shy;lectuais ou racionais, vamos gerar apenas antinômios, paradoxos, contradição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outras palavras, não se pode resolver o problema do absoluto/relativo empiricamente, usando o olho da carne e sua sensibilia; nem se pode resolvê-lo racionalmente, usando o olho da mente e sua intelligibilia. A solução, em vez disso, implica a apreensão direta da transcendelia, que é desvendada apenas pelo olho da contemplação, e é completamente verificável ou refutável nessa esfera, usando o que, na verdade, são procedimentos bastante públicos — isto é, públicos para to&amp;shy;dos os que completaram a injunção e desvendaram a iluminação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o mesmo acontece, de novo, com o destino e o livre-arbítrio, o uno e o múltiplo, númeno e fenômeno, mente e cérebro. Eye to Eye argumenta que apenas nos estágios mais altos do desenvolvimento da consciência — parte essencial do desenvolvimento meditativo ou contemplativo — as soluções para esses dilemas ficam óbvias. Mas isso não é uma descoberta empírica, nem uma dedução racio&amp;shy;nal; é uma apreensão contemplativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As típicas respostas ocidentais à questão de qual é a relação entre mente e corpo — ou entre mente e cérebro —, incluem a tese da identidade (são dois aspec&amp;shy;tos da mesma coisa), o dualismo (são duas coisas diferentes), o interacionismo (são diferentes mas mutuamente causais), o paralelismo (duas coisas diferentes que nunca se comunicam), epifenomenalismo (uma é subproduto da outra). E a despeito do que seus adeptos afirmam, nenhuma dessas posições conseguiu levar a melhor, simplesmente porque todas elas, todas, estão cheias de imperfeições de algum tipo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A razão pela qual todas elas são inadequadas, segundo uma filosofia mais inte&amp;shy;gral, seria que o problema mente/corpo não pode ser resolvido satisfatoriamente com o olho da carne nem com o olho da mente, já que esses são exatamente os dois modos que precisam ser integrados, algo que nenhuma delas poderia fazer por si mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desse modo, a única resposta aceitável à questão de qual é a relação entre a mente e o corpo é explicar com cuidado as injunções contemplativas em si — as práti&amp;shy;cas ou paradigmas ou exemplares contemplativos — e convidar os questionadores a experimentar a prática, e ver por si mesmos. Se você quer conhecer isso, precisa fazer isso. Ainda que nem o empirista nem o racionalista considerem essa resposta satisfatória — eles gostariam de usar somente seus próprios paradigmas e exempla&amp;shy;res — ainda assim essa é a única resposta e o único curso de ação tecnicamente aceitáveis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto o racionalista quanto o empirista nos pressionam: eles querem que apre&amp;shy;sentemos nossas conclusões contemplativas e deixemos que eles as examinem con&amp;shy;tra suas próprias injunções. Isto é, eles querem nossas palavras despidas e divorciadas de suas próprias injunções reais e específicas. Eles querem tentar seguir nossas palavras sem a dor de ter de seguir nossos exemplares. Assim, devemos lembrá-los de que: palavras sem injunções não têm sentido.&lt;br /&gt;Palavras sem injunções não têm nenhum meio de verificação. Palavras sem injunções são a substância da demago&amp;shy;gia, do dogma e das fraudes. Nossas palavras e nossas conclusões realmente podem ser cuidadosamente justificadas — verificadas ou rejeitadas —, mas apenas se as injunções forem empregadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desse modo, então, quando os empiristas e os racionalistas exigem nossas con&amp;shy;clusões sem as injunções, é fatal que recebam uma resposta sem sentido — e eles nos culpam por essa falta de sentido. Nossos dados não podem ser engendrados pelos seus paradigmas e exemplares particulares, e eles, então, ficam quebrando a cabeça. Eles não farão isso, e portanto não saberão isso. Ficam girando na órbita de sua cegueira auto-imposta, e chamam essa cegueira de realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Treinamento Espiritual e Dados Transcendentais&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;No Oriente, o zen trataria o problema do Uno e do Múltiplo da maneira que se segue. A questão pode ser, como coloca um famoso koan zen: “Se todas as coisas retornam ao Uno, a que o Uno retorna?” Esse é, naturalmente, o terrível dilema: qual é a relação entre o absoluto e o relativo, o Uno e o Múltiplo, o Vazio e a Forma?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o zen, é claro, rejeitará toda resposta intelectual. Um estudante esperto pode responder: “Ao Múltiplo!”, que é uma resposta intelectual bastante boa, mas que lhe valerá apenas uma reprimenda severa do mestre. Qualquer resposta inte&amp;shy;lectual será radicalmente rejeitada, não importa qual o seu conteúdo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vez disso, o aluno deve seguir uma injunção, um paradigma, um exemplar, uma prática, que, nesse caso, é o zazen, a meditação sentada. E — para encurtar grosseiramente uma história bastante longa e complexa —, depois de em média cinco ou seis anos desse treinamento exemplar, o estudante talvez comece a ter uma série de iluminações profundas. E você simplesmente vai ter de confiar no que eu digo — ninguém passaria por esse inferno prolongado só para ser recom&amp;shy;pensado com um ataque epiléptico ou uma alucinação esquizofrênica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, isso é um treinamento para doutorado na esfera da transcendelia. E uma vez que esse treinamento injuntivo começa a produzir fruto, uma série de ilumina&amp;shy;ções — comumente chamada de kensho, ou satori — começa a brilhar na percep&amp;shy;ção direta e imediata, e esses dados são então verificados (confirmados ou refuta&amp;shy;dos) pela comunidade dos que já completaram as etapas injuntivas e iluminativas. A essa altura, a resposta à pergunta: “A que retoma o Uno?” vai ficar extrema&amp;shy;mente clara e fácil de compreender — e eu darei essa resposta em breve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que importa é a verdadeira resposta à pergunta: Qual é a relação entre o Uno e o Múltiplo, o absoluto e o relativo, o livre-arbítrio e o destino, a consciência e a forma, a mente e o corpo? — a resposta tecnicamente correta e precisa é: satori. A resposta tecnicamente correta é: pratique a injunção, faça a experiência, junte os dados (as experiências) e verifique-os com uma comunidade dos igual&amp;shy;mente adequados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podemos afirmar que a resposta é outra que não essa porque, se o fizésse&amp;shy;mos, teríamos apenas palavras, sem injunções, e elas seriam completamente sem sentido. É como fazer um bolo: você segue a receita (as injunções), assa o bolo, e então, no final, você o prova. Para a pergunta: “Que sabor tem o bolo?”, só pode&amp;shy;mos dar a receita, e então deixar que a pessoa o faça e prove por si mesma. Não podemos descrever a resposta, teórica, verbal, filosófica ou racionalmente, de ne&amp;shy;nhuma outra forma satisfatória: se você quer saber isso, você deve fazer isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto: siga a injunção, ou o paradigma, da meditação; pratique e aperfei&amp;shy;çoe esse instrumento cognitivo até a percepção aprender a discernir os fenômenos incrivelmente sutis da transcendelia; verifique suas observações com outros que também o tenham feito como fazem os matemáticos, que verificam suas provas com outros que completaram as injunções; e, dessa forma, confirme ou rejeite os resultados. E, na verificação dessa transcendelia, a relação entre o Uno e o Múlti&amp;shy;plo se tornará aparente — pelo menos tão aparente quanto as pedras o são aos olhos da carne, e a geometria o é aos olhos da mente — e, assim, o mais intratável de todos os dualismos vai literalmente se desmanchar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta para a relação entre o Absoluto e o relativo, portanto, definitiva&amp;shy;mente não é: o Absoluto criou o mundo. Definitivamente não é: o mundo é ilusó&amp;shy;rio, e só o Absoluto é real. Não é: percebemos somente a reflexão fenomênica de uma realidade numênica. Não é: destino e livre-arbítrio são dois aspectos do mes&amp;shy;mo processo. Não é: todas as coisas e todos os acontecimentos são diferentes aspectos de uma única teia da vida entrelaçada. Não é: só o corpo é real; a mente é uma reflexão dessa realidade única. Não é: mente e corpo são dois aspectos diferentes do organismo como um todo. Não é: a mente emerge da estrutura hierárquica do cérebro. Na verdade, nem mesmo é: númeno e fenômeno são unos e não duais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos esses são meros símbolos intelectuais, que têm como propósito dar uma resposta, mas a resposta verdadeira não está na sensibilia ou intelligibilia, ela está na transcendelia, e essa esfera só se revela depois que se emprega um exemplar medita&amp;shy;tivo, no qual se vê cada uma dessas respostas intelectuais como completamente inadequadas e totalmente insatisfatórias; cada uma apenas cria mais dificuldades insuperáveis e impossíveis de serem resolvidas, e dilemas absurdos, e contradições escandalosas. A resposta não é mais conversa; a resposta é satori, seja qual for o nome que queiramos usar para transmitir a idéia de percepção contemplativa legí&amp;shy;tima.&lt;br /&gt;E, indo mais diretamente ao problema, ainda que essa resposta pudesse ser - colocada em palavras — e, na verdade, a resposta definitivamente pode ser colo&amp;shy;cada em palavras, porque mestres zen falam a respeito o tempo todo — ainda assim, não faria sentido nenhum para alguém que não tivesse também praticado a injunção, do mesmo modo como símbolos matemáticos podem ser vistos por todo mundo, mas são compreendidos somente por aqueles que completaram o treina&amp;shy;mento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas abra o olho da contemplação, e a resposta fica tão óbvia, tão perfeita, tão inconfundível quanto o reflexo da luz do Sol numa lagoa cristalina, cedinho, numa fria manhã de primavera.&lt;br /&gt;Você viu? Essa era a resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Conclusão&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Vimos que a tradição ocidental tem sido atormentada, desde seus primórdios, por uma série de dualismos brutais, e que virtualmente todas as formas de filosofia ocidental, até os dias de hoje, se apóiam afinal em um ou outro desses dualismos (mente/corpo, verdade/aparência, númeno/fenômeno, transcendência/imanência, significado/significante, consciência/cérebro).&lt;br /&gt;Mas esses dualismos, e as questões essenciais que os circundam, não podem, afinal, ser resolvidos pelo olho da carne e seu empirismo, nem pelo olho da mente e seu racionalismo, mas somente pelo olho da contemplação e seu misticismo radi&amp;shy;cal e experiencial (satori qualquer que seja o nome que se dê).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Ocidente, desde Kant, a metafísica não goza de muito boa reputação. Afir&amp;shy;mo que isso aconteceu precisamente porque ela tentou fazer com o olho da mente o que só pode ser feito com o olho da contemplação. Como a mente não conseguiu dar conta do recado metafísico e, ainda assim, continuou clamando em alta voz que podia, era mais do que óbvio que, mais cedo ou mais tarde, alguém ia levantar a lebre e exigir uma evidência de verdade. Kant fez a exigência, e a metafísica entrou em colapso — merecidamente, como era de se esperar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem o empirismo, nem a razão pura, nem a razão prática, nem qualquer com&amp;shy;binação delas pode ver o que está por dentro da esfera do Espírito (e da “verdadei&amp;shy;ra metafísica”). Das ruínas fumegantes que Kant deixou para trás, a única conclu&amp;shy;são possível é que toda a metafísica futura, para ser genuína, deverá oferecer evi&amp;shy;dência e dados diretos e experienciais da própria esfera espiritual. E isso significa que, além da experiência sensorial e seu empirismo (científico e pragmático), e da experiência mental e seu racionalismo (puro e prático), deve-se adicionar a expe&amp;shy;riência espiritual seu misticismo (prática espiritual e seus dados experienciais).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A possibilidade de experiência direta da sensíbilia, da intelígibilia e da transcendelia desarma de forma radical as objeções kantianas e coloca a busca pelo conhecimento firmemente no caminho da evidência, com cada um de seus atesta&amp;shy;dos de validade (verdade, veracidade, imparcialidade e encaixe funcional), guiado pelas três etapas da genuína acumulação de conhecimento (injunção, apreensão, confirmação) em cada nível (sensorial, mental, espiritual — cruzando o espectro inteiro da consciência, não importa quantos níveis queiramos invocar).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumindo, as três etapas da genuína acumulação de conhecimento funcio&amp;shy;nam para todos os níveis, em cada quadrante. A aplicação das três etapas (com sua exigência inerente de exemplares, evidência e refutabilidade) de fato nos aju&amp;shy;da em nossa busca de separar o trigo do joio, o verdadeiro do falso, o demonstrável do dogmático, o confiável do espúrio. Guiados pelas três etapas, os atestados de validade de cada um dos quadrantes podem realmente ser resgatados. Eles têm valor à vista. E a moeda é a evidência experiencial, sensorial, mental e espiritual. Com essa abordagem, a metafísica recupera sua autoridade própria, que não é nem sensorial, nem mental, mas contemplativa. Com o olho do Espírito, pode-se ver a Deus. Com o olho do Espírito, o universo revela seus contornos mais interio&amp;shy;res. Com o olho do Espírito, o númeno anuncia sua Presença pura. Com o olho do Espírito, o Kosmos entrega seus segredos mais profundos. E com o olho do Espíri&amp;shy;to, os pesadelos terríveis dos dilemas sensoriais e mentais se submetem ao esplendor do Vazio em si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A filosofia integral não pode substituir nenhum dos outros modos ou funções do saber — não pode substituir a ciência empírica, nem a meditação contemplativa, nem mesmo os outros modos mentais, da literatura à poesia, história, psicanálise, matemática e lingüística.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a filosofia integral está aí, bem no coração do mundo mental, coordenan&amp;shy;do e elucidando todos esses modos de saber, dimensões de valor, níveis do ser. A filosofia integral em si pertence à esfera mental, e não pode, por si mesma, apenas com seus dispositivos mentais, sair fora dessa esfera. Mas pode reconhecer com firmeza o papel da contemplação na geração de dados, e leva esses dados em con&amp;shy;sideração em suas próprias atividades coordenadoras e elucidativas. Se por si mes&amp;shy;ma não produz dados meditativos, ela reconhece firmemente a existência e a im&amp;shy;portância desses dados. É razão mandálica em sua maior e mais sutil abrangência. Conhece a diferença entre verdade relativa, que pode divulgar, e verdade absolu&amp;shy;ta, pela qual deve se submeter ao olho da contemplação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A filosofia integral, assim, coordena mentalmente o Bem, o Verdadeiro e o Belo, tecendo uma mandala das muitas faces do Espírito, convidando-nos então a adotar a prática espiritual em si, e assim finalmente encontrar o Espírito cara a cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;FONTE: &lt;/strong&gt;Excerto do Capítulo III (A Filosofia Integral e a Busca do Real) do livro “O Olho do Espírito”, de Ken Wilber, filósofo norte-americano criador da Filosofia Integral, publicado no Brasil pela Editora Cultrix, em 2001. Neste livro, o autor busca através de uma abordagem integrativa tecer os vários fragmentos do conhecimento humano numa coerente e inspiradora visão de mundo .&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2480458933532256779-4763858907782964479?l=getflorianopolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://getflorianopolis.blogspot.com/feeds/4763858907782964479/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://getflorianopolis.blogspot.com/2009/05/os-olhos-do-saber-ken-wilber.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480458933532256779/posts/default/4763858907782964479'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480458933532256779/posts/default/4763858907782964479'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://getflorianopolis.blogspot.com/2009/05/os-olhos-do-saber-ken-wilber.html' title='Os Olhos do Saber - Ken Wilber'/><author><name>GET Florianópolis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2480458933532256779.post-132668784231570524</id><published>2009-05-13T07:21:00.000-07:00</published><updated>2009-05-13T07:31:21.258-07:00</updated><title type='text'>Os Fundamentos da Teosofia - John Algeo</title><content type='html'>&lt;em&gt;“Desde os deuses ao homem, dos Mundos aos átomos, de uma Estrela a um pirilampo, de um Sol ao fogo vital do menor ser orgânico, o mundo da Forma e Existência é uma imensa corrente, a cujas ligações estamos todos conectados. A Lei da Analogia é a chave para o problema do mundo, e estas ligações tem que ser estudadas coordenadamente em sua relação Oculta com cada outra.” (Helena P. Blavatsky)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Om Mani Padme Hum — o an&amp;shy;tigo mantra budista expres&amp;shy;sa profundas verdades de uma maneira poética. O mantra pode ser traduzido (tanto quanto é possível traduzi-lo) como “Oh! a jóia no lótus!”. A primeira e a última palavra Om Hum, são realmente intraduzíveis; elas são sílabas mis&amp;shy;teriosas que sugerem, mas não afirmam diretamente, significados do tipo usual. As duas palavras do meio, Mani Padme, significando “a jóia no lótus”, são, dessa forma, um poema envolto num mistério. É um notável poema, com uma imagem maravilhosamente estra&amp;shy;nha: dentro das tenras e transitóri&amp;shy;as pétalas da flor de lótus repousa a Adamantina e perdurável gema, o eterno diamante-semente do qual a breve flor surge.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem muitos significados na imagem da jóia e do lótus. Mas, talvez, o significado principal seja que, quão superficialmente diferen&amp;shy;tes eles pareçam, a jóia e o lótus são essencialmente um. Quando nós dizemos que uma qualidade é essencial, queremos dizer que ela é indispensável porque toca a es&amp;shy;sência ou o verdadeiro ser de uma coisa. Os fundamentos de uma coisa são o que ela realmente é. Abaixo da superfície-aparência do Lótus repousa sua essência — a jóia. Procurar os fundamentos é buscar a jóia no lótus e isso não é tarefa pequena ou fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Buscar os fundamentos da Teosofia, perguntar o que a Sa&amp;shy;bedoria Divina realmente é. Como pode a pergunta ser respondida? Como nós podemos sondar as pro&amp;shy;fundezas da sabedoria ou retirar a jóia do lótus? Certa vez um físico que foi convidado a dar uma pa&amp;shy;lestra para seus colegas cientistas, disse que pensou que poderia fa&amp;shy;lar sobre “O Universo e Outros As&amp;shy;suntos”. Qualquer um que tente descrever os fundamentos da Te&amp;shy;osofia pode parecer tão presunço&amp;shy;so e tolo quanto aquele físico. Por outro lado, há um velho ditado de que a Teosofia tem baixios nos quais uma criança pode andar, bem como profundezas nas quais um gigante necessita nadar. Por mais diferentes que sejam em al&amp;shy;guns aspectos, os baixios e as pro&amp;shy;fundezas compartilham a mesma água. Se remamos nos baixios, podemos saber algo sobre como são as profundezas. Ao inquirir sobre os fundamentos da Teoso&amp;shy;fia, nós certamente não esgotare&amp;shy;mos as profundezas da Sabedo&amp;shy;ria, mas podemos molhar nossos dedos e experimentar a água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem dois aspectos da Teosofia cujos fundamentos neces&amp;shy;sitam ser considerados: o aspecto teórico e o prático. A palavra “teo&amp;shy;ria” vem do grego, e quer dizer uma visão ou modo de olhar para as coisas. Uma teoria é uma janela para o mundo. Algumas vezes, na verdade, a palavra é usada para referir-se a alguma coisa irreal ou não-prática, como quando nós di&amp;shy;zemos: “Oh, isso é apenas teoria”. Mas, rejeitar teorias é rejeitar jane&amp;shy;las e, portanto permanecer num quarto fechado e sem vista. Como nos diz A Escada de Ouro4, nós ne&amp;shy;cessitamos de mentes abertas, mas para a mente estar aberta devo ter janelas — isso é, teoria — e ela necessita mais janelas de que uma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato de que teorias são ja&amp;shy;nelas significa que duas teorias di&amp;shy;ferentes podem estar corretas. Se duas janelas proporcionam vis&amp;shy;tas de diferentes partes do pano&amp;shy;rama ou mostram a mesma cena de ângulos diferentes, nós não di&amp;shy;zemos que uma vista está correta e a outra errada. Nós reconhece&amp;shy;mos que elas são apenas manei&amp;shy;ras diferentes de olhar para a mes&amp;shy;ma realidade. Para estar seguro, uma ou outra janela pode ser mais útil para um propósito particular, dependendo do que nós queiramos ver; mas as vistas que elas pro&amp;shy;porcionam são igualmente verda&amp;shy;deiras. Assim, também teorias so&amp;shy;bre a natureza e o propósito da vida podem diferir, mas podem ser com&amp;shy;plementares em vez de contradi&amp;shy;tórias. Na filosofia clássica hindu existem seis escolas: a Vaiseshi&amp;shy;ka, a Nyãya. a Sãnkhya, a Yoga, a Mimãnsã e a Vedânta. O termo sânscrito para uma escola de filo&amp;shy;sofia é darsana. da raiz drs, signi&amp;shy;ficando “ver”; é assim equivalente ao grego teoria, um modo de ver as coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Teosofia inclui uma teoria ou darsana — uma janela através da qual nós podemos olhar para o mundo. Nenhuma infalibilidade é reivindicada para a teoria teosófica. Ela não é uma verdade revela&amp;shy;da que deve ser aceita pela fé. Em vez disso, é uma descoberta feita por gerações de sábios, rishis e mestres, uma descoberta a ser compartilhada, confirmada por nós mesmos, suplementada e trans&amp;shy;mitida, não impensada mas criti&amp;shy;camente. A teoria teosófica é uma daquelas fascinantes janelas má&amp;shy;gicas, abrindo-se à espuma de mares perigosos, em terras en&amp;shy;cantadas e abandonadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, mares cujas profunde&amp;shy;zas são perigosas são também fontes de água doadora de vida, e terras abandonadas pedem por exploração e povoação. A teoria teosófica é, na verdade, uma jane&amp;shy;la para um panorama maravilhoso e convidativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo sendo teórica, entre&amp;shy;tanto, a Teosofia também é práti&amp;shy;ca. A palavra prática vem do grego praktike “uma relação com a ação”, do verbo prassein “passar através de, experimentar, agir”. Teoria é olhar; prática é fazer. As duas são complementares, cada uma sen&amp;shy;do indispensável à outra. Se nós desejamos velejar através de “ma&amp;shy;res perigosos', necessitamos tanto de mapas para guiar-nos quanto de tripulação habilidosa para movi&amp;shy;mentar o barco. Faltando uma das duas, o barco está perdido. Assim, teoria sem prática é um mapa que não é seguido, enquanto que práti&amp;shy;ca sem teoria é uma jornada sem direção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Dr. Samuel Johnson ob&amp;shy;servou que “um homem pode ser muito sincero em bons princípios sem ter boa prática. Mas, neste caso, bons princípios (ou teoria) não valem nada”. Assim, também, Leonardo da Vinci escreveu: “A suprema desventura é quando a teoria supera a execução. Mas o inverso é igualmente mau — o ele&amp;shy;fante proverbial numa loja de lou&amp;shy;ças tem grande performance po&amp;shy;tencial, mas sem teoria para guiá&amp;shy;-lo, o resultado é porcelana quebra&amp;shy;da. O imperador-filósofo Marcus Aurélius reconheceu a necessida&amp;shy;de de uma vida equilibrada quan&amp;shy;do, em suas Meditações, ele ad&amp;shy;vertiu a si mesmo para “olhar para a essência de uma coisa, quer seja um ponto de doutrina (isso é, de teoria), de prática ou de interpreta&amp;shy;ção”. Isso é o que nós também necessitamos fazer — olhar para a essência da teoria e da prática te&amp;shy;osófica e ver se podemos interpre&amp;shy;tar aquelas coisas por nós mes&amp;shy;mos. A Sociedade Teosófica não possui dogmas, não possui cren&amp;shy;ças requeridas: ela não possui um credo ao qual seus membros se&amp;shy;jam solicitados a subscreverem. Mas a Teosofia é uma teoria — um modo de olhar o mundo e impli&amp;shy;ca numa prática — uma maneira de agir, de passar através do mundo. Os fundamentos dessa teoria e prática podem ser resumidos em três afirmações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Realidade e Fraternidade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Proêmio de A Doutrina Secreta de Helena P. Blavatsky nos diz que “três proposições funda&amp;shy;mentais” formam a base de toda a teoria teosófica. A primeira dessas é que há “um Princípio Imutável, Ili&amp;shy;mitado, Eterno e Onipresente”, o qual é a “Realidade Una Absoluta”, abarcando todo o Ser manifesta&amp;shy;do e condicionado. Essa Causa Eterna e Infinita é a Raiz sem Raiz de “tudo o que foi, é ou sempre será”. Esta Realidade Una é a fonte de toda consciência, matéria e vida no universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ciência ortodoxa vê a ma&amp;shy;téria como a realidade básica. A matéria está organizada por leis naturais em estados progressivamente complexos até que, final&amp;shy;mente ela está tão altamente or&amp;shy;ganizada que resulta na vida e na habilidade de crescer e de repro&amp;shy;duzir-se. Por outras leis naturais, a matéria viva é organizada em estados cada vez mais comple&amp;shy;xos, finalmente produzindo consciência pela qual ela torna-se cien&amp;shy;te do mundo em torno dela. Assim, desse ponto de vista, a vida é uma maneira pela qual a matéria atua quando chega a um certo estágio de complexidade, enquanto que a consciência não é mais do que um epifenômeno da matéria. Um dos fundamentos do universo, então, é a matéria; vida e consciência são subprodutos incidentais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A visão teosófica é muito di&amp;shy;ferente. Ela sustenta que a reali&amp;shy;dade essencial é diferente de qual&amp;shy;quer coisa que nós conhecemos ou possamos conhecer. Ela não é, diz Helena Blavatsky, “ser’ abso&amp;shy;lutamente, mas, sim, “seidade” — a essência da realidade, um prin&amp;shy;cípio. Dela vem a dualidade de consciência e matéria, cada uma implicando na outra. A consciência existe somente na medida em que ela é refletida na matéria, e a ma&amp;shy;téria existe somente na medida em que ela é concebida pela consci&amp;shy;ência. Sem matéria para estar cônscia dela, a consciência não poderia existir; esta afirmação é muito aceitável para a ciência or&amp;shy;todoxa. A afirmação complementar, entretanto, é uma daquelas jane&amp;shy;las abrindo-se para um mundo en&amp;shy;cantado: sem consciência para estar cônscia dela, a matéria não poderia existir. Há muito tempo atrás, a ciência teria rejeitado tal afirmação como puro misticismo. Mas, à medida que os cientistas investigam profundamente no mundo subatômico, a matéria, como nós a pensamos, desapare&amp;shy;ce completamente, deixando em seu rastro partículas de energia ou, mais precisamente, probabilidades de energia cuja própria existência está misteriosamente envolvida com nossa consciência delas. Fri&amp;shy;tjof Capra é um daqueles novos fí&amp;shy;sicos que adotam esta visão apa&amp;shy;rentemente mística da matéria, por exemplo, em seu estimulante livro O Tao da Física. Nessa visão, consciência e matéria parecem ser na verdade funções uma da outra, da mesma forma que a Sabedoria Antiga sustenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sobre a vida? A Teosofia a vê como o relacionamento ou inte&amp;shy;ração entre consciência e matéria. Quando a consciência submete-se à matéria e a matéria responde moldando-se a si mesma em for&amp;shy;mas conscientes, o resultado é vida. Nenhuma partícula do univer&amp;shy;so quer pequena ou isolada, exis&amp;shy;te sem matéria, consciência e vida — não completamente desenvolvi&amp;shy;da, talvez, mas em essência. Des&amp;shy;sa forma, dentro de todo ser mani&amp;shy;festado está a seidade una abso&amp;shy;luta; atrás do universo múltiplo e variado está a Realidade Una.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada teoria implica ação. Qual, então, é a conseqüência prá&amp;shy;tica da primeira proposição funda&amp;shy;mental? A teoria é que há uma real&amp;shy;idade subjacente a toda existência — toda matéria, consciência e vida. Que prática isso implica? A unida&amp;shy;de da realidade conota a unidade da humanidade. E a unidade da huma&amp;shy;nidade requer que nós vivamos para honrar esta unidade, para promo&amp;shy;vê-la, para ser fraternais com nos&amp;shy;sos semelhantes. Assim, a primei&amp;shy;ra proposição fundamental de A Doutrina Secreta implica no primeiro objetivo da Sociedade Teosófica: “Formar um núcleo da Fraternida&amp;shy;de Universal da Humanidade, sem distinção de raça, credo, sexo, cas&amp;shy;ta ou cor". Não é por acaso que o objetivo da fraternidade foi coloca&amp;shy;do em primeiro lugar na agenda te&amp;shy;osófica ou que os Mestres consi&amp;shy;deram-no como a razão de ser da Sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 188O,o Mestre K. H. es&amp;shy;creveu a A. P. Sinnett: “Os Che&amp;shy;fes querem uma Fraternidade da Humanidade, uma real Fraternida&amp;shy;de Universal iniciada” (Carta dos Mahatmas, número 6). Se nós aceitamos a primeira e fundamen&amp;shy;tal proposição da teoria Teosófica — a unidade da realidade — nós so&amp;shy;mos levados, inescapavelmente, à prática da fraternidade. Esposar a fraternidade sem saber por que é mera sentimentalidade Procla&amp;shy;mar nossa crença na radical uni&amp;shy;dade da realidade sem viver em fraternidade é hipocrisia. A teoria e a prática devem ir juntas. Assim a primeira proposição e os primei&amp;shy;ros objetivos juntos implicam em serviço, como um dos aspectos da vida teosófica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ordem e Estudo&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A segunda proposição funda&amp;shy;mental — a segunda base da teoria teosófica — é que A Doutrina Se&amp;shy;creta afirma a Eternidade do Uni&amp;shy;verso in toto como um plano ilimi&amp;shy;tado, periodicamente “o palco de inumeráveis Universos, incessan&amp;shy;temente manifestando-se e desa&amp;shy;parecendo”. Esta segunda asser&amp;shy;ção de A Doutrina Secreta é a “ab&amp;shy;soluta universalidade daquela lei de periodicidade, de fluxo e refluxo, vazante e cheia, que a ciência físi&amp;shy;ca observou e constatou em todos os departamentos da Natureza. Uma alternação tal como a de Dia e Noite, Vida e Morte, Sono e Vigí&amp;shy;lia, é um fato tão perfeitamente universal e sem exceção, que é fácil compreender que nela nós vemos uma das Leis absolutamen&amp;shy;te fundamentais do Universo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda proposição afirma ciclos regulares ou repetição pa&amp;shy;dronizada em todas as coisas, isto é, lei, ordem, sistema. Ela afirma que o universo não é um acidente, mas um lugar planejado e ordena&amp;shy;do, que existe um desígnio gover&amp;shy;nando o processo mundial. O uni&amp;shy;verso não é apenas um “pegar fogo”, o Big Bang, ao qual a ciên&amp;shy;cia atribui o começo de nosso Universo, não é alguma coisa que aconteceu uma vez somente. Os astrônomos estão agora debaten&amp;shy;do se o universo continuará expan&amp;shy;dindo-se infinitamente, até que, fi&amp;shy;nalmente, dissipe-se nas longín&amp;shy;quas distâncias de lugar nenhum, ou se ele se contrairá e retornará a alguma unidade densa e com&amp;shy;pacta, no centro de algum lugar. A teoria teosófica predica um univer&amp;shy;so oscilante que, alternadamente, expande-se e se contrai de uma maneira regular e ordenada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhando para nós mesmos, vemos a lei da periodicidade na re&amp;shy;encarnação — a alternação de Vida e Morte, como Helena Petrovna Bla&amp;shy;vatsky a chamou. E no Karma — a lei de causa e efeito que controla e induz o nascimento no mundo físi&amp;shy;co — nós vemos o princípio de or&amp;shy;dem, que é essencial no ato da perio&amp;shy;dicidade. Em nós, pequenos seres humanos, como no grande univer&amp;shy;so, há ordem e repetição, há Kar&amp;shy;ma e renovação cíclica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ferdinand de Saussure, o fundador da lingüistica moderna, disse que uma linguagem é um sis&amp;shy;tema no qual tudo permanece uni&amp;shy;do. Ele podia ter dito isso, tão ver&amp;shy;dadeiramente, de qualquer outra coisa no universo ou do próprio universo. A palavra universo vem do latim, significando transforma&amp;shy;do em um. O universo é um todo combinando todas as suas partes, aparentemente separadas, numa unidade. Esta unidade não é tanto o estofo do qual o universo é feito, mas, sim, os modelos que mol&amp;shy;dam o estofo material. Norbert Wi&amp;shy;ener, o inventor da cibernética, es&amp;shy;creveu: “Nós não somos um esto&amp;shy;fo que sustenta, mas modelos que perpetuam a si próprios”. Nós e tudo o mais que sentimos em nos&amp;shy;sa volta não somos os pedaços de matéria que supomos, mas mode&amp;shy;los perpetuando-se a si próprios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conseqüência prática da segunda proposição é que nós devemos tentar descobrir a ordem no universo para que, assim, pos&amp;shy;samos viver de acordo com ela. Nós buscamos encontrar essa or&amp;shy;dem numa variedade de maneiras, as principais entre elas sendo as disciplinas da ciência, filosofia e religião. O propósito da ciência é estudar a ordem na Natureza físi&amp;shy;ca. O propósito da filosofia é estu&amp;shy;dar a ordem nos assuntos intelec&amp;shy;tuais. O da religião é estudar a ordem nas coisas espirituais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, a segunda proposi&amp;shy;ção fundamental que afirma a exis&amp;shy;tência da ordem leva naturalmen&amp;shy;te ao segundo objetivo da Socie&amp;shy;dade Teosófica: “Encorajar o estu&amp;shy;do de Religião Comparada, Filosofia e Ciência”. Tal estudo deve ser comparado porque nenhuma úni&amp;shy;ca religião ou campo único da filosofia ou da ciência tem um mono&amp;shy;pólio da verdade. Entre elas, entre&amp;shy;tanto, essas três disciplinas co&amp;shy;brem o todo do ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com uma análi&amp;shy;se da constituição humana exis&amp;shy;tem exatamente três bases (ou upadhis) para a consciência. Há o sthulopãdhi ou base grosseira, que é a consciência de vigília nor&amp;shy;mal funcionando no plano físico. O sukshomopãdhi ou base sutil é a consciência no plano astral ou emocional e mental inferior ou concreto a personalidade que subjaz à nossa consciência física. O kãranopãdhi, ou base cau&amp;shy;sal é a consciência no plano men&amp;shy;tal superior ou abstrato e búdico ou intuicional, a Individualidade que sobrevive de encarnação a encarnação e subjaz a todas nos&amp;shy;sas personalidades. Toda a vida humana está construída sobre estas três bases.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Ciência ao estudar a na&amp;shy;tureza física trata com o mundo do sthulopâdhi ou o mundo ao nos&amp;shy;so redor em sua forma grosseira. A filosofia, ao estudar os assuntos intelectuais, trata com o plano de sukshmopâdhi — o mundo sutil do pensamento e sentimento, da mente e das emoções. A religião, ao estudar os assuntos espirituais, trata com o nível do kãranopãdhi o mundo causal daquelas verda&amp;shy;des últimas que ligam o homem de volta às suas origens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, ciência, filosofia e re&amp;shy;ligião buscam ordem em todas as bases da vida humana. E tendo descoberto a ordem através des&amp;shy;sas disciplinas, nós podemos in&amp;shy;teragir com a periodicidade do uni&amp;shy;verso, conscientemente assistin&amp;shy;do e colaborando com o plano cósmico. Mais uma vez teoria e prática fundem-se para cooperar com a ordem universal, nós de&amp;shy;vemos conhecê-la; para descobrir essa ordem, nós devemos vivê-la. A segunda proposição e o se&amp;shy;gundo objetivo, juntos, implicam no estudo como um aspecto da vida teosófica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Analogia e o Não-explicado&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A primeira proposição funda&amp;shy;mental está relacionada com a absoluta unidade que subjaz ao mundo fenomênico. A segunda proposição está relacionada com esse mundo e a ordem cíclica nele. A terceira proposição está relacio&amp;shy;nada com o relacionamento entre a unidade absoluta e o mundo manifestado, particularmente, ela está relacionada com os seres humanos como expressão desse relacionamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A terceira proposição funda&amp;shy;mental é “a fundamental identidade de todas as Almas com a Su&amp;shy;per-Alma Universal, essa última sendo um aspecto da Raiz Desconhecida; e a peregrinação obri&amp;shy;gatória para cada Alma através do Ciclo de Encarnação ou Necessi&amp;shy;dade, de acordo com a Lei Kármi&amp;shy;ca e Cíclica”. A terceira proposição afirma a identidade de cada indiví&amp;shy;duo com uma única Super-Alma. Esta Super-Alma, que nós chama&amp;shy;mos Logos, é uma consciência que dá vida à matéria do universo. Ba&amp;shy;sicamente, a terceira proposição afirma nossa identidade com a Realidade Uma Absoluta. Ela diz, de fato, que o ser humano é um mi&amp;shy;crocosmo (ou pequeno mundo) correspondendo ao macrocosmo (ou grande mundo), no qual nós vivemos. Ela mostra ser o propó&amp;shy;sito da existência uma peregrina&amp;shy;ção de volta à nossa fonte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é uma proposição im&amp;shy;portante porque ela significa que somos da mesma natureza do próprio universo, podemos olhar para ele e tirar conclusões sobre nós mesmos e, inversamente, olhar dentro de nós mesmos para descobrir algo a respeito do uni&amp;shy;verso. Se construtores de navios querem projetar um tipo comple&amp;shy;tamente novo de navio ou enge&amp;shy;nheiros espaciais um novo mode&amp;shy;lo de espaçonave, eles fazem mais do que apenas desenhar os planos no papel e então construir um navio do tamanho do Rainha Elizabeth ou um veículo espacial para levar homens à Lua. Primei&amp;shy;ro eles usam um modelo ou uma simulação de computador para ter certeza de que o projeto funciona&amp;shy;rá realmente, como eles pensa&amp;shy;vam que iria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O modelo é, assim, um mi&amp;shy;crocosmo que pode ser testado e do qual os engenheiros podem descobrir algo acerca do projeto para o receptáculo proposto. Isto é, eles usam a lei de analogia; da mesma forma nós podemos usá-la. Por analogia ou correspon&amp;shy;dência, podemos penetrar no desconhecido e desenvolver fa&amp;shy;culdades que agora são apenas latentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A terceira proposição tam&amp;shy;bém diz que as almas individuais, por serem idênticas ao ofuscante Logos e serem basicamente ex&amp;shy;pressões da Realidade Una, são como o Logos, sujeitas à Lei de periodicidade. O homem funciona de acordo com as mesmas leis e princípios que guiam o grande uni&amp;shy;verso em volta dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Édipo estava via&amp;shy;jando para Tebas, investiu contra a Esfinge, uma criatura que era metade humana e metade leão e tinha o hábito de formular enig&amp;shy;mas. E era seu hábito desagra&amp;shy;dável devorar, no mesmo mo&amp;shy;mento, quem não conseguisse responder seu enigma. Assim, a Esfinge questionou Édipo: “O que anda sobre quatro pernas de ma&amp;shy;nhã, duas pernas ao meio-dia e três pernas ao entardecer”. Sem um momento de hesitação, Édi&amp;shy;po respondeu o enigma corretamente: “O homem, pois ele engatinha sobre quatro pernas na manhã da vida, caminha ereto sobre duas pernas ao meio-dia da vida e manca sobre duas per&amp;shy;nas e uma bengala no entarde&amp;shy;cer da vida”. A Esfinge ficou tão agitada porque Édipo tinha tirado o melhor dela que se atirou de um alto penhasco e pereceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em anos posteriores (de acordo com André Gide que in&amp;shy;terpretou o mito para os tempos modernos), Édipo disse a seus dois filhos como ele tinha adivi&amp;shy;nhado a resposta do enigma da Esfinge, quando outros tinham falhado: “Vocês devem entender, meus garotos, que no começo de sua jornada, cada um de nós encontra um monstro que o con&amp;shy;fronte com o enigma que pode impedi-lo de ir adiante. Embora para cada um de nós a Esfinge possa apresentar uma pergunta diferente, vocês devem persua&amp;shy;dir a vocês mesmos de que a resposta é sempre a mesma. Sim, há somente uma resposta para todos os enigmas, porque a humanidade é o microcosmo e contém dentro dela mesma todas as perguntas que a vida pode for&amp;shy;mular e todas as respostas que nós podemos dar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou, como diz Blavatsky em Ísis sem Véu, A trindade da Na&amp;shy;tureza é a fechadura da magia, a trindade do homem a chave que se ajusta a ela. Nós olhamos no espelho do homem e vemos, re&amp;shy;fletido de volta, o cosmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, a terceira propo&amp;shy;sição diz que o processo mundial não é fortuito, mas com um propósito. A jornada na qual nos encon&amp;shy;tramos tem uma meta: é uma pe&amp;shy;regrinação — uma jornada para um destino espiritual por causa da saú&amp;shy;de da alma. De acordo com alguns psicoterapeutas recentes, tais como V. Frankl, o maior problema que muitas pessoas enfrentam, hoje, é que lhes falta um senso de propósito. A terceira proposição assegura-nos que nossas vidas têm significado, propósito e dire&amp;shy;ção; que nós estamos nos moven&amp;shy;do deliberadamente em direção a uma meta — a redescoberta do que nós realmente somos. Devido ao princípio de analogia, mantemos dentro de nós mesmos o mapa que vamos seguir. E se nós o se&amp;shy;guirmos, como T S. Eliot diz em Little Gidding: “...o final de toda nossa exploração será chegar onde nós começamos e conhecer o lugar pela primeira vez”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual é a conseqüência prá&amp;shy;tica da terceira proposição? Se podemos aprender algo a respeito do propósito da nossa existência, correlacionando-nos como univer&amp;shy;so, nós devemos assim fazer. Por&amp;shy;tanto, o terceiro objetivo da Socie&amp;shy;dade Teosófica é “Investigar as leis não-explicadas da Natureza e os poderes latentes no homem”, pois estudar um é aprender alguma coisa do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensa-se do terceiro objeti&amp;shy;vo como se referindo à percepção extra-sensorial e fenômenos paranormais de vários tipos. Nos pri&amp;shy;mórdios da Sociedade Teosófica tais fenômenos representaram um grande papel. Helena Blavatsky e o Cel. Olcott encontraram-se numa sessão espírita enquanto que A. P. Sinnet, um dos mais proeminen&amp;shy;tes dos primeiros membros ingle&amp;shy;ses da Sociedade na Índia, foi atra&amp;shy;ído, principalmente, pelos notáveis poderes de Blavatsky. Ele queria promover a Sociedade através de tais maravilhas; entretanto, como o Mahatma K. H. escreveu para ele: “a Sociedade Teosófica é an&amp;shy;tes de tudo uma Fraternidade uni&amp;shy;versal não uma Sociedade para fenômenos e ocultismo” (Cartas dos Mahatmas, número 138).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primazia da fraternidade sobre as práticas ocultas dentro da Sociedade tinha sido clarificada logo cedo em 1881, de acordo com Old Diary Leaves, do Cel. Olcott (obra conhecida como A História da Sociedade Teosófica), e foi reafirmada no discur&amp;shy;so inaugural de Radha Burnier, Presidenta Internacional da Socie&amp;shy;dade Teosófica: “O trabalho da Sociedade não está relacionado com fenômenos e artes ocultas, embora interessantes fenô&amp;shy;menos pertencentes ao mundo in&amp;shy;visível possam ser para o psicólo&amp;shy;go ou mesmo para o leigo. Eles são triviais na perspectiva do co&amp;shy;nhecimento necessário para regenerar a vida humana. Não é espiri&amp;shy;tismo, mas sim, espiritualidade que o mundo necessita, não artes ocul&amp;shy;tas, mas sim, ocultismo, também chamado gupta-vidyã (a doutrina secreta) e ãtma-vidyã (a verdadei&amp;shy;ra sabedoria)”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Leis mais importantes não-explicadas da Natureza são aquelas pelas quais o homem e todos os outros seres estão rela&amp;shy;cionados uns com os outros e os mais importantes poderes latentes no homem são aqueles pelos quais ele é capaz de compreender sua identidade fundamental com a Super Alma Universal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para realizar o terceiro obje&amp;shy;tivo, não se necessita sentar-se para o desenvolvimento como os espiritas dizem; não é necessário tornar-se um seguidor do Dr. Rhi&amp;shy;ne em suas experiências em PES (Percepção Extra-Sensorial, N.T.); não se necessita, como um dos astronautas, praticar transferência de pensamento no espaço exteri&amp;shy;or. A técnica principal para investi&amp;shy;gar as leis não-explicadas da Na&amp;shy;tureza e os poderes latentes no homem é realizar nossa identidade fundamental com a Super Alma Universal — é a técnica da meditação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maneira mais efetiva de investigar as leis não-explicadas fora de nós e o potencial latente dentro de nós é praticar o contro&amp;shy;le da mente. Nossas mentes estão submetidas a um dualismo de sujeito e objeto; nós o sujeito, pen&amp;shy;samos sobre objetos. O pensador e o objeto pensado são os dois ele&amp;shy;mentos essenciais para a mente trabalhar. Mas, atrás dessa men&amp;shy;te dualista existe uma consciên&amp;shy;cia não-dual que é cônscia, mas sem um objeto externo ou senti&amp;shy;do de “eu”. Quando a mente dua&amp;shy;lista torna-se quieta, a consciên&amp;shy;cia não-dualista pode surgir. Para aquietar a mente, necessitamos centrar nossos pequenos eus no grande Eu que está ao redor e dentro de nós. Este centrar do eu e aquietar da mente é meditação. Dele provém um grande sentido de liberdade e alegria. Embora ao meditarmos nós digamos que contemos a mente, não há senti&amp;shy;do de esforço. Meditar é, no jar&amp;shy;gão recente, estar “deitado de cos&amp;shy;tas”, mas é também ser vitais, cônscios, participantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meditação é tanto trabalho quanto relaxamento, recolhimento e participação, contenção e liber&amp;shy;dade. O estado meditativo está cheio de contradições, que se deve esperar ao aventurar-se no não&amp;shy; explicado e latente. A maior fron&amp;shy;teira é o espaço dentro de nós. Ele é o panorama sobre o qual as “ja&amp;shy;nelas mágicas” da teoria teosófica abrem-se; este é o território atra&amp;shy;vés do qual a prática teosófica nos convida a viajar em nossa peregri&amp;shy;nação. A terceira proposição e o terceiro objetivo juntos implicam na meditação como um dos aspecto da vida teosófica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os fundamentos e o selo&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Teosofia, então, é tanto teo&amp;shy;ria quanto prática. Os fundamen&amp;shy;tos de sua teoria são as três pro&amp;shy;posições fundamentais de A Dou&amp;shy;trina Secreta. Os fundamentos de sua prática são os três objetivos da Sociedade que nos levam à uma vida tríplice de serviço, estu&amp;shy;do e meditação. A teoria e a práti&amp;shy;ca estão inter-relacionadas — cada uma das proposições implica em um dos objetivos. Tudo está sim&amp;shy;bolizado pelos triângulos no selo da Sociedade Teosófica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O triângulo claro pode ser tomado para representar a teoria. O ponto de cima relaciona-se com a primeira proposição: há uma Realidade Absoluta. O ponto infe&amp;shy;rior direito relaciona-se com a se&amp;shy;gunda proposição: há ordem no universo revelado em ciclos. O ponto inferior esquerdo relaciona-se com a terceira proposição: cada alma individual é idêntica à Super-Alma: a humanidade cujo propósi&amp;shy;to é a peregrinação, é um micro&amp;shy;cosmo do universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas três proposições tra&amp;shy;tam, respectivamente, com Deus ou a Realidade Última, o Universo e o Homem. Em arranjos florais japoneses existem três elementos — um superior representando o céu, um horizontal representando a Terra e um elemento oblíquo, entre os outros dois representan&amp;shy;do o homem. O princípio no triân&amp;shy;gulo é o mesmo. Os três elemen&amp;shy;tos representados no arranjo floral ou pelos três pontos do triângulo — Deus, o Universo e o Homem —constituem tudo o que existe. E assim nós superamos aquele físi&amp;shy;co que falou sobre ‘o universo e outros assuntos”; os “outros as&amp;shy;suntos” são o Homem e Deus e nós tratamos com todos os três.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o triângulo claro repre&amp;shy;senta a teoria, o triângulo escuro representa a prática. Seu ponto in&amp;shy;ferior ao primeiro objetivo: formar um núcleo da Fraternidade Uni&amp;shy;versal. Seu ponto superior es&amp;shy;querdo relaciona-se ao estudo da religião, filosofia e ciência. Seu ponto superior direito relaciona-se à investigação das leis não-expli&amp;shy;cadas da Natureza e os poderes latentes no homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Religião, filosofia e ciência representam a sabedoria acumu&amp;shy;lada no passado, nossa herança intelectual dos eruditos, sábios e santos que existiram antes de nós. As leis não-explicadas e os poderes latentes são o que o fu&amp;shy;turo sustenta. Elas estão para serem explicadas e eles, para se&amp;shy;rem desenvolvidos doravante e serão nossos legados para as ge&amp;shy;rações que nos seguirem. A fra&amp;shy;ternidade é um fato; ela existe aqui e agora. Os teósofos não reivindi&amp;shy;cam formar a fraternidade — isso seria presunçoso e insensato. Eles mencionam somente formar um núcleo da fraternidade que já está no presente. Dessa forma, os três objetivos cobrem o passa&amp;shy;do do gênero humano, que nós estudamos; seu futuro, que nós formamos na meditação; seu pre&amp;shy;sente, que nós servimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, os triângulos estão entrelaçados, mostrando-nos que teoria e prática são inter&amp;shy;dependentes. Cada ponto está re&amp;shy;fletido no oposto. Assim, a Uni&amp;shy;dade Absoluta está refletida na fra&amp;shy;ternidade. E dessa reflexão nós podemos tirar uma importante con&amp;shy;clusão: nós não estamos sós. Cada um de nós é parte de uma grande rede, conectando-se com todos os outros seres humanos e com todos os seres. Nós estamos unidos, indissoluvelmente, naque&amp;shy;le estado de “transformando em um”, que é o universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a ordem cíclica do univer&amp;shy;so está refletida na ciência, filo&amp;shy;sofia e religião — uma reflexão que nos lembra que há uma contínua Tradição-Sabedoria originando-se dos Guardiões da raça, preserva&amp;shy;da e transmitida por uma cadeia imensamente longa de estudan&amp;shy;tes e, finalmente, chegando até nós. A tradição interpreta todas as coisas analogicamente e, assim, dá uma percepção do desconhe&amp;shy;cido. No volume 1 do The Theoso&amp;shy;phist (outubro, 1879, pp.2-3), Blavatsky assinala que os antigos te&amp;shy;ósofos foram chamados analogistas devido “a seu método de inter&amp;shy;pretar todas as lendas sagradas, mitos simbólicos e mistérios por uma regra de analogia ou corres&amp;shy;pondência, de forma que eventos que tinham ocorrido no mundo ex&amp;shy;terno fossem considerados como expressando operações e expe&amp;shy;riências da alma humana.”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desse modo, a analogia do universo e da humanidade e a ta&amp;shy;refa de descobrir o propósito de ambos estão refletidas numa in&amp;shy;vestigação das leis naturais não-explicadas e os poderes humanos latentes. Dessa reflexão, compreendemos que o mundo em torno de nós está carregado com signi&amp;shy;ficado. O livro da Natureza quer ser lido e é como se fosse um grande holograma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hologramas são lâminas fo&amp;shy;tográficas produzidas por luz co&amp;shy;erente (por exemplo, um feixe de raio “laser”), e elas têm algumas propriedades notáveis, tais como a produção de uma imagem tridi&amp;shy;mensional quando o mesmo tipo de luz coerente é projetado sobre elas. Mas uma das mais incríveis de suas propriedades é que cada parte do holograma contém toda a Informação presente no todo. Se você quebra um holograma em duas partes iguais, cada metade produzirá a gravura original intei&amp;shy;ra. E se você o quebra em quatro, oito ou dezesseis partes, cada parte, mesmo que pequena, ain&amp;shy;da projetará a gravura inteira. O todo está presente em cada par&amp;shy;te. Cada pedaço está carregado com significado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Tradição-Sabedoria tam&amp;shy;bém é assim. Se, amanhã, atra&amp;shy;vés de alguma grande catástrofe, toda a Tradição venha a ser perdi&amp;shy;da ou esquecida exceto por uma simples idéia — tal como Karma — seria possível reconstruir o todo da Tradição daquela parte. É um exercício útil tomar uma tal idéia e seguir suas implicações para ver como o resto da Tradição surge dela. Mas, mesmo se a Tradição inteira fosse perdida, sem perma&amp;shy;necer nem uma simples idéia, os seres humanos poderiam ainda olhar dentro deles próprios, den&amp;shy;tro e além de suas próprias men&amp;shy;tes e reconstruir a Tradição em todos os seus fundamentos. De um certo modo, isso é o que acon&amp;shy;tece com geração após geração de estudantes. Pois a tradição externa não é a Tradição real; ela é somente a mostra exterior. A Tra&amp;shy;dição real consiste das realidades internas, descobertas através da meditação, por cada pessoa por si mesma e para si mesma.&lt;br /&gt;Assim, nas reflexões dos pontos dos triângulos entrelaça&amp;shy;dos, vemos três grandes verdades: nós não estamos sós; a Tradição-Sabedoria é contínua; todas as coisas estão carregadas de significado. Os triângulos entrelaçados formam uma estrela — ou é um ló&amp;shy;tus trazendo em seu centro uma jóia? O todo do lótus-estrela é a Teosofia — uma teoria sobre Deus o Homem e o Universo e uma prática envolvendo serviço, estudo e meditação. Esses são os funda&amp;shy;mentos da Teosofia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Publicado originalmente na revista The Theosophist, de maio de 1980.&lt;br /&gt;Extraído da revista O Teosofista de janeiro/outubro de 1990.&lt;br /&gt;Tradução: Pedro R. M. de Oliveira, MST Loja Dharrna, Porto Alegre, RS.&lt;br /&gt;Revisão: lsmênia Maria Cavalcante Azambuja, MST Loja Fênix, Brasíha. DF.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2480458933532256779-132668784231570524?l=getflorianopolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://getflorianopolis.blogspot.com/feeds/132668784231570524/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://getflorianopolis.blogspot.com/2009/05/os-fundamentos-da-teosofia-john-algeo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480458933532256779/posts/default/132668784231570524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480458933532256779/posts/default/132668784231570524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://getflorianopolis.blogspot.com/2009/05/os-fundamentos-da-teosofia-john-algeo.html' title='Os Fundamentos da Teosofia - John Algeo'/><author><name>GET Florianópolis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2480458933532256779.post-2772926256417749797</id><published>2009-05-13T07:16:00.000-07:00</published><updated>2009-05-13T07:26:03.157-07:00</updated><title type='text'>Sabedoria Antiga e Visão Moderna - Shirley Nicholson</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;"O reto pensamento é uma boa coisa, mas o pensamento solitário pouco vale; precisará ser traduzido em ação." (Helena P. Blavatsky)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;A Tradição Viva &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a maioria de nós surge a ocasião em que começamos a questionar o valor de nossas vidas, de nossas atividades e reali&amp;shy;zações, e até mesmo de nós próprios. Isto pode ser um sentimento momentâneo que repelimos como sendo meramente mau humor, ou poderá representar um exame prolongado e sério. Mas se re&amp;shy;servamos algum tempo para analisar as nossas vidas, nossos pensamentos habituais e sentimentos, olhando-os objetivamente, a maioria de nós sentirá algum grau de insatisfação de que algo está faltando, que deve haver algo mais. Tais momentos desconcer&amp;shy;tantes de questionamentos freqüentemente dão origem a um des&amp;shy;contentamento divino, uma ânsia por algo mais, algo que nos forneça o ímpeto para descobrirmos novas dimensões da vida. A incerteza, até mesmo o desespero, podem nos abalar, conduzin&amp;shy;do-nos na direção de uma nova maneira, um novo caminho, uma busca de significado. Einstein sentiu algo neste sentido quando repentinamente vislumbrou a imensidão do universo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O indivíduo percebe a futilidade dos desejos e propó&amp;shy;sitos humanos e a grandeza e maravilhosa ordem que se revelam tanto na natureza como no mundo dos pen&amp;shy;samentos. A existência individual deixa uma sensação de aprisionamento e a pessoa deseja vivenciar o uni&amp;shy;verso como um todo significativo e único. É este o começo do sentimento religioso cósmico.”1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos começar a nossa busca da religião cósmica, do nosso lugar no todo, lendo bastante e examinando muitas novas idéias e pontos de vista, ou a nossa busca poderá conduzir-nos à exploração interior, para descobrirmos camadas novas e mais pro&amp;shy;fundas de nossa própria consciência através da meditação e auto-exame. Buscando externa ou internamente, poderemos provavel&amp;shy;mente encontrar verdades antigas que foram reveladas por aqueles que vêm buscando através dos séculos. Podemos ser atraídos para uma visão filosófica que tem acompanhado a humanidade desde tempos imemoriais, uma visão que indicou o caminho para o cres&amp;shy;cimento e perfeição humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Sabedoria Antiga&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com os ensinamentos teosóficos, alguns videntes e sábios, gênios da vida interior, mantiveram vivo este ensina&amp;shy;mento secreto, revelando-o em vários pontos da terra, em interva&amp;shy;los de tempo que abrangem todo o decurso da história. Esta visão do homem e do seu lugar em todas as coisas foi denominada Filosofia Esotérica, a Filosofia Perene, a tradição primordial, a Sabe&amp;shy;doria Antiga, Teosofia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este conjunto de idéias é denominado esotérico porque preocupa-se com aquilo que está oculto, desconhecido. Abrange a estrutura mais profunda do homem, velada na parte inconsciente de sua natureza, e os processos e leis invisíveis subjacentes àqui&amp;shy;lo que é óbvio para os sentidos. A filosofia esotérica autêntica não se preocupa com o misterioso ou fantástico, embora possa prover uma base lógica para tais eventos. O seu foco primordial está nas leis universais que governam a evolução humana e todos os fenômenos naturais, os princípios subjacentes ao universo visível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempos houve em que a Sabedoria Antiga foi ensinada ape&amp;shy;nas secretamente a um círculo interno daqueles poucos que bus&amp;shy;cavam verdades mais profundas. Embora os seus ensinamentos aflorem às mentes imbuídas da busca sincera, pouco significado têm para a mente superficial. A filosofia esotérica revela uma visão da realidade que ultrapassa aparências superficiais, pene&amp;shy;trando em suas profundezas numênicas. O pesquisador esotérico autêntico conhece a Natureza como um todo vasto e orgânico, do qual o mundo físico constitui apenas o véu ou a cortina visível. Percebe que os reinos invisíveis contêm os elementos causais de toda a existência, produzindo na esfera exterior aquilo que pode ser percebido pelos sentidos. Assim, a sua visão está aberta a am&amp;shy;plos domínios que ultrapassam o mundo físico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A compreensão da Sabedoria Antiga, que foi denominada “o sopro libertador da realidade”, abrange níveis mais profundos do que apenas a cognição mental. As palavras e os ensinamentos verbais podem apontar o caminho para as doutrinas ocultas, mas a compreensão autêntica só pode ser obtida através da experiência e vivência. Alguns adeptos genuínos — corno Jesus, Buda, Platão, Lao Tzu e Pitágoras — revelaram os ensinamentos secretos através das idades. Aqueles sábios eram portadores da Sabedoria e a exteriorizaram em suas vidas. A vida e filosofia eram para eles algo único; mostraram que a busca da sabedoria mais profunda precisa acompanhar pari passu uma vida íntegra e ética. Esta espécie de compreensão não pode ser adquirida apenas num nível intelectual. Terá de envolver a pessoa como um todo, em todos os níveis do seu ser. Por exemplo, nas escolas de mistérios gregas, como a de Pitágoras, a matemática era ensinada como disciplina espiritual no contexto de sua cosmologia, como a Música das Esferas, apenas para aqueles que se qualificavam intelectual e moralmente. As&amp;shy;sim, a ciência, religião e filosofia estiveram tinidas reciprocamen&amp;shy;te e com a moralidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras escolas de mistérios, como a de Eleusis, propiciaram a participação direta em eventos dramatizados, visando invocar a realização de um ensinamento secreto. As iniciações tinham por objetivo fomentar o discernimento dos investigadores da verdade. Os maçons e alquimistas, juntamente com muitas outras escolas esotéricas através das idades, ofereciam treinamento para desper&amp;shy;tar a visão interna. Pitágoras, Platão, Roger Bacon, Kepler, Leo&amp;shy;nardo da Vinci, Nicolau de Cusa e Leibnitz estavam entre aqueles considerados como tendo pertencido a uma escola esotérica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve ocasiões que as doutrinas teosóficas eram ensina&amp;shy;das de forma aberta e pública. Os antigos ensinamentos hindus, registrados nos Upanishads, eram originalmente secretos3. Con&amp;shy;tudo, o tema central encontrado nesses ensinamentos tem sido re&amp;shy;petido em várias obras exotéricas. Por exemplo, Tat tvam asi (Tu és Aquilo), que proclama ser a essência mais recôndita do homem una com o Ser divino, ou Brahman, é idêntica à máxima gnóstica, “Tu és Eu e eu sou Tu”. Este discernimento da conexão oculta do homem com a Base transcendental de todas as coisas apareceu em muitas outras filosofias e religiões, como o Taoísmo e o Neo&amp;shy;platonismo, e mesmo no Budismo se encontram referências a ele, embora de forma menos explícita. O esoterismo sustenta que o atingimento direto desta verdade constitui a realização de nível mais elevado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Motivos Recorrentes&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A polaridade fundamental entre a divindade e o mundo exte&amp;shy;rior condicionado constitui outra área de realização direta para o investigador esotérico. Esta compreensão de aspectos duais tanto do homem como da natureza aparece no Hinduísmo como os pólos de Brahman e maya, o mundo ilusório, no Budismo como nirvana e samsara, no Cristianismo como o contraste entre o di&amp;shy;vino e a natureza humana, no Shamanismo como o Supremo Deus Céu e o mundo que iria para depois dele afastar-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A polaridade e a unidade de tudo com o divino são apenas dois exemplos dos inúmeros motivos recorrentes, encontrados na sabedoria coletiva do mundo. Os fundadores de todas as grandes religiões ensinaram alguns aspectos da Sabedoria Antiga, e seus vestígios permanecem no coração de todas as religiões vivas, muito embora freqüentemente soterrados por interpretações falhas que se acumularam durante os séculos. Um conhecimento da tra&amp;shy;dição esotérica poderá tornar qualquer religião mais significativa e compreensível. Frithjof Schuon, autoridade em estudos religio&amp;shy;sos, esclarece, em sua original obra The Transcendent Unity of Religions (A Unidade Transcendental das Religiões), que a ver&amp;shy;dade religiosa não pode ter apenas uma única expressão, com a exclusão de outras. Para Schuon, uma afirmação dogmática, que não admite outra forma de expressão, é como um ponto em um círculo; não alcança a plenitude da verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ensinamento interno tem sido comparado a um fio doura&amp;shy;do a atravessar o tapete da religião e da filosofia. Jacob Needleman, que percebe a filosofia como algo vivo e importante na atualidade, indicou a existência de “uma corrente antiga de grandes idéias, que levam a um despertar”. Estas idéias recor&amp;shy;rentes apareceram sob diferentes formas e em diferentes épocas através dos séculos, expressando-se através de muitas aparências culturais. A verdade viva não pode ser estática e deve ser vista sob um novo prisma na medida em que se relaciona com cada no&amp;shy;va era. Não obstante, os ensinamentos esotéricos através da histó&amp;shy;ria possuem notável semelhança. Como reconhece a professora de filosofia, Renée Weber, existe uma única tradição, um núcleo universal de conhecimento subjacente a suas inúmeras ex&amp;shy;pressões que estão “unidas por uma intencionalidade comum, uma visão integral do homem e do mundo”. Embora oriundos de tempos e lugares imemoriais, esses ensinamentos destacam deter&amp;shy;minados princípios e leis básicos que são universais. Eles formam um sistema holístico que mescla a ciência, filosofia e religião, como no passado estiveram unidas na Grécia Antiga e no Oriente. A teosofia aponta o caminho antigo e estreito para que o homem possa revelar o mistério de sua natureza interna e desenvolver es&amp;shy;tados de consciência mais elevados e nobres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Doutrina Secreta&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Helena Petrovna Blavatsky, a instrutora de maior discernimento e compreensão da filosofia esotérica em tempos modernos, expressou e desenvolveu os princípios básicos da teosofia no fim do século 19 em sua obra exponencial A Doutrina Secreta. Na&amp;shy;quela obra, Blavatsky cita fontes e sábios de todas as épocas, bem como pensadores contemporâneos. Referiu-se a essa filosofia pe&amp;shy;rene como “a Sabedoria acumulada das idades” e enfatizou as suas inúmeras fontes: “O sistema....não é uma fantasia de um ou vários indivíduos isolados....constitui um registro ininterrupto, abrangendo milhares de gerações de iniciados.”7 Ela esclareceu não ter inventado a teosofia, mas apenas reuniu os fios, integran&amp;shy;do-os em um todo harmonioso, fornecendo, em suas palavras, o cordão para o buquê. Afirmou ainda que as concepções básicas de A Doutrina Secreta estão, na realidade, contidas — embora muitas vezes sob um disfarce enganoso — em todos os sistemas de pensamento ou filosofia dignos do nome5. Blavatsky declarou ainda que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Em todas as idades, em quaisquer condições de civi&amp;shy;lização e conhecimento são encontrados os ecos mais ou menos fidedignos de um sistema idêntico e suas tradições fundamentais; assim, muitas correntes do mesmo rio devem ter tido uma Fonte comum da qual surgiram.”3&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O seu trabalho constituí a base para a proliferação de ensi&amp;shy;namentos esotéricos, tão populares hoje em dia. Embora publica&amp;shy;da aproximadamente há cem anos, A Doutrina Secreta continua a ser a fonte principal dos conceitos e princípios que compõem a Sabedoria Antiga. Nessa obra, os princípios fundamentais estão mesclados com a tradição esotérica. Mas, diferente de muitos es&amp;shy;critores de época posterior, H. P. Blavatsky sempre enfatizou e retomou às proposições universais que são subjacentes e gover&amp;shy;nam o universo. Ela revelou um sistema abrangente de princípios interligados, uma metafísica que constitui o fundamento do mun&amp;shy;do manifestado. Ela enfatizou, por exemplo, os ciclos como um princípio em lugar da reencarnação, que é um caso particular da lei maior, e repetidamente destacou a evolução como realidade onipresente que engloba as especificidades dos vários estágios de desenvolvimento. Esboçou um grande quadro, mostrando-nos o grande desígnio subjacente ao nosso mundo da experiência. Es&amp;shy;critores posteriores tendem a inserir detalhes e a descrever os me&amp;shy;canismos envolvidos na expressão dos princípios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Princípios como Realidades Vivas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pontos essenciais são mais acessíveis e de mais fácil cor&amp;shy;roboração em nossa própria experiência do que os ensinamentos mais detalhados sobre mundos suprafísicos. Grande parte da informação esotérica atualmente disponível baseia-se em investi&amp;shy;gações realizadas por pesquisadores renomados, com sensibilida&amp;shy;de supernormal, nos reinos invisíveis da natureza. As informações deste tipo baseiam-se na autoridade dessas pessoas. Os princípios, contudo, podem tornar-se evidentes a todos aqueles que buscam na direção certa, pois a compreensão dos princípios não depende de qualquer habilidade especial, a não ser aquela do discernimen&amp;shy;to intuitivo que pode ser cultivado através do estudo e da con&amp;shy;templação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os fundamentos da metafísica teosófica não constituem abs&amp;shy;trações distantes e sem efeitos sobre nossas vidas. Ao invés disso, estão todos atuantes ao nosso redor e dentro de nós, aqui e agora. São como a gravidade que, embora invisível, determina a nature&amp;shy;za do mundo físico. Tudo que fazemos está totalmente permeado pela atração da gravidade. Todos os nossos passos e movimentos, cada objeto que usamos, tudo que construímos ou levantamos está sob o domínio deste princípio. Não obstante, por ser tão abarcan&amp;shy;te e onipresente, geralmente estamos inconscientes do poder de sua influência. Os grandes princípios da teosofia — unidade, pola&amp;shy;ridade, ciclos, ordem, evolução — também estão constantemente exercendo sua influência irresistível em nosso mundo. Nas pala&amp;shy;vras de um teósofo contemporâneo: “As doutrinas teosóficas, os teoremas das tradições esotéricas, não são abstrações além do al&amp;shy;cance da maioria das pessoas....mas são tão imediatas e reais co&amp;shy;mo o nosso próximo alento ou passo no caminho.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este conhecimento tem reaparecido parcialmente ao longo da história porque foi sempre transmitido de mestre para discípulo através de ensinamentos orais e iniciações nos seus mistérios. Mas o conhecimento também é mantido vivo por constituir verda&amp;shy;de insofismável para aqueles que desvendaram sozinhos os segre&amp;shy;dos da Natureza. Como disse um grande sábio em certa ocasião: “Estas teorias representam fatos inatacáveis para aqueles que sa&amp;shy;bem.” Como nas antigas escolas de mistérios, estas idéias me&amp;shy;tafísicas, expressas na teosofia moderna, não foram concebidas para serem estudadas apenas com o intelecto e serem aceitas co&amp;shy;mo postulados da fé. Isto pode ser um começo, mas o conheci&amp;shy;mento que permanece em níveis intelectuais tem pouco efeito so&amp;shy;bre o mundo ou sobre o indivíduo. A crença sem conhecimento pode degenerar em dogma. Esses ensinamentos destinam-se a ser transformados de teorias em realidades vivas que permeiem todas as nossas atitudes e governem nossa vida. Nas palavras de H.P.H. (como passou a ser conhecida) sobre as Estâncias de Dzyan, que compõem a base de A Doutrina Secreto, ‘... todas estas Estâncias são dirigidas às faculdades internas, em vez de se destinarem à compreensão comum por parte do cérebro físico.”1 A profunda contemplação dos princípios universais e a maneira como são in&amp;shy;terligados podem despertar faculdades ainda mais profundas do que a compreensão comum — a mente superior e a faculdade intui&amp;shy;tiva da percepção direta e imediata. Este é um processo natural, por meio do qual o conhecimento é transformado em experiência, a erudição é transformada em “sabedoria da alma”, nas palavras de H.P.B., na qual as idéias são iluminadas por uma espécie de verdade viva. O resultado é “conhecimento orgânico baseado na visão, em oposição à teoria alcançada pelos meandros do raciocí&amp;shy;nio’’.2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fonte desta nova dimensão da compreensão está latente em cada um de nós. Podemos conhecer os paradigmas universais, a unidade subjacente a toda vida, pois tal conhecimento já está em nosso interior, esperando sua atualização. Nas palavras de Krishna Prem, um comentador do século XX de A Doutrina Secreta, a filosofia subjacente das Estâncias, o Cita, os Vedas “de&amp;shy;riva sua autoridade....de sua própria verdade inerente como uma descrição e guia para a vida interna, uma verdade que é compro&amp;shy;vada e assegurada exclusivamente pelos nossos próprios co&amp;shy;rações”.13 É possível encontrar um nível em nosso interior, onde a teosofia é realidade e permitir que as suas implicações per&amp;shy;meiem as nossas mentes, de modo que as nossas vidas passem a expressar os seus princípios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para muitos de nós no mundo ocidental, o primeiro passo será intelectual. Primeiramente, podemos estudar, ler, assistir pa&amp;shy;lestras, debater, na medida em que consideramos e tentamos com&amp;shy;preender as idéias teosóficas. Posteriormente, se formos sérios em nossa busca, esta consideração mental deverá iniciar um processo em nosso interior. Começamos a meditar sobre idéias que domi&amp;shy;namos intelectualmente e “compreendê-las na mente,” como disse H.P.B. Em níveis mais profundos de compreensão, despontará determinada espécie de certeza. Na obra The Transcendent Unity Qf Religions, Schuon descreve um estado em que não mais questio&amp;shy;namos a validade de uma idéia ou procuramos sua comprovação. Tampouco acreditamos simplesmente ou nos baseamos na con&amp;shy;vicção intelectual. Ao invés disso, conhecemos a sua verdade em nós mesmos; temos a “evidência direta....que implica certeza abso&amp;shy;luta.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na medida em que cresce a nossa compreensão, começamos lentamente a olhar o mundo a partir da perspectiva teosófica, a ver os seus princípios operando sob a superfície das coisas, en&amp;shy;contrando evidência de ciclos, evolução, planos mais elevados — tudo ao nosso redor. Com clareza cada vez maior, podemos também vislumbrar modos através dos quais estas idéias se relacionam com as nossas vidas diárias. Podem, também, começar a refletir-se nas nossas emoções, sob a forma de novos níveis de amor e de compaixão e do desejo de servir. Assim, baseamos estes princípios na experiência e na nossa vida interna, de modo que nos afetam em todos os níveis. Na medida em que este pro&amp;shy;cesso se aprofunda, verificamos que a nossa atitude para com a vida está mudando. Podemos adquirir maior capacidade de afas&amp;shy;tamento das limitações de nossa situação imediata e ver o seu sig&amp;shy;nificado a partir de uma perspectiva mais ampla, desde uma visão de alcance mais longo, na medida em que consideramos objetivos maiores. Assim, este processo de transformar idéias em experiên&amp;shy;cias envolve todo o nosso ser. O que começa como compreensão intelectual transforma-se em discernimento intuitivo e se torna embasado na praticidade. As nossas faculdades em todos os ní&amp;shy;veis se focalizam na busca e ficamos envolvidos em um processo interminável de crescimento, continuamente criativo e novo, que continuará ano após ano. Descobrimos, por nós próprios, que um verdadeiro encontro do eu com a visão esotérica encerra em si o poder de nos transformar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Excerto da Introdução do livro “Sabedoria Antiga e Visão Moderna” de Shirley Nicholson, publicado no Brasil pela Editora Teosófica.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2480458933532256779-2772926256417749797?l=getflorianopolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://getflorianopolis.blogspot.com/feeds/2772926256417749797/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://getflorianopolis.blogspot.com/2009/05/sabedoria-antiga-e-visao-moderna.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480458933532256779/posts/default/2772926256417749797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480458933532256779/posts/default/2772926256417749797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://getflorianopolis.blogspot.com/2009/05/sabedoria-antiga-e-visao-moderna.html' title='Sabedoria Antiga e Visão Moderna - Shirley Nicholson'/><author><name>GET Florianópolis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2480458933532256779.post-532697474323363439</id><published>2009-05-13T07:12:00.000-07:00</published><updated>2009-06-05T06:19:14.626-07:00</updated><title type='text'>Teosofia e Sociedade Teosófica</title><content type='html'>&lt;em&gt;“Descreve-se oficialmente a Sociedade Teosófica como composta de estudiosos pertencentes a qualquer das religiões do mundo ou a nenhuma, unidos pela concordância a seus três objetivos manifestos, pela vontade de removerem os antagonismos religiosos e de atrair homens de boa-vontade, sejam quais forem suas opiniões religiosas, e pelo desejo de estudar as verdades religiosas e de partilhar com os outros o resultado de seus estudos. Seu elo de ligação não é a confissão de uma crença comum, e sim a busca e a aspiração comuns da Verdade. Eles afirmam que a Verdade deverá ser buscada pelo estudo, pela reflexão, pela pureza de vida, pela dedicação aos ideais elevados — e olham a Verdade como prêmio que se deve lutar por obter, e não como dogma a ser imposto autoritariamente. Julgam que a fé deverá ser o resultado do estudo ou da intuição individual, e não antecedente deles, devendo apoiar-se no conhecimento, não na afirmação impositiva. Estendem a tolerância a todos, mesmo aos intolerantes, não como um privilégio que concedem, mas como um dever que cumprem, e procuram eliminar a ignorância, em vez de puni-la. Vêem cada religião como expressão da Sabedoria Divina e preferem estudá-las a condená-las, preferem praticá-las a fazerem proselitismo. A Paz é o seu lema, como a Verdade é o seu objetivo.” (Geoffrey Hodson)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Sociedade Teosófica (ST) foi fundada em Nova lorque, em 17 de novembro de 1875, por um pequeno grupo, dentre os quais se destacavam a Sra. Helena Petrovna Blavatsky e o Cel. Henry Steel Olcott, seu primeiro presidente. Nos primeiros anos após sua fundação, a ST enfrentou dificuldades quanto à expansão de seu trabalho. Em 1879, o Cel. Olcott e a Sra. Blavatsky partiram para a Índia, onde viajaram de norte a sul fundando várias Lojas da ST. No ano de 1882 estabeleceram a sede internacional na cidade de Madras, no sul da Índia. Este local, até hoje sua sede internacional e principal centro de trabalho, é mais conhecido como Adyar, nome do bairro no qual está situado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo de seus mais de cem anos de existência a ST espalhou-se por cerca de sessenta países em todos os continentes. Internacionalmente, a ST está organizada basicamente em Seções Nacionais, e estas, por sua vez, compõem-se de Lojas e Grupos de Estudos. A maioria das Lojas e Grupos da ST realizam reuniões públicas com palestras, cursos, debates e outros eventos de divulgação, bem como atividades de confraternização entre os seus membros e simpatizantes, sempre em conformidade com seus objetivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três são os objetivos que norteiam os trabalhos da Sociedade Teosófica: Formar um núcleo de Fraternidade Universal da Humanidade, sem distinção de raça, credo, sexo, casta ou cor; Estimular o estudo comparativo das religiões, filosofias e ciências; e Investigar as leis ainda não explicadas da Natureza e os poderes latentes do homem. Desde os primeiros dias de sua fundação, a ST estruturou-se sobre o amplo princípio humanitário da Fraternidade, sendo que os demais objetivos apontam para uma “livre e corajosa investigação da Verdade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, o lema da ST não poderia ser mais condizente com as suas reais aspirações: “Não Há Religião Superior à Verdade". Onde religião, traduzida da palavra sânscrita Dharma, também significa, entre outras coisas, doutrina, lei, dever, direito, justiça, virtude. Em um sentido mais amplo, podemos afirmar que para a ST não há doutrina superior à Verdade. Disso depreendemos que só a busca sincera e obstinada da Verdade poderá nos remeter de forma insofismável para o caminho enobrecedor da Fraternidade. Entretanto, de forma complementar, só uma vivência plenamente fraterna e ética poderá nos desvelar todas as facetas da Verdade. Essa unidade de propósitos que fundamenta a ST é a força que motiva e inspira seus membros e simpatizantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta Verdade, também conhecida como Teosofia, do grego Theosophia, traduzida literalmente como Sabedoria Divina, significada aquela Sabedoria Viva e Eterna que não pode ser apreendida nem condicionada por qualquer sistema de pensamento humano, por isto a sua justa adjetivação Divina. Todas as filosofias e religiões são apresentações parciais e relativas desta Verdade, limitadas como estão a seus contextos históricos e culturais. São tentativas laboriosas de formalizar e conceber o que não pode ser expresso totalmente em palavras. Porém, se perscrutarmos o coração dessas doutrinas, procurando além das adulterações institucionalizadas, das crenças cristalizadas e da soberba sacerdotal, encontraremos, finalmente, o elo que une essencialmente a todas, e então ouviremos das profundezas de suas construções intelectuais carregadas de dogmas e preconceitos a voz silenciosa da verdadeira Teosofia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Glossário Teosófico, de Helena Petrovna Blavastsky, uma das fundadoras do movimento teosófico moderno, encontramos a seguinte descrição para o termo: “A palavra Teosofia não significa Sabedoria de Deus, mas sim Sabedoria dos Deuses ou Sabedoria Universal. Esta Sabedoria é a verdade interna, oculta e espiritual que sustém todas as formas externas da religião, e seu pensamento fundamental é a crença de que o Universo é, em sua essência, espiritual; que o homem é um ser espiritual em estado de evolução e afloramento, e que a humanidade pode progredir na via da evolução por meio de um exercício físico, mental e espiritual adequado, fazendo-se aflorar faculdades e poderes que a façam capaz de trespassar o véu externo do que se chama matéria, e entrar em contato consciente com a Realidade fundamental. A grande idéia que serve de fundamento à Teosofia é a Fraternidade Universal, e esta se acha baseada na unidade espiritual do homem. A Teosofia é, a uma só vez, ciência, filosofia e religião. Diferente do que muitos podem crer, a Teosofia não é uma religião nova; é, por assim dizer, a síntese de todas as religiões, o corpo de verdades que constitui o fundo de todas elas. Se faz conhecida por diversos nomes que têm o mesmo significado, tais como Brahmavidya (Sabedoria Divina), Paravidya (Sabedoria Suprema), etc”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer sistema de pensamento que se proclame detentor exclusivo da Verdade, já incorre por si mesmo em profunda contradição, pois intenta limitar o ilimitado. Por este motivo, todo o corpo de conhecimentos veiculado pela ST tem um caráter estritamente adogmático, sendo que os princípios expostas têm o único e fundamental propósito de conduzir o buscador em direção à Verdade. Os membros da Sociedade Teosófica estudam essas verdades e os teósofos esforçam-se por vivê-las. Qualquer um que esteja disposto a estudar, a ser tolerante, a ter aspirações elevadas e trabalhar perseverantemente, é bem vindo a seus quadros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;FONTE:&lt;/strong&gt; GET Florianópolis.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2480458933532256779-532697474323363439?l=getflorianopolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://getflorianopolis.blogspot.com/feeds/532697474323363439/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://getflorianopolis.blogspot.com/2009/05/teosofia-e-sociedade-teosofica_13.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480458933532256779/posts/default/532697474323363439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480458933532256779/posts/default/532697474323363439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://getflorianopolis.blogspot.com/2009/05/teosofia-e-sociedade-teosofica_13.html' title='Teosofia e Sociedade Teosófica'/><author><name>GET Florianópolis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2480458933532256779.post-1745892578727125619</id><published>2009-05-13T07:11:00.000-07:00</published><updated>2009-05-13T07:46:03.572-07:00</updated><title type='text'>Apresentação</title><content type='html'>O Blog do Grupo de Estudos Teosóficos Florianópolis, inspirado nos ideais da Fraternidade Universal e Busca da Verdade, é um espaço na Internet dedicado ao estudo e divulgação do pensamento teosófico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem como característica principal, a abordagem imparcial de assuntos extraídos das mais variadas fontes, sejam elas filosóficas, científicas ou religiosas, sempre fundamentado na postura adogmática da liberdade de pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Expõe os princípios que fundamentam o aspecto mais externo e acessível da verdadeira Teosofia, como indispensáveis para uma compreensão mais ampla e fidedigna da realidade, permitindo a construção de uma visão de mundo consistente e transformadora, capaz de despertar o homem do seu sono materialista e libertá-lo, definitivamente, do cárcere imposto pelo seu próprio egotismo separatista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfatiza a responsabilidade universal do indivíduo, alicerçada na percepção teosófica da Unidade da Vida, como força propulsora para uma gradativa, mas efetiva, elevação consciencial da humanidade, capacitando-a a enfrentar os grandes desafios que se afiguram com o alvorecer do novo milênio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para todos aqueles que tenham interesse em receber maiores informações sobre Teosofia, além das disponibilizadas neste espaço virtual, ou que desejarem se aprofundar nos estudos de natureza teosófica, através do convívio com pessoas que compartilham de um mesmo ideal fraterno, fazemos um convite especial para conhecer o GET Florianópolis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;G.E.T. Florianópolis&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Telefone : (48) 9960-0637 / 3231-8833 (Adolfo)&lt;br /&gt;e-mail: &lt;a href="mailto:get.florianopolis@sociedadeteosofica.org.br"&gt;get.florianopolis@sociedadeteosofica.org.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Palestras Públicas Gratuitas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Data: toda a primeira 3a. feira do mês, das 20:00h às 22:00h&lt;br /&gt;Local: Atman Amara - Centro de Metafísica (&lt;a class="moz-txt-link-abbreviated" href="http://www.atmanamara.com.br)/" send="true"&gt;www.atmanamara.com.br)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Endereço: Rua José Francisco Dias Areias, 390 - Trindade.&lt;br /&gt;Telefones: (48) 3333 2311  e   9961 6709&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2480458933532256779-1745892578727125619?l=getflorianopolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://getflorianopolis.blogspot.com/feeds/1745892578727125619/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://getflorianopolis.blogspot.com/2009/05/apresentacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480458933532256779/posts/default/1745892578727125619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2480458933532256779/posts/default/1745892578727125619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://getflorianopolis.blogspot.com/2009/05/apresentacao.html' title='Apresentação'/><author><name>GET Florianópolis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
